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LIVROS LIDOS EM 2015 - PARTE 2

Posted by aventuradeaprender on November 30, 2017 at 9:05 PM Comments comments (0)

SPIN OF MYRIADE





Esses dois livros são spin ofs (livros fora de série) das “crônicas de Myriade” escritos por Karen Soarele Comprei os dois livros lançados chamados: “Línguas de fogo” e “Tempestade de areia”, mas não os li pra não ficar curiosa com as continuações. Entretanto, decidi ler esses porque não tem conexão direta com a história principal. Ambas as leituras foram bem agradáveis, mas não entendi quase nada.


A rainha da primavera


Em um reino em decadência, um guerreiro em busca de redenção e um conselheiro real trilham uma jornada para encontrar a princesa há muito tempo desaparecida. Flora, que foi criada em uma ilha remota, é surpreendida ao ser confrontada com seu passado. Mas, no fundo de seu coração, ela sabia que a vida lhe reservava uma grande aventura, além do Mar Eterno.

Escoltada pelos dois forasteiros, ela partirá à procura de respostas sobre sua origem, embarcando na maior aventura de sua vida. E o que vai encontrar mudará não só sua relação com o universo, como também o destino de toda uma nação.

Porém, é necessário cautela. Os perigos rondam à noite e os estandartes inimigos se aproximam.


Esse pelo que entendi é quase como se fosse um mito histórico do universo de Myriade que se passou séculos antes da série principal.


A canção das estrelas


Imerso em segredos, um misterioso livro guarda histórias sobre o passado e o futuro de Myríade, cifradas em códigos que permeiam a linguagem do universo. Para olhares desatentos, são meros contos. Mas Sebastian sabe que há uma mensagem oculta por magia, impossível de ser lembrada, e acredita na importância de compreender seu verdadeiro significado. Tudo muda quando o precioso manuscrito é roubado. Agora, o jovem precisará reunir coragem, aceitar seu erros e pôr à prova tudo o que mais ama, para recuperar seu livro e desvendar a Canção das Estrelas.


O livro conta duas histórias paralelas, mas tudo é muito confuso e eu não entendi direito. Uma das histórias é sobre um jovem chamado Sebastian que tenta decifrar um livro chamado “A canção das estrelas”. Segundo ele, são parábolas que escondem um enigma e ele viaja tentando resolver. A outra história é de uma jovem chamada Neve que se transforma em qualquer animal e foge de casa buscando a liberdade.


"Você pensa que morreu, que não tem mais nada. É o fim. Mas não é. É só um novo começo. A destruição serve pra isso. Você precisa estar vazio pra encher de novo."


No final da narrativa há o livro que Sebastian estava procurando para decifrarmos o enigma, mas não consegui decifrar absolutamente nada.


PIORES LIVROS






Os dez livros a seguir são os piores que li em 2015. Com pior não quero dizer que a leitura seja desagradável, alguns até foram bem agradáveis de ler. O problema é que eles têm heresias e absurdos em que nada dá pra se aproveitar. Nesses não colocarei sinopse e nem aviso de spoilers porque são definitivamente “anti recomendações”.


A escola do bem e do mal

Autor: Soman Chainani


O livro contra a história de uma vila em que havia uma lenda que de quatro em quatro anos o “diretor” levava duas crianças pra estudar na escola do bem e do mal pra aprenderem a serem as princesas e heróis, e bruxas e vilões dos contos de fadas. Sophie queria ser levada para a escola do bem porque sonhava em ser uma princesa, e Agatha todos achavam que seria levada para a escola do mal porque só vivia em um cemitério, sozinha e parecia uma bruxa.


As duas realmente são raptadas, mas Sophie vai para a escola do mal e Agatha para a do bem. As duas detestam isso: Sophie quer ir pra do bem e Agatha quer voltar pra casa. O livro é muito longo e várias coisas acontecem, mas aos poucos vemos o lado vilão de Sophie e heroico de Agatha, e também dos outros alunos.


A história é confusa em vários momentos, mas pelo pouco que entendi é uma ideia totalmente gnóstica. No universo da saga é falado que existiram dois irmãos gêmeos diretores da escola: um do bem e outro do mal. Todos sempre acharam que o do bem estava no governo porque nos contos o bem sempre vencia. Entretanto, acabamos descobrindo que é o do mal que está no controle e ele usa o mal pra promover a sua vontade. Na ideia do autor é como se o bem dependesse do mal. Uma verdadeira loucura...


A única coisa que se aproveita do livro é o autor mostrar que nas relações humanas pode haver o mal na aparência do bem (Sophie se esforçava em se comportar bem, mas era egoísta) e o bem na aparência do mal (Agatha parecia uma vilã, mas se importava com os outros). Entretanto, isso só vale para nós humanos e depende das nossas escolhas de nos submeter a Deus ou não. Entretanto, no livro o tal diretor é como se fosse uma espécie de “deus” do universo da história e ele simplesmente manipula o bem e o mal segundo sua vontade.


Ainda há mais dois livros da série: “Um mundo sem príncipes” e “Infelizes para sempre”. Não quero nem imaginar que outras heresias e blasfêmias devem ter...


Clube da sorte. Brincando com fogo

Autora: Dotti Enderle


Fala sobre três amigas que gostavam de adivinhar por meios esotéricos e criaram um clube. Uma delas gosta de um garoto, mas tem outra garota interessada. Não há nada que se aproveite. Só fala de ocultismo e nem as leis espirituais podemos aprender porque é mostrado como algo totalmente inocente e alem do mais a história é fraca e totalmente sem pé nem cabeça.


Criaturas – O mundo secreto atrás da porta

Autor: Thiago Fernandes


Esse livro trata demônios como vítimas, mas com um disfarce alinígena. De dentro do guarda roupa saem criaturas horríveis dizendo que moram em outro mundo chamado Havosh que está sendo oprimido por um feiticeiro que os obriga a vir pra terra assustar as pessoas e se alimentar do medo delas, mas eles não gostam disso. Então um grupo de crianças vai pra esse suposto outro mundo para lutar com esse feiticeiro usando uma pedra mágica.


Claro que percebi a clara apologia de fazer a gente ter pena dos demônios, mas até eles tiveram que admitir que a humanidade tem algo que eles jamais terão (poder de escolha dado por Deus) e os que vencem qualquer batalha são os que são como crianças e alimentam a fé. Deixou claro também que demônios são alimentados pelo medo e que alienígenas são apenas outro nome para eles.


Dark House

Autora: Karina Halle


O livro fala sobre uma jovem chamada Perry que é considerada estranha e tem um passado de envolvimento com drogas e confusões que quer esquecer.


Ela viaja para a casa do tio e resolve explorar um farol abandonado que parece ser o mesmo de uns pesadelos que ela tem. Lá ela escuta muitos barulhos e encontra um homem chamado Dex que parece estar investigando o lugar. Perry começa a escrever no blog de moda da irmã de 15 anos que está doente e conta das aventuras que teve no farol. Isso chama atenção e trás muita repercussão. Dex liga e diz que é um produtor e gostaria de trabalhar com ela em um novo programa de TV virtual sobre mistérios. Ela aceita e eles vão investigar de novo, mas encontram com muitos fantasmas e espíritos.


Perry se descobre interessada em Dex, mas ele já tem namorada. Então ele conta que também foi atraído pra lá por visões de espíritos. A irmã dela revela que ela vê espíritos desde criança, o que sempre negou. Uma mulher fantasma sempre aparece no caminho dos dois dizendo que eles devem estar juntos para terminar o que começaram porque precisam um do outro e não explica mais nada...


Dex diz uma frase ao longo do livro que resume tudo: O sobrenatural não é pra ser provado, é pra nos atrair, mas nunca dá em nada. No caso eu sei que dá, em muita confusão e cada vez mais afastamento do Deus verdadeiro.

 

Extraterrestres eles estão aqui

Autor: Luiz Galdino


Detestei o livro porque é propaganda cem por cento anticristã e total condicionamento para a operação do erro.


Fala sobre uma sociedade que após a guerra nuclear baniu todas as religiões e o próprio conceito de humanidade. A população é controlada e vigiada o tempo todo. A história gira em torno do arqueólogo Marc que foi mandado pra uma expedição pra descobrir a origem de um poste que parecia de metal, mas não oxida. Ele encontra um ufo e uma cena de guerra e com o tempo descobrimos que dois extraterrestres foram encontrados, mas um deles morreu e o outro foi capturado. Então ele vai junto com um oficial militar interrogar a criatura, mas era tudo uma grande emboscada.


No final descobrimos que um dos técnicos é um robô espião e o tal extraterrestre confessa que matou todos da expedição porque estavam querendo destruir a terra e propõe um governo paralelo com eles dando as ordens para o bem de todos.

 

Como se não pudesse ficar pior ele ainda revela que há muito tempo a espécie dele vivia na terra e para escapar da destruição foram morar em uma base na lua. Depois voltaram e continuaram escondidos, e a nossa civilização é resultado do cruzamento de outras espécies alienígenas que procriaram aqui e ajudaram a humanidade a evoluir. Blasfêmia pura... Aquela mesma ideia de que os demônios criaram a humanidade, que eles são os legítimos e nós os intrusos que será usada na operação do erro.

 

O diário da misteriosa menina

Autora: Liliana Iacocca

 

O livro é uma história de fantasma infantil, mas nem pra revelar as artimanhas do inimigo funcionou porque é totalmente fantasiosa. Fala sobre dois irmãos que vão explorar uma casa mal assombrada e encontram um diário com a história deles até aquele momento. Todos da casa revivem (mordomo, cozinheira, donos, faxineira e filhos). Depois descobrimos que houve um assassinato mal resolvido e um fantasma mata o assassino que é o primo da garota assassinada. Eles conseguem sair da casa, mas quando contam ninguém acredita neles.


O enigma da casa de vidro

Autor: Ganymédes José


O livro fala sobre Vando, um jovem do interior que escuta o pai falando com uma senhora (mãe de outro jovem que morreu em circunstâncias misteriosas) combinando de providenciar a venda da casa que ele morava com a esposa. Então esse rapaz se sente atraído e resolve viajar para a casa.


Lá encontra um diário de um rapaz e descobre que se tratava de uma hospedaria com hóspedes bem estranhos e que a esposa do cara é suspeita de matar o marido. Vando é transportado para o passado e descobre que a autora do crime foi outra pessoa que estava apaixonada e não foi correspondida.


Uma vizinha diz a Vando que a ex-esposa do cara morreu de desgosto tempos depois e que não havia 11 hóspedes, mas 9 e vê a si mesmo na casa. É como se ele mesmo tivesse escrito o tal diário em outra versão temporal. Mistura de espiritismo com parapsicologia...


O planeta berra

Autor: Edgard Romanelli


O livro sobre um menino chamado Luciano que através da internet começou a falar com um menino chamado Prussiano que dizia ser de um planeta chamado berra, mas tudo o que ele falava era igual à terra, usando a linguagem com letras trocadas. Então ele conta na escola, mas ninguém acredita a não ser uma menina chamada Marina diz que aconteceu o mesmo com ela, mas a garota que entrou em contato chamava Barina. Então eles armam um plano de o planeta berra forjar uma invasão porque em meio a uma ameaça todos se unem pra se defender. Dá certo e todos vivem em paz.


Eu fiquei chocada com o tamanho do condicionamento para a operação do erro, apesar de que no livro o tal do outro planeta é realmente igual à terra e esse jogo de palavras foi realmente interessante.


O portal das montanhas

Autora: Mara Carvalho

 

O livro fala sobre um jovem que desde criança é obcecado pelos extraterrestres, mas os pais proíbem de falar no assunto. Anos depois ele teve um contato com um ser extraterrestre que propôs levá-lo para o espaço. A primeira tentativa deu errado, mas quando menos esperava foi levado e ficou dois anos fora. Lá conheceu uma civilização perfeita pra ele, fora do comum (mas totalmente controlada dizendo que isso era bom). Só que ele teve saudades da terra e quis voltar, mas não suportou porque se apaixonou por uma jovem de lá.


Então resolveu abrir o jogo com os pais e ficou sabendo que o pai dele é um extraterrestre que se apaixonou por uma humana e quis viver na terra, e da mesma forma ele é da terra e quis viver no outro planeta. Ficamos sabendo que tanto a mãe quanto o pai sempre souberam de tudo, mas por medo de perder o filho sempre tentaram esconder a verdade. A narrativa é muito envolvente e comovente, mas totalmente armadilha da operação do erro.


Voos e sinos e misteriosos destinos

Autora: Emma Trevayne


O livro não tem nenhuma lição boa que valesse a pena, alem de só ter prendido a atenção depois da metade. Pra piorar quando realmente começa a ficar mais interessante acaba e não tem final, além de ser uma clara exaltação da magia e deixar muitas coisas sem explicação.

LIVROS LIDOS EM 2015

Posted by aventuradeaprender on November 30, 2017 at 6:25 AM Comments comments (0)

LIVROS LIDOS EM 2015


Em 2015, li muitos livros principalmente no caminho indo e voltando do trabalho e de um curso que fiz nessa época. Entretanto, li apenas dois cristãos e um deles ainda sem saber.


Como são muitos, precisarei dividir as resenhas para não ficar muito cansativo. Por isso, haverá uma nova publicação com os livros melhores e mais marcantes. Nessa resenha estão os bons, os mais ou menos e os absurdamente terríveis.



 

LIVROS MAIS ANTIGOS


Ladrões de almas

Autor: Álvaro Cardoso Gomes


Nando é desses adolescentes para quem tudo na vida parece dar errado. Na escola, era uma reprovação depois da outra. Em casa, a mãe resolve se casar, e logo com um sujeito que, de tão certinho, recebeu o apelido de Caxias. E quando Nando decidiu trabalhar, os problemas só aumentaram. No primeiro emprego, foi despedido no mesmo dia. O emprego seguinte foi numa igreja, e o que deveria ser um período de calma transformou-se num verdadeiro inferno.


Quem narra a história é o próprio Nando e de uma forma bem engraçada. Ele conta sobre sua vida e a da família. Quando ele fala de todos os namorados que a mãe já teve é pra chorar de rir, mas demora um pouco para chegar à história do livro em si.


Então ele começa a falar sobre o atual padrasto que ficou mandando-o arrumar emprego. Entretanto, no primeiro dia na agência de turismo de um amigo dele o tal explorou o menino, não pagou e ainda o demitiu. Depois, Nando encontra o anuncio de trabalho em uma igreja chamada “igreja dos anjos do sétimo dia”. Mas que nome pra uma igreja...


Chegando lá, conhece o “pastor”, um tal de pai Bidu Muiraquitã. O trabalho de Nando é ajudar nos “cultos”. Entretanto, ele descobre que o cara é o maior pilantra e que todos lá encenam milagres só pra tirar dinheiro das pessoas. Nem Nando escapa dos golpes porque eram cobrados preços exorbitantes pelos lanches e ele ainda foi forçado a dar oferta.


É até engraçado ler essa parte... Os preços que na época em que o livro foi escrito (provavelmente há uns 20 anos) eram muito caros, hoje são é bem baratos.


Uma vez, Nando até segue o “pastor” e vê-o encontrando com uma “irmã” em uma casa super chique. Depois de descobrir todas as falcatruas fica sem saber o que fazer.

 

O livro é uma sátira ao falso evangelho e no fundo serve como denuncia, mas não sei se a intenção do autor era essa. Entretanto, sei que é totalmente válido porque existem mesmo igrejas falsas e pilantras. O tal pai Bidu era uma mistura de pastor e pai de santo. Além disso, os cultos eram centrados na figura dele e não em Deus.


Achei muito curioso o título “Ladrões de almas” porque é exatamente assim que o Apocalipse descreve a Babilônia religiosa. Ainda não sei com exatidão sua identidade, mas não é nenhuma igreja cristã. As “igrejas” verdadeiras estão relacionadas em Apocalipse 2 e 3, e até as péssimas como os zumbis espirituais de Sardes e os mornos de Laodiceia ainda são tratados por Cristo como Igreja d’Ele. O mesmo não acontece com Babilônia que sempre foi religião falsa.


Já no livro parece se tratar apenas de um explorador porque até mesmo as igrejas criadas e infiltradas por sociedades secretas malignas mantém a Verdade de Cristo que salva as pessoas. Nem o diabo é tão burro assim, mas que ele se frustrou tremendamente nisso ele se frustrou kk. Quem souber ler que entenda...


Entretanto, não cabe a nós saber quem são os falsos cristãos adoradores do diabo, os verdadeiros cristãos em igrejas dessas, e os simplesmente ímpios que usam a religião pra se aproveitar das pessoas. Deus saberá lidar com cada um e retribuir segundo suas obras. A nós, cabe apenas sermos fiéis a Cristo.


A parte que achei mais incrível é quando uma personagem explica a Nando que o tal falso pastor ao invés de expulsar demônios acaba atraindo e quem verdadeiramente expulsa é o garoto. Exatamente! Porque a Verdade, sinceridade e inocência expulsa a maldade. Só fiquei curiosa com o final porque termina na melhor parte.


Spoilers:


Só tem uma menina que não finge porque realmente sai sangue da mão dela, mas ela conta que foi sequestrada pelo tal “pastor”. Um colega de “trabalho” de Nando coloca fogo de propósito, rouba o dinheiro e foge. Ele não queria, mas pega um pouco pra levar a garota de volta em casa. O livro termina com ele voltando pra casa, mas não explica mais nada sobre a menina nem o que aconteceu entre ele e a família.


O dia em que a terra quase parou

Autor: Ivan Jaff

 

Alfredo e Jorge não se dão muito bem, mas um desafio obriga os dois a unirem forças: o que faria a velha que se mudou para aquela cidadezinha e nunca mais saiu de sua casa? E quem seria o estranho corcunda que a acompanhava? Os garotos resolvem investigar o caso e se metem em uma aventura cheia de sustos e revelações surpreendentes.


O livro fala sobre dois meninos chamados Alfredo e Jorge que moram em uma cidadezinha e chegaram mais cedo na porta da escola. Entediados, começaram a brigar porque Jorge, que veio da cidade grande, não conseguia se acostumar com a monotonia do lugar; Alfredo até concorda, mas não dá o braço a torcer.


Então Alfredo desafia Jorge dizendo que acontecem coisas sim e conta da bruxa que mudou pra uma mansão junto com um empregado corcunda e uma mudança enorme, mas nunca saiu de casa; apenas o tal empregado dela que é sempre visto fazendo muitas compras.


Então eles resolvem investigar, mas quando entram na casa não acham nada porque está tudo abandonado. Investigando encontram um elevador que desce e quando chegam embaixo descobrem um laboratório e uma casa muito bem equipados, mas logo são descobertos.


Que encrenca hein? O que aconteceu com eles lá ninguém acreditaria, mas mesmo assim eles quiseram contar e por isso escreveram um livro, o mesmo que estamos lendo.


A história é bem fantasiosa, mas super engraçada e prende bastante a atenção.


Spoilers:


Os meninos conhecem uma cientista que explica todo o projeto e fazem até uma viagem ao centro da terra. Ela quer esfriar o núcleo da terra criando "forminhocas-lume" (mistura de formiga, minhoca e vaga lume) pra cavar e desviando um rio pra parar o tempo. Até somos induzidos a pensar que a mulher não é má, mas é sim porque queria prender os dois lá no núcleo da terra. Eles lutam com ela e apertam um botão que faz destruir tudo. Então eles desistem, vão embora e liberam os meninos.


O mistério do escudo de ouro

Autora: Odette de Barros Mott


"O elevador parou no 8º andar" seria o título escolhido pela autora, e é também a síntese do tema desta novela - pois responde a todas as perguntas que a afirmação provoca: Porque parou no 8º?

Quando parou?

O que aconteceu? 

E de resposta em resposta, com o coração na mão, os leitores desvendam esse mistério internacional que mistura a Holanda europeia aos bairros e subúrbios da capital de São Paulo.

 

A história é bem legal e engraçada, apesar de antiga. O enredo se passa na década de 30. Não chega a ter tanto mistério porque as coisas vão acontecendo naturalmente e no final tudo já foi esclarecido sem espaço para surpresa final.


Não me lembro dos detalhes do enredo, mas gostei bastante na época. Talvez posteriormente decida ler de novo.


Quem matou o mestre de matemática?

Autor: Lourenço Cazarré


O garoto Lourival está em apuros, detido como suspeito pela morte do professor Eurico, o mais famoso avarento da cidade. Mas o delegado tem outros suspeitos, e os quiproquós que cercam as investigações vão crescendo até que o caso tem uma solução inesperada - na melhor tradição do "jeitinho".


É um adulto chamado Lourival contando quando era adolescente em 1960 que foi acusado de matar o professor de matemática porque o canivete dele foi encontrando no peito do morto.


Então o tio dele que passou no vestibular pra Direito, mas nunca assistiu a uma aula diz que vai atuar em defesa, mas tudo o que faz é acusar mais ainda contando como quando o menino era criança quase matou a irmã e o cachorro várias vezes.


Lourival começa a testemunhar que trabalhava digitando para o professor e na noite do crime um monte de gente estranha apareceu na casa e o delegado mandou chamar um por um, todos com motivos suficientes para terem matado.


A solução do crime é bem inesperada e surpreendente, mas o que me encantou mais foi o clima de nostalgia. Eu simplesmente amo livros e filmes quando adultos narram o que aconteceu há muitos anos. Sempre fico imaginando o que aconteceu depois e tentando associar com a personalidade que narra a história.


Spoilers:


No final acabamos descobrindo que era o professor que queria matar, mas quando o carteiro que era muito gordo tentou se defender caiu em cima do professor com canivete e tudo e ele morreu por acidente.


Quem é essa menina?

Autor: Thomas Brezina


Bia não é nada organizada... Ela é conhecida como a “rainha da confusão”. E não é que justamente a Bia vai cuidar de amuletos cheios de demônios? Será que ela vai se sair bem? Bia não tem tanta certeza, principalmente depois que um dos amuletos se quebra, libertando um dos demônios. E, além disso, ela ainda enfrentará uma estranha e misteriosa aluna nova - pálida, com olhos fundos e penetrantes... Qual será o fim dessa aventura?

 

Não dá pra entender muito bem no começo porque se trata de uma série. Fala sobre um grupo de amigas que receberam de um sapo falante a missão de proteger uns amuletos com demônios. Entretanto, uma das meninas chamada Bia quebra um deles e liberta o demônio ao mesmo tempo que uma nova aluna muito estranha chega na escola e ela acha que é o demônio.


Achei muito interessante que fala sobre lugares que são portais e os processos de possessão demoníaca. Gostei demais quando ficou claro a importância de lutar contra os medos e a inutilidade de amuletos.


A parte da amizade entre as meninas também é excelente porque mostra que muitas vezes nos afastamos das pessoas fantasiando coisas que nunca aconteceram e perdemos muito tempo e boas amizades apenas pelo medo de agir em sinceridade.


Spoiler:

 

As meninas ficam bravas com a Bia porque ela libertou os demônios e ela ainda mais, mas na verdade ficaram bravas apenas porque ela escondeu e se isolou. No final a tal menina estranha era apenas uma atriz fazendo uma pegadinha.


Quem seqüestrou Marta Jane?

Autora: Isabel Vieira


Não era tão simples ser um Beverly Hills. Além da prepotência e das roupas de marca, eram indispensáveis carro importado e férias em Cancún, Las Leñas ou em algum lugar chique da Europa.

Marta Jane era uma Beverly Hills reconhecida. Filha de um presidente de uma multinacional na Suíça, chegava todos os dias ao tradicional colégio a bordo de um Audi, caríssimo carro alemão.

Por que, então, os sequestradores pediriam apenas cinquenta mil dólares pelo resgate de Marta Jane? O que havia por trás daquele sequestro?


O livro fala sobre uma adolescente chamada Marta Jane que é sequestrada, mas pedem um valor de resgate muito pequeno. Quem investiga o caso é a Letícia, que saiu da escola há pouco tempo e trabalha na polícia.


No decorrer do livro acabamos descobrindo que a garota não é rica, estuda na escola com bolsa e só usa falsificações de roupas de marca. Na verdade, quem era rico mesmo era um irmão da mãe que apenas dava carona pra ela.


Então tudo ficou ainda mais estranho porque se os sequestradores sabem que ela não era rica nem sequestrariam, e se tivessem confundido não se arriscariam a pedir tão pouco.


A história do livro é bem legal, mas um pouco previsível. Além disso, nos faz pensar na futilidade de pautar nossas vidas apenas pela aparência e bens materiais.


Spoilers:


No final do livro descobrem que quem sequestrou Marta Jane foram os próprios colegas ricos que descobriram que ela fingia e queriam dar um susto, mas como deu certo acabaram entrando na onda e pediram um pagamento simbólico pra que pudessem comprar vagas em faculdades.




SÉRIE VAGALUME


Os barcos de papel

Autor: José Maviael Monteiro


Quito, Miguel, André e Josué resolvem explorar uma caverna que encontraram durante um passeio. Mas a excursão se transforma rapidamente num perigoso problema: o grupo se perde. E parece que a caverna esconde mais surpresas que eles podiam imaginar...

Como escapar dessa situação?


O livro fala sobre um grupo de garotos que resolve brincar em um lago, acham uma caverna e se perdem. Entretanto, lá há bandidos usando como esconderijo. Os bandidos se aproveitam pra pedir resgate e ganhar dinheiro dizendo que os sequestraram. Não é exatamente de suspense nem tem mistério, mas mesmo assim eu gostei porque é uma boa aventura.


De boca bem fechada

Autora: Liliana Iacocca


Tiago está se correspondendo com dois amigos misteriosos da Austrália. Sua família acha a coisa toda muito esquisita... E não é que o Tiago resolve inventar uma nova mania?


Tiago está se correspondendo com um menino chamado Felipe e um canguru chamado Roleman da Austrália. Entretanto, os pais descobrem as cartas e pra não dar explicação, ele resolve que não ia mais abrir a boca pra falar e só ia se comunicar por bilhetinhos.


Os pais aceitam e a coisa toda chega à escola porque a professora lê para a turma um bilhete dele para o melhor amigo contando do que houve e eles também resolvem entrar na “brincadeira”. O problema é que o caso cresce de tal modo que chama atenção do rádio, da TV, de uma cantora, de um sapateiro e de meio mundo...


A parte mais interessante foi que até a ONU se envolveu e o levou pra um escaneamento cerebral pra saber se o canguru Roleman existe mesmo, o que ele achou uma tremenda invasão.


Depois ele começou a receber cartas de uma menina chamada Bianca apostando que ele falaria pra descobrir a identidade dela. A partir daí é ainda mais confusão, mas fiquei curiosa pra entender como Tiago conheceu os tais amigos da Austrália.


Spoilers:


No final, Tiago se irrita tanto que berra e descobre que a tal Bianca na verdade eram todas as meninas da escola ao mesmo tempo.


Meu outro eu

Autor: Marcelo Duarte



Que experiências ultra-secretas são feitas no centro de pesquisas do doutor Brodovsky? Desde que esteve lá, Rodrigo não é mais o mesmo. Mas Rafael, Periscópio e Bolacha vão fazer tudo para descobrir o que aconteceu com o amigo.


Rodrigo foi junto com seu amigo Rafael entrevistar um cientista para fazer um trabalho de escola. Eles fazem a entrevista, mas Rodrigo lembra que esqueceu as figurinhas na mesa e quando volta pra buscar entra na sala errada.


Então ele escuta os cientistas falando de um projeto para substituir as crianças e adolescentes por clones porque a nova geração só gosta de coisas fúteis. Quando eles veem que o garoto está lá o prendem e mandam um clone no lugar dele.


O tal clone come na hora certa, gosta de ler, de música clássica e é controlado a distância pelo cientista. Só que dá um problema de curto circuito e o cientista perde o controle. Quando isso acontece, o clone passa a tomar as próprias decisões e começa a gostar do que era da programação e do que o Rodrigo gostava aprendendo com os amigos dele.


Entretanto, o cientista o substituí por outro enquanto a polícia descobre as experiências. Aí eles decidem destruir os clones que havia no laboratório junto com o Rodrigo que está preso e não consegue provar que é o verdadeiro.


Achei a história muito interessante e a lição foi que aquilo que é saudável e edificante também pode ser divertido e o segredo é o meio termo. Lógico que toda a história de clones é bem fantasiosa, mas o objetivo era esse mesmo...


Spoilers:


Uma amiga descobre que o clone que estava no lugar e já demonstrava escolher o mal não tinha uma marca de nascença e denuncia. Então eles buscam o verdadeiro e não fala o que houve com os outros, se foram mesmo destruídos ou não. No final tem uma carta do cientista falando que estava em outro país e foi um clone que prenderam.


O senhor da água

Autora: Rosana Bond


Um cientista inescrupuloso, chefe de uma organização internacional, instala-se em Florianópolis para apropriar-se de toda a água do maior reservatório subterrâneo do mundo, o Aqüífero Guarani, em grande parte localizado no Brasil. Ao mesmo tempo, pretende poluir todos os rios do mundo e ainda encontrar e destruir a "pedra dessalinizadora", que de acordo com uma lenda indígena se localiza na região e tem o poder de tornar potável a água dos oceanos. Assim, ele seria o dono de toda a água do planeta e faria fortuna vendendo-a a preço de ouro.

Ao buscar um refúgio para se esconder de perigosos traficantes, a pequena Joana descobre o centro de operações da quadrilha. Ela e os amigos Pacha e Senghor, mesmo correndo grandes riscos, vão fazer de tudo para combater os criminosos e evitar essa grande catástrofe.


O livro fala sobre uma menina chamada Pacha e um menino chamado Senghor que são filhos de professores universitários estrangeiros. A filha da empregada dela chamada Joana começa a ser ameaçada por traficantes e os dois decidem ajudar levando-a junto com a mãe para a fazenda da família do menino.


Lá os dois encontram pedras com desenhos estranhos ao mesmo tempo em que um milionário excêntrico está explodindo tudo. Indo na casa e investigando eles descobrem que o tal é um cientista que está causando desastres ambientais em reservas de água para se apossar de toda a água do planeta.


Achei a história bem interessante e até meio profética em relação à manipulação dos reservatórios de água. Uma das partes mais engraçadas é quando começa a faltar água na cidade e como sátira resolvem fazer a “Festa seca” que acaba virando uma verdadeira festança.


Só não gostei do misticismo. Acreditem se quiser: no livro tem até a lenda de um cacique que é representante na terra de um certo “deus da água”. Também percebi propaganda muçulmana em alguns momentos.


Spoilers:


As crianças conseguem invadir o quartel general e pegam o cientista no flagra, mas precisam da ajuda de policiais e do tal cacique pra deter os planos do milionário.


Pacto de sangue

Autora: Fanny Abramovich


Lola, Pablo e Diego não imaginavam que a vida sem graça que levavam mudaria tanto. Uma estranha maleta, enterrada debaixo de uma árvore, revela uma história cercada de mistério e perigos, envolvendo os três amigos em uma surpreendente investigação.


O livro fala sobre três amigos chamados Pablo, Diego e Lola que acham a vida uma chatice porque é sempre a mesma rotina.


Então um dia, Pablo presencia uma briga entre dois homens e tenta investigar, mas não descobrem nada. Outro dia ele acha uma maleta enterrada e chama os amigos. Nessa maleta há um conjunto de roupas, canivete, a foto de uma menina, várias fotos rasgadas e cartões postais falando sobre uma garota chamada Mariana. Eles investigam e acham a menina ao mesmo tempo em que descobrem que o endereço dela é o mesmo de um dos homens da briga.


A história do livro é muito triste, mas linda e emocionante porque tudo se resolve no final. Quanto ao título, é porque as crianças fazem um pacto de amizade no começo. Essa é a única parte que não gostei porque sei que isso não pode ser feito nem de brincadeira.


Spoiler:


Lola conversa com Mariana. Ela explica pra Lola que mora com os tios e vive triste com saudade dos pais. Então ela conta que a mãe saiu de casa e o pai enlouqueceu e começou a beber. Por isso, ele a deu para os tios criarem, mas agora que diz estar bem o tio não o deixa ter contato com a filha. Então as crianças ligam os pontos e entendem o motivo da briga. Depois, Diego conta tudo pra um tio dele que resolveu conversar com o tio da menina pra ele fazer as fazes com o cunhado e deixar a menina morar com ele de novo.




COLEÇÃO VEREDAS


Aventura sem fim

Autor: Lucília J. de Almeida Prado

 

Na véspera de seu casamento com Rosana, a garota mais linda da região, Tom é acusado de roubar os búfalos de seu Oscar, um poderoso fazendeiro, também apaixonado por ela. As provas contra Tom são perfeitas e Driguinho é o único a desconfiar de uma trama armada por seu Oscar para incriminar Tom. Somente ele poderá lutar para provar a inocência do amigo. Mesmo que sua própria vida esteja em perigo!


A história do livro é muito bonita e interessante, mas é meio parada e só emplaca mesmo quando está chegando ao final. O foco é mais entre a amizade entre Tom e Driguinho do que nos crimes.


Um caso mortal

Autor: Paulo Condini


Um cadáver, banhado em sangue, e um garoto, que tinha de descobrir o que acontecera... Naquela pensão, todos estavam estarrecidos com a morte misteriosa de Ernane. Caco, um rapazinho, é o único que começa a encontrar pistas que apontam para a solução do mistério. Mas Caco tem apenas quinze anos... Como reagirá o inspetor da polícia? Acreditará nele? Como acusar o respeitável professor Castro? Como contar ao inspetor das pistas encontradas por Adélia, a empregada, e que agora já tinham sido destruídas? Quem acreditará em Caco?


A leitura é muito agradável. Triste e engraçada na medida certa e com grande dose de suspense e reviravoltas. Não posso deixar de me lembrar da lição principal: muitas vezes nos culpamos por coisas que jamais aconteceram ou não poderíamos evitar.


Spoilers:


Na verdade não foi um crime e sim um acidente provocado pela jovem Adélia, mas a moça (tudo porque queria que o cara assumisse o filho que eles tiveram) armou pra culpar o professor Castro que durante o livro todo foi o maior suspeito, e acabou sendo a peça final pra resolver tudo. Além disso, ele sempre se culpava pelo suicídio de uma moça que pensava ter engravidado na juventude, mas isso não poderia acontecer porque ela se matou uma semana depois do último encontro deles.




Contos da Carochinha, Histórias da Avozinha e Histórias da Baratinha

Autor: Figueiredo Pimentel


Histórias infantis organizadas em uma bela obra com a capacidade de transportar o leitor a um mundo mágico e antigo


Todos os três livros seguem a mesma fórmula: histórias antigas contadas para crianças. Há alguns famosos, mas a maioria eu desconhecia.


Nem todos são bons porque em algumas histórias o diabo foi o herói e a maldade foi recompensada. Outras, no entanto, parecem até mesmo da tradição cristã.


Gostei demais porque no livro “Histórias da avozinha” há o conto da Pita que um tio me contou uma vez e nunca mais esqueci.




Pra tão longo Amor e Muito além das estrelas

Autor: Álvaro Cardoso Gomes


Não dava para conversar com a mãe; com o pai, menos ainda. Então bebia, fumava, brigava, namorava a tonta da Neuza, tudo "para dar prazer ao corpo e esquecer que existia". Por fora, um bobo alegre, por dentro, um infeliz. Toninho já se convencera de que era um "perfeito imbecil". Era garoto, mas não esperava mais nada da vida. Até que Regina apareceu. Não tinha muito a oferecer, só um breve amor, ligeiro e fugaz, como o brilho de um pequeno vaga-lume. Só isso seria capaz de iluminar o mundo de Toninho?


Tenho grande dificuldade de resenhar séries, seja de filmes e livros porque a partir do segundo qualquer coisa dita já será spoiler.


Esse livro “Para tão longo amor” é bem parecido com o filme “Um amor para recordar”: um adolescente perdido que se apaixona pela garota cristã e com isso muda seu comportamento. Entretanto, não foi inspirado porque o livro é bem mais antigo do que o filme.


São duas histórias dentro de uma. O narrador Álvaro, que é colocado como se fosse o autor do livro, conta que é escritor e foi dar uma palestra na escola que estudou quando era adolescente na década de 60. Então aparece uma criança e diz a ele pra jantar na sua casa porque o seu pai Toninho é seu grande admirador desde os tempos de escola. Álvaro não lembra do colega, mas vai assim mesmo e até comenta que é fácil marcar a vida de pessoas que convivem intimamente, mas o que vale mais é o impacto causado em desconhecidos.


Já no sítio, Toninho conta que teve uma adolescência difícil porque o pai vivia tendo problemas no emprego e bebia demais, por isso maltratava ele e a mãe, que totalmente paralisada não conseguia fazer nada. Pra piorar sempre apanhava na escola e como o pai achava um desaforo batia nele também em casa. Até que um dia ele cansou e resolveu fazer exercícios pra ficar forte e quando isso aconteceu ao invés de apanhar começou a bater, mas isso ao invés de satisfação só trazia tristeza e um vazio que ele tentava preencher conquistando as garotas, fazendo piadinhas, não estudando, bebendo e fumando, chegou até mesmo agredir o pai fisicamente... O que só piorava a situação.


Até que um dia chegou à escola uma garota diferente chamada Regina que não se importava com nada que ele falava e dizia como os outros, e ele se encantou por ela porque era inacessível.


No segundo livro da série, Álvaro recebe de Toninho outra carta contando o que aconteceu depois e é dito que o livro é a transcrição da mesma. Não posso contar absolutamente nada aqui, apenas que é uma história de tom mais sobrenatural e absurdo.


Spoilers:


Um dia, Regina passou mal e Toninho ajudou a cuidar, foi aí que se tornaram amigos e por ela passou a estudar pra ajudá-la e começou a mudar. Terminou com a namorada que exibia como um troféu, e colocou o pai “no lugar dele” dizendo que o que ele fazia era injusto. Toninho viu que o pai no fundo se sentia triste e envergonhado, mas depois do filho chamar atenção assumiu isso e passaram a ser amigos trabalhando juntos. Entretanto, Regina não melhorou e acabou morrendo.

Em Muito alem das estrelas, Toninho conta que a empresa com o pai prosperou e nunca mais houve brigas em casa, mas ele continuava muito triste com a morte de Regina, sempre ia ao cemitério e cuidava das flores do jardim até que a mãe dela resolveu mudar e a casa foi destruída. Por isso, ele entrou em uma crise de depressão e em um momento de raiva blasfemou contra Deus e prometeu trazer a garota de volta do mundo dos mortos. Então começou a ter pesadelos com dois gnomos chamados Dig e Dag e um ser andrógeno que lhe propunha enigmas e ao mesmo tempo conheceu um cara que era satanista e tentou recrutá-lo. Depois de muitos pesadelos e encrencas, no final eles disseram que prenderam Regina e ele teria que fazer um pacto vendendo a alma pra ela ser liberta. Só que ele recusa e conta pra empregada que faz uma sessão de exorcismo nele e ainda uma reza pra ele ver a menina pela última vez. Pior que a mulher disse que a história dos demônios era mesmo real, o que é um tremendo absurdo... Mas mostra como os demônios tem poder de engano e convencimento quando nos afastamos deliberadamente de Deus. No final, Toninho conhece outra garota chamada Sandra, que é a atual esposa, e ela conta pra ele que sonhou com uma menina que disse que eles dariam um bom par porque um poderia ajudar o outro a curar suas feridas.




Invasão alienígena, os patrulheiros cibernéticos e Gol de placa

Autora: Edith Modesto


Invasão alienígena


Daniel só precisava de um trabalho sobre computadores. E não é que Góbius, um alienígena, aparece na tela e ensina tudo de informática ao novo amigo! Mas talvez Daniel tenha de acompanhar a criaturinha para outro planeta...


Os patrulheiros cibernéticos


Daniel, Marcos, Mariana e seus amigos resolvem fundar um grupo de combate aos crimes pela Internet. Isso porque um pirata do ciberespaço invadiu o computador da escola e fez ofensas graves à professora preferida dos alunos. Durante as investigações, eles passaram por momentos de muita tensão e perigo; ao mesmo tempo, aprenderam a lidar com a poderosa Internet.


Gol de placa


A Turma da Vila está jogando futebol e é agredida por outra turma, que os expulsa de campo. Surge, então, a ideia de desafiar os agressores para uma competição de futsal, como forma de revide. Enquanto treina para a disputa, a Turma da Vila está aprendendo um novo assunto dentro da informática; linguagem de programação. Depois de perder o primeiro jogo, eles desconfiam que a equipe adversária esteja espionando os seus treinos. E agora? O inesperado acontece; a Turma da Vila tem uma ideia maravilhosa para a desforra, usando seus conhecimentos de informática.


A série tem outro livro chamado “viagem ao centro do computador”, mas esse não li. As histórias são bem interessantes e apesar dos conceitos de informática estarem bem desatualizados, consegui aprender muita coisa. Entretanto, soube que a autora está envolvida com ideologia de gênero e todo tipo de ideia globalista anti-cristã.


Por isso fiquei com um pé atrás, principalmente com o “invasão alienígena” porque faz aguçar a curiosidade sobre o tema. A parte mais interessante é quando fala que a informática é baseada na lógica das conjunções, disjunções e inversões.


Nos dois primeiros livros da série a conclusão e as lições foram bem surpreendentes. Dos três, o que menos gostei foi o último “Gol de placa” porque propõe mistérios não solucionados e não tem lição de moral no final.


Spoilers:


Em “invasão alienígena” as crianças descobrem que quem se passa por ET é o novo vizinho chamado Marcos que se sente mesmo um alienígena porque vivia sozinho e resolveu criar essa estratégia pra se aproximar da turma. Em “os patrulheiros cibernéticos” o responsável pelos ataques era o secretário da escola. Em “Gol de placa” as crianças descobrem que eram espionados pelo irmão menor de um integrante da outra turma que está fazendo aula particular na casa dos irmãos.




Spy Girl 3 - Pesadelo, Spy girl 4 – Perigo e Spy Girl 5 – Ameaça

Autora: Christine Harris


A vida de agentes secretos parece ser cheia de glamour, aventuras e diversão. Mas não a de Jesse Sharpe.


Essa série de livros foi uma total surpresa e decepção. Surpresa porque conta em linguagem infantil muita coisa sobre as conspirações e decepção porque a série acaba sem falar absolutamente nada do que queremos saber.


Não li os livros 1 e 2, mas deu pra entender tudo e praticamente revelou tudo o que acontece nos dois primeiros. Em cada livro há uma missão diferente e um desfecho surpreendente, mas os mistérios apenas aumentam.


Spoilers:


Jesse e dois meninos são cobaias de um projeto de uma organização chamada C2 que se chama “Projeto QI”. O tal projeto consiste em sequestrar um irmão gêmeo e deixar o outro ser adotado por uma família normal para monitorar a diferença de desenvolvimento de uma criança normal e uma com a mente modificada pra ser mais inteligente. O diretor ora age como amigo e ora age como inimigo, mas nunca sabemos a intenção verdadeira. Também aparece uma organização rival chamada “Nimbus” que busca trazer “luz ao mundo” e essa é claramente maligna. No último livro Jesse tem memórias de maldades implantadas, mas pensando em coisas boas consegue se livrar delas. O quinto livro termina com ela recebendo permissão pra ter contato com sua irmã biológica.





LIVROS RECENTES


Caiu do céu

Autor: Frank Cottrell Boyce


Às vésperas da adoção do euro pela Inglaterra, uma pequena fortuna em libras esterlinas, literalmente, cai do céu no colo de Damian, um menino inglês obcecado pela vida dos santos. Como as libras estão saindo de circulação, ele tem apenas 11 dias para gastar o dinheiro. Para isso, contará com a indispensável ajuda de seu irmão mais velho Anthony, um mestre na arte de mentir.


Pela sinopse eu pensei que fosse uma espécie de parábola, mas não é. O livro se passa em 2004 no período de transição de libras para Euro na Inglaterra.


Conta a história do menino Damian, que é fascinado pela vida dos santos da Bíblia e da história da igreja desde que perdeu a mãe com uma doença inesperada. Por isso a vida dele é se esforçar em viver como eles abrindo mão de todo conforto e facilidade. Cheguei a ficar com dó enquanto lia porque mesmo sendo verdade que Deus nos prova através dos sofrimentos eles vem de forma natural e não devemos apenas nos esforçar em sofrer porque isso é tentar mortificar de fora pra dentro ao invés de deixar que Deus opere de dentro pra fora.


Um dia, quando Damian está no seu eremitério, ele vê uma sacola de dinheiro caindo do céu e acha que foi literalmente um presente de Deus, mas na verdade foram ladrões que jogaram de um trem quando roubaram do governo que ia destruir. Anthony, seu irmão mais velho, é um mestre da arte de mentir e não se importa nem um pouco com a fé. Tudo o que ele quer é gastar comprando coisas pra si, enquanto Damian quer ajudar os pobres.


O livro mostra como os irmãos tentam gastar o dinheiro, mas descobrem que ao invés de felicidade isso só trouxe problemas pra eles. Ao longo da história Damian tem até algumas conversas, que não sabemos se são reais ou apenas sonhos, com os santos e uma até com a mãe dele, mas todas são repletas de lições sobre fé e milagres.


O que achei mais estranho é que em uma das tais conversas dizem pra ele que na multiplicação dos pães e peixes o milagre foi que todos dividiram o que tinham trazido. Nunca tinha visto essa interpretação, mas pesquisando descobri que quem crê assim é a teologia liberal que busca “desmitologizar” tudo e negar dons e milagres. Seria o passo além do cessacionismo. O cristão cessacionista descrê de alguns dons e milagres na atualidade, mas os liberalistas descreem é do relato bíblico e interpretam tudo pela ótica científica, social e cultural. No cessacionismo ainda há cristianismo autêntico, mas no liberalismo não.


Gostei muito da história, mas esperava mais do final porque termina quase do nada. Também não entendi se a intenção do autor foi tentar evangelizar ou zombar do cristianismo.


Decifradores – o enigma do pássaro de fogo

Autora: H. L. Dennis


Brodie Bray sempre se sentiu um pouco deslocada, até que um convite com uma mensagem cifrada chega pelo correio. Escolhida para participar de uma equipe de decifradores desafiada a desvendar o ancestral e enigmático Manuscrito Voynich, a garota vai para uma nova escola e ganha novos amigos. Mas também se vê envolvida numa trama de mistério e perigos, afinal, há alguém capaz de tudo para impedir que Brodie e seus amigos decifrem o código.


A história é tão complexa que não consigo fazer um resumo porque são muitos detalhes e reviravoltas. Uma sociedade chamada “câmara negra” trabalhou no passado para decifrar um manuscrito chamado Voynich, mas o estudo foi interrompido. Agora, resolveram recrutar crianças.


Brodie recebeu um convite e foi para uma biblioteca que hoje é um museu, mas vai funcionar como uma escola pra decifrarem em segredo. Lá ela conhece Hunter e Tusia que também foram chamados. Então participam de vários testes pra saber se são apropriados, mas quase perdem porque um acha que é melhor do que o outro e quer aparecer. Só depois começam os trabalhos no manuscrito.


O tempo todo no livro se fala em ir além do óbvio, alem do que é aparente, não desistir, que aquilo que já sabemos é que mais vai ser útil... Essas são lições importantes para todos nós.


A leitura é bem agradável, mas fiquei um pouco decepcionada porque mesmo sabendo que é uma série eu pensava que em cada livro seria decifrado um enigma diferente. Entretanto, esse livro só trouxe perguntas e praticamente nenhuma resposta.


Mentirosos

Autora: E. Lockhart


Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira.

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.

Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.


Eu gostei mais do livro do que do final que ficou bastante ambíguo, mas a leitura é bem agradável e curiosa. A melhor parte são os contos e parábolas que Cadence conta enquanto conta a história.


Fala sobre um quarteto de jovens primos e amigos que passam os verões na ilha particular da família até que Cadence sofre um acidente, começa a ter fortes dores e perde parte da memória. Então ela resolve voltar na ilha pra descobrir o que aconteceu, mas todos mentem pra ela e disfarçam dizendo que ela tem que se lembrar sozinha.


Spoilers:


No final ela descobre que junto com eles botou fogo na casa, todos morreram e ela ficou traumatizada. Ficamos sem saber se eram fantasmas ou se Cadence estava traumatizada e tentando lidar com a culpa.


O sonho de Eva

Autor: Chico Anes


Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.


Posso dizer que quando li praticamente comi o livro porque trata sobre conspiração, um dos meus assuntos prediletos. Talvez seja por isso que não consiga me lembrar de muitos detalhes da história.


O livro fala sobre os sonhos lúcidos que é quando a gente consegue saber que está sonhando e agir como quiser lá dentro.


Uma mulher chamada Eva tem o filho autista chamado Joachim raptado e a irmã que trabalhava em um projeto de transformar os sonhos em jogos se suicida de forma misteriosa. Então depois de perder o emprego “misteriosamente” aceita trabalhar para a mesma empresa que a irmã: as indústrias Yume.

 

O ritmo do livro é muito acelerado e quase não conseguimos acompanhar porque há muita reviravolta e perseguição. Basicamente o que a tal empresa quer é manipular o livre arbítrio para condicionar todos a agirem como eles querem manipulando dentro dos sonhos dando a ilusão de satisfação de desejos. Assim alguns se matam e outros pensam como eles querem.


Foi por isso que eu achei o enredo muito semelhante aos filmes da série “Apocalipse” (Revelação e Forças diabólicas). Nesses filmes há uma máquina dos desejos controlada por realidade virtual acessada através de óculos. Quem aceita é manipulado e quem não aceita é morto no jogo e na vida real.


Achei muito interessante que fala bastante também sobre a nova ordem mundial que quer extinguir a individualidade em prol de uma coletividade manipulada. Só falha em não apresentar Deus como única solução e ainda por cima colocar as igrejas como vilãs.


Há inclusive uma história dita como antiga de um rapaz que ficou anos em coma e acabou se suicidando porque ao invés de ver o céu viveu uma vida plena dentro dos sonhos e sentiu falta dela quando acordou. Muito triste e lamentável...


Apesar da leitura ser bastante agradável achei bem pessimista. Sim, eu sei que conspirações existem... Mas exagerou. Além disso, o autor fez uma oposição entre duas sociedades secretas, sendo uma do bem e outra do mal. Entretanto, pelo que conheço todas são ruins: uma trabalha com o mal diretamente e a outra com o bem independente de Deus que é ainda pior.


Spoilers:


No final todos morrem e apenas Eva consegue sobreviver. Tentam envenená-la fazendo com que tome veneno pensando ser a pírula da verdade. Entretanto, ela consegue controlar a serpente (que no livro representa sua identidade) e escapa da armadilha.


Por um triz

Autores: Michel Gorski e Sílvia Zatz


“É absurdo, vão achar que enlouqueci, mas ela está falando comigo. (...) É como se o diário fosse de fato dirigido a mim. Será que ela sabia que, tantos anos depois, o seu tesouro chegaria até minhas mãos?” Ao receber um antigo caderno de couro com o nome “Ana Rendel” grafado, a rotina do estudante de medicina Tadeu Max muda completamente. O diário é uma das muitas relíquias guardadas no Museu da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, fundada no século XVI, e pertence a uma garota que há 71 anos foi internada no hospital onde ele trabalha. Narrado em três linhas narrativas – a do investigador, de Ana e de Tadeu – Por um triz adiciona elementos de fantasia numa aventura que atravessa décadas, contada em forma de diário.

Desde o primeiro contato com os manuscritos, Tadeu percebe uma estranha conexão com a menina e isso se revela cada vez mais à medida que as páginas amareladas do caderno desvendavam episódios misteriosos. Ana havia caído de um muro de quase dois metros de altura e, desde o acidente, não enxergava muito bem. Nas anotações, a menina descrevia detalhadamente as inusitadas visitas de dois minúsculos seres encantados que lhe faziam revelações sobre os olhares humanos, enquanto ela se recuperava de uma cirurgia.

Assim como o acidente, certas situações acontecem por um triz e mudam o rumo da nossa vida. Ana reaprendeu a enxergar. Este curioso caso mudou a vida de Tadeu, que decide investigar a teoria da menina e embarcar no enigma, deixando suas descobertas também em um caderno. Quem são estes seres encantados? E que revelações eles trazem? Para responder a essas perguntas, é preciso abrir este diário.


A história no começo é confusa, mas depois entendemos melhor o que está acontecendo. Gostei muito da leitura, mas é claramente perigosa.


Primeiro uma pessoa que não se identifica conta como foi no museu da Santa Casa e pediu um caderno com relatos de uma menina chamada Ana Rendel de 1931 e de um estudante de medicina chamado Tadeu Max em 2002. Então ele começa a ler a história do estudante dizendo que estava estudando lá e a guia do museu deu a ele o diário de uma criança que ficou internada lá há 70 anos e que era dedicado a um tal de Max. Então vai juntando os relatos dele e os de Ana. Ele conta que desde o primeiro momento ficou fascinado porque ela parecia mesmo estar falando com ele.


A menina conta que tinha caído de um muro e ficado sem os movimentos e sem a visão, mas começou a ver seres pequenos que se denominaram “gnomos pigmeus” que diziam que como ela os viu eles a serviriam. Então eles explicam que estão sempre perto das pessoas e as atrapalham às vezes fazendo sumir as coisas e serem encontradas no mesmo instante além de soprar pensamentos que as pessoas acham que são delas, mas na verdade são deles. Claro que identifiquei claramente que isso eram demônios né... Só que aí eles contam toda uma história de que são um povo, tem comunidades, família e tudo o mais... Claro que só pra fazer a gente se identificar.


Então vai alternando entre os relatos dela e os dele que mergulha fundo no mistério tentando achar as criaturas. Também descobrimos que Max não é uma pessoa, mas simplesmente o nome que Ana deu para o diário porque gostava de dar nome pra absolutamente tudo pra “personalizar”.


O livro é claramente uma tentativa de humanizar demônios, o que é um absurdo. A história só valeu por uma frase: “Não deixe sua vida escapar por um triz”. Entretanto, no contexto do livro é colocado de uma forma completamente distorcida.


Spoilers:


No final, Ana recebe alta e os gnomos vão se despedir dizendo que não poderiam mais se ver porque o mundo lá fora tem muitas distrações e estar com eles é um preço alto demais. Aí o Tadeu Max resolve procurar a menina que estaria com 81 anos e pelo nome dos pais acha o sobrinho dela que lhe dá o endereço. Eles se encontram e ela se emociona. Diz que sempre quis esquecer o que houve e conseguiu, mas sente que a vida dela tem um vazio finalmente preenchido por ele. Então dá a ele um conselho: “Não deixe sua vida escapar por um triz”. Por fim tem uma carta para os pais de Max dizendo ser de um investigador (o narrador do livro) e que ele foi pra Amazônia atrás da própria felicidade e realização. Então descobrimos que o estudante largou tudo e a família contratou uma investigação. Pobre família...


Seja o detetive

Autora: M. Diane Vogt


Como isso aconteceu? Golpe fatal? Culpado ou inocente? Assassinato? Essas são perguntas às quais só você poderá dar as respostas. Coisas estranhas acontecem e a suspeita cai sobre todos. É necessário descobrir rapidamente os enigmas que permeiam esses casos... Porque, aqui, você é o detetive! Seja o detetive traz um verdadeiro quebra-cabeça criminal, repleto de detalhes e pistas judiciais que o ajudarão a desvendar mistérios e enigmas acerca de casos instigantes. Se você gosta de desafios, este é o livro certo para estimular seu senso de observação e de investigação.


A leitura é bem interessante e envolvente. São alguns contos com enigmas pra gente resolver, mas consegui muitos poucos. Além disso, alguns trazem elementos novos que quase precisaríamos adivinhar.


Um caso muito sujo

Autora: Shirley Souza

 

Zé Paçoca sempre achou que levava jeito para detetive... Mas nem imaginava que seu primeiro caso seria tão sujo! Na cidadezinha do interior onde vive, são muitos os suspeitos de estarem envolvidos em um crime, e mais ainda os que tentam ajudar, dar palpites ou resolver a situação por conta própria. Não será nada fácil para Zé Paçoca solucionar esse caso. Sua ajuda, leitor, será fundamental!


O livro é de caminhos a seguir e em muitos deles a história não termina por causa das pistas erradas. Eu errei todas as pistas, mas fiz questão de ler todos os caminhos possíveis. Só consegui ir bem no final pra decidir como consertar a situação.


A história é sobre um rapaz que começa a trabalhar como detetive particular e o primeiro caso dele é investigar quem está depositando sacos pretos de lixo toda madrugada no quintal do vizinho.


Achei muito curioso que o detetive coloca o leitor também como suspeito ao dizer que o caderno de anotações dele, que no caso é o livro, está sendo mexido o tempo todo.


Spoiler:


Zé Paçoca e o leitor notam patas de cachorro e começamos a desconfiar de um menino que tem cachorros, mas acabamos descobrindo que os cachorros não são dele e sim de outro rapaz que apenas leva o lixo da cidade toda pra lá. Entretanto, ele só começou com essa prática porque o próprio morador da casa fazia isso.


CONTINUA...

LIVROS LIDOS EM 2014

Posted by aventuradeaprender on October 22, 2017 at 10:20 PM Comments comments (0)

LIVROS LIDOS EM 2014


2014 foi um ano bem difícil pra mim (vocês devem se lembrar disso nos testemunhos). Por isso não li tanto e mesmo o que li não me recordo direito, mas vou tentar escrever da melhor maneira possível.


Lembro que li alguns livros de Agatha Christie. Todos os livros dela são bons, mas resenhar é muito complicado porque grande maioria segue a mesma fórmula e qualquer coisa dita se torna spoiler. Li dois infanto-juvenis: “Terror na festa” (Janaína Amado) e “Agitação a beira mar” (Leusa Araújo) que são ótimos, mas não recordo muito bem e os meus escritos são insuficientes pra resenhar. Além disso, li uma trilogia cristã que me fez muito bem na época (ou pelo menos pensei que fez), mas hoje não sei o que dizer sobre aquilo e por essa razão, prefiro fazer silêncio total.



A garota do outro lado da rua

Autora: Lycia Barros


 

Enzo é um menino intelectual e aplicado nos estudos que não se importa em ser ridicularizado pela maioria dos colegas de turma. Ao lado de seu amigo Leandro, entra e sai do colégio com uma vida monótona e sem grandes emoções. Entretanto, há alguém que sempre balança a serenidade de Enzo: Rafaela, sua vizinha de frente, por quem Enzo é apaixonado desde a infância e é sua colega de turma. Porém, linda e popular entre os estudantes, Rafaela não se dá conta da sua existência até que um dia, em uma excursão do colégio, ambos se perdem juntos na mata. Rafaela e Enzo começarão a se conhecer melhor e perceberão o quanto estavam enganados a respeito um do outro. Mas será que esse conhecimento resultará em uma grande amizade? Será que o amor de Enzo sobreviverá além das aparências? Afinal, quem é verdadeiramente a garota do outro lado da rua?


 

Eu já havia lido outro livro da autora (se não me engano em 2012) chamado “A bandeja”. Gostei bastante, mas não me lembro de quase nada. Por isso tinha certeza que gostaria desse. Além disso, o começo da história também se parece com um livro que li no ensino fundamental chamado “A deusa da minha rua”. Em alguns momentos lembra um pouco o filme “Cidades de papel” (assisti em 2015 e já resenhei aqui).


A sinopse já diz praticamente tudo: o nerd que é apaixonado secretamente pela garota mais popular do colégio que praticamente nem sabe da sua existência. Entretanto, um dos diferenciais é a forma que a autora narra: primeiro pelo ponto de vista de Enzo e depois pelo de Rafaela.


No começo, há um trecho que parece totalmente deslocado e sem sentido e à medida que a história vai se aproximando do final fica mais incompreensível ainda, mas depois tudo se encaixa.


Não vou dar spoilers aqui, mas preciso dizer que o livro mostra porque não podemos idolatrar as pessoas. Outro ensinamento importante é que precisamos aprender a valorizar as verdadeiras amizades ao invés de nos importarmos com a opinião dos outros. Entretanto, a principal lição é que devemos olhar para nós mesmos porque muitas vezes achamos ruim quando as pessoas fazem certas coisas conosco sem nos darmos conta de que estamos fazendo exatamente o mesmo.


Spoiler:



Depois da excursão Rafaela continua ignorando Enzo e quando ele tira satisfação, ela diz que podem ser amigos apenas fora da escola porque ela se importava mais com a opinião das falsas amigas do que em cultivar verdadeiras amizades. Quando se “desencanta” dela, Enzo percebe que estava tratando Alana da mesma forma que Rafaela sempre o tratou e resolve dar-lhe uma chance. É dela o poema do começo do livro.

“Lembrei-me também que uma vez li que não é bom que cheguemos muito perto de um ídolo, pois ao tocá-lo o dourado poderia escorrer-nos nas mãos. E era a pura verdade, pois as minhas mãos, agora, já estavam manchadas.”




A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

Autor: Robin Sloan



A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.

Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.

Mas Jannon é curioso…



O livro foi contra todas as minhas expectativas. Pensei que seria uma história de fantasia sobre bruxaria e coisas semelhantes. Às vezes gosto de ler e ver pra saber como funciona o outro lado porque sempre jogam verdades na nossa cara (como no filme “O destino de Júpiter” que resenhei há poucos dias).


Entretanto, mesmo com muitos elementos insólitos, a história é bem realista e ao mesmo tempo perturbadora. Sem dar muitos spoilers, mas existe uma sociedade secreta centenária que busca o segredo da imortalidade através de livros antigos!


O problema é que depois começa a ficar meio chato e monótono com inúmeras descrições sobre o funcionamento de tecnologias modernas e coisas semelhantes. O vai e vem de personagens que não saem do lugar também incomoda um pouco.


Fiquei angustiada (no sentido existencial) com a busca de vida eterna fora do cristianismo (porque só Jesus pode dar vida realmente eterna e feliz), mas o tal segredo da imortalidade no final das contas não é nada blasfemo e até faz sentido. Não tem nada a ver com seitas nem heresias, satanismo, bruxaria ou coisas do tipo. É algo bem real e que não deixa de ser surpreendente quando é revelado no final.


Spoilers:


Os membros do tal clube estavam sendo enganados porque o segredo da imortalidade nada mais era do que escrever porque quem escreve continua vivo através do que escreveu.





Boneca de ossos

Autora: Holly Black



Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam.


Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...


Mas, de repente, Poppy conta para os amigos que começou a ter sonhos com a Rainha – e também com o fantasma de uma menininha que não conseguirá descansar enquanto a boneca de ossos não for enterrada no seu túmulo vazio.


Então, Poppy, Zach e Alice partem para uma última aventura a fim de ajudar o fantasma da Rainha a encontrar seu descanso eterno. Mas nada acontece do jeito que eles planejaram... A missão se transforma em uma jornada de arrepiar.

 

Será que a boneca é apenas uma boneca ou existe algo mais sinistro por trás desses fatos? Poppy está mesmo dizendo a verdade ou tudo isso não passa de um truque para que voltem a brincar juntos?


Se existe mesmo um fantasma, o que vai ser das crianças agora que elas estão nas suas mãos?


Confesso que vai ser bem difícil fazer uma resenha sobre esse livro porque ele me marcou demais na época em que li. A leitura é muito boa, mas o começo é meio chato porque mostra apenas a ficção que as crianças criaram e é tudo fantasioso demais quando não entendemos o contexto.


Depois começa a ficar mais legal e entendemos que os três amigos criaram essa história como uma espécie de fuga do mundo totalmente hostil em que vivem: Alice é órfã e vive com uma avó super protetora que não a deixa fazer nada; Popy tem uma família desajustada de pais que não se importam, irmãos envolvidos com o crime e por isso ela fica jogada de qualquer jeito; já Zach tem um pai sonhador que abandonou a família pra perseguir um negócio e quando tudo deu errado ele voltou pra casa como se nada tivesse acontecido.


É o pai de Zach quem praticamente começa a história. Desiludido pelos próprios sonhos que não conseguiu realizar decide controlar a vida do filho pra que ele seja um jogador de basquete profissional, mas entende que pra isso ele não pode mais brincar e joga fora todos os seus bonecos. Zach fica com muita raiva, mas esconde isso de todos e diz simplesmente que não quer mais brincar.


Tudo seria muito mais fácil se ele simplesmente contasse a verdade no começo (e isso o livro deixa claro ao longo da narrativa). Entretanto, como ele não conta, as crianças começam a brigar. Isso até Poppy dizer que sonhou com a grande rainha dizendo que é um fantasma que não consegue descansar em paz e por isso eles devem procurar enterrá-la. No começo ninguém acredita, mas eles viajam assim mesmo.


Logicamente se a história fosse só isso, ela não me interessaria nem um pouco porque como cristã não acredito nesse tipo de coisa e nem pra entretenimento é proveitoso. Entretanto, o que me fascinou são duas coisas complementares entre si: nós não sabemos se essa história de fantasma é verdadeira ou se Popy inventou tudo, e o tema central do enredo é o amadurecimento. Nós vemos claramente o quanto as crianças mudam em tão pouco tempo e o quão complicado isso é pra elas.


Eu li esse livro em uma época que pra mim também foi difícil. Eu sabia que precisava voltar a ser como criança, mas quanto mais tentava pior eu ficava (já contei isso nos testemunhos).


A vida (tanto normal quanto espiritual) segue um ciclo: somos inocentes, crescemos e devemos voltar a ser como crianças de novo. Entretanto, esse ser como criança não é ser infantil ou imaturo e sim ser simples porque a simplicidade é o segredo da maturidade cristã.


O problema é que a criança é naturalmente inocente, mas inconsciente; e quando crescemos tendo consciência perdemos a inocência. Por isso, precisamos aprender ser conscientes e ao mesmo tempo inocentes. Não dá pra ser inocente pra sempre, mas também não dá pra ser maduro em Deus sendo como adulto nesse mundo.


O mundo adulto quer o tempo todo que sigamos os padrões da sociedade, sejamos independentes, aprendamos a mentir e que deixemos de crer no que é fantástico. Já a maturidade em Deus é muito mais parecida com o universo infantil do que com o que a sociedade tanto persegue. Como diz C.S Lewis:


“Um dia você será velho o bastante para voltar a ler contos de fadas”


A diferença é que a vida cristã apesar de ter todos os elementos do fantástico é ainda mais real e significativa do que tudo o que o mundo chama de real. Por isso acredito totalmente que as histórias infantis nada mais são do que alegorias para o cristianismo (escrevi um texto sobre isso quando resenhei o livro “Era uma vez”;).


“Quando o pai de Zach foi embora, três anos antes, ele disse que montaria seu próprio restaurante na Filadélfia, iria à Itália para estudar como as massas eram feitas e estava conseguindo um horário na TV para fazer um programa noturno, e transformaria isso em uma fortuna. Porém, dois meses depois, ele voltou e foi morar em um dos horríveis apartamentos na maior e menos conservada casa vitoriana e entrava e saía da vida de Zach ao sabor do vento, até finalmente voltar para a casa deles. Era como se a cidade tivesse algum tipo de influência gravitacional nas pessoas que moravam ali. Porém, enquanto Zach ainda pensava naquilo, ele sabia que era apenas mais uma história. Papai estava de volta porque não conseguira aguentar a cidade grande. Isso era tudo. Ele se perguntava se crescer era descobrir que a maioria das histórias não passava de mentira.”



“Se fossem reais, então talvez o mundo fosse grande o bastante para ter mágica. E, se existisse mágica — mesmo mágica ruim, e Zach sabia que era mais provável existir mágica ruim do que qualquer tipo de mágica boa —, talvez nem todo mundo tivesse que ter uma história como a do seu pai, uma história do tipo que todos os adultos que ele conhecia contavam, sobre desistir e crescer amargo. Ele poderia ter ficado envergonhado por desejar mágica em casa, mas lá no bosque parecia possível. Ele olhou para os olhos cruéis e sem vida da boneca, tão perto que ela poderia ter tocado no rosto dele.”


"Há pessoas que fazem coisas e pessoas que nunca fazem... Que dizem que vão fazer, mas simplesmente não fazem. Eu queria ter uma missão. E, agora que tenho uma, não vou recuar. Não vou para casa até terminá-la."


“Não é justo. A gente tinha uma história, e nossa história era importante. Eu odeio o fato de vocês dois poderem simplesmente ir embora e levar parte da minha história com vocês e nem se importarem. Odeio o fato de vocês poderem fazer o que precisam fazer e eu não. Odeio o fato de que vocês vão me deixar para trás. Odeio o fato de todo mundo chamar isto de crescer, mas parece que é morrer. Parece que cada um de vocês foi possuído e eu sou a próxima.”


Não vou dar spoilers aqui e contar se tudo aconteceu de verdade ou não (será que dá uma terceira opção?). Entretanto, a lição principal que todos aprenderam é que mudanças são inevitáveis, mas isso não significa que sejam sempre ruins. Afinal, uma jornada precisa nos mudar pra ter valido a pena!


Spoiler:


No final, Poppy contou que realmente inventou tudo porque ela queria ter uma história real para que permanecessem juntos. Entretanto, o que ela inventou realmente era realidade e eles descobriram isso.




Como viver para sempre

Autor: Colin Thompson



Pedro mora com a mãe e o avô em um museu misterioso cheio de peças magníficas e estranhas, com centenas de portas secretas que levam a corredores e salas há muito esquecidos. Quando seu avô fica doente, Pedro decide sair em busca do pai, que desapareceu em algum ponto do museu antes de Pedro nascer. Durante essa busca, ele encontra uma velha estranha, que lhe entrega um livro chamado "Como Viver Para Sempre", mas obriga o menino a prometer que jamais o lerá. Preso em um mundo em que livros fazem as vezes de casas e no qual sábios não são nem um pouco inteligentes, Pedro conhece uma menina chamada Festa. Ela não sabe onde o pai de Pedro está, mas conhece alguém que pode saber. Juntos, eles procuram o Menino Velho, que tem todas as respostas...



Não é um livro cristão apesar de parecer pelo título, mas é bem estranho porque tem muita verdade espiritual. Só não sei se é uma fantasia que faz alusão ao bem (como Nárnia e o senhor dos anéis) ou algo do mal. Tem muita coisa que não lembro e outras que não entendi nem quando li.


A história do livro é sobre um mundo paralelo que existe em uma biblioteca. O pai de Pedro se perdeu dentro do museu e quando o avô adoeceu, ele decidiu embarcar em uma jornada pra encontrá-lo porque se o avô morrer é o pai que deveria assumir o cargo de zelador no museu porque ele ainda é criança.


Junto com seu gato, ele acaba sendo guiado a uma espécie de passagem secreta e encontra com uma velha centenária que lhe entrega um livro amaldiçoado chamado “como viver para sempre”. Ela lhe explica que tanto ela quanto o filho com doença terminal leram e apesar de não morrerem mais estão condenados a viver para sempre, mas sem amadurecer, sem aprender, e sem ser feliz.


Essa parte me marcou muito porque me lembrou muito da Bíblia. Quando Adão e Eva comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal Deus os expulsou do Éden para selar a árvore da vida. Isso porque se eles comessem viveriam eternamente em pecado e sem chance de salvação.


Dentro do tal universo paralelo, Pedro conhece uma menina chamada “Festa” que diz ser sua zeladora e eles procuram os três sábios que mais parecem os três patetas de tão burros (mas muita sabedoria não está na aparente burrice?). Não demora muito pra descobrirem que o vilão que precisam derrotar se chama “Noturno”.


Entretanto, a história é muito complexa e cheia de simbolismos que não consegui decifrar. Até tenho vontade de ler de novo pra ver se entendo porque realmente me intrigou.


Outras lições interessantes e surpreendentemente verdadeiras são: as crianças conseguem acreditar no que ninguém mais consegue e é assim que a nossa vida deve ser; o caminho mais fácil nunca é o melhor e precisamos fazer sacrifícios; sempre existe uma saída; e dois é sempre melhor do que um porque um ajuda o outro.


"Não tente ser tão velho. Só as crianças tem a mente aberta. Porém, quando elas se tornam adultas as portas se fecham, as cortinas caem e visão delas fica prejudicada. Aceite tudo. Às vezes o que é real pode parecer um sonho e o que parece um sonho pode ser real."


Spoiler:


No final Pedro e Festa descobrem que para a maldição de “viver pra sempre” ser anulada precisava de duas pessoas porque uma ajudava a outra. Ímpar representa a maldição e par, a libertação. O pai de Pedro (finalmente encontrado vivendo uma vida paralela) volta pra casa e seu avô melhora.




O analista

Autor: John Katzenbach

 

Feliz aniversário de cinquenta e três anos, doutor. Bem-vindo ao primeiro dia de sua morte. Assim começa a carta que Frederick Starks, um psicanalista de Nova York, recebe no dia de seu aniversário. A vida tranquila que Starks conhecia até então acaba ali. Ele é lançado em um verdadeiro jogo mortal, por um psicopata que se autodenomina Rumplestiltskin. Em uma eletrizante corrida contra o tempo, Stark deve descobrir a identidade e as motivações do assassino: quem é este homem, cuja vida foi supostamente destruída por Stark no passado? Se falhar, ele testemunhará a destruição de seus familiares e conhecidos, um após o outro... A não ser que tire a própria vida. À mercê de um homem que parece estar sempre um passo à frente, o analista deve usar todos os seus recursos para deter o psicopata e seu desejo de vingança, antes que isso o leve ao suicídio ou à insanidade. Um romance impressionante, na tradição dos suspenses psicológicos, baseado na delicada relação entre analista e paciente.



Eu não lembro de muitos detalhes do livro, mas sei que me marcou bastante.


A sinopse já diz praticamente tudo o que deve ser dito sem dar spoilers. Apenas acrescento que o livro é dividido em três partes e a grande reviravolta é logo no fim da primeira parte. Confesso que foi uma surpresa porque já estava ficando agoniada com o rumo que estava tomando.


A partir da segunda parte, o livro muda totalmente de tom e é aí que a história fica realmente boa. O que mais me marcou foi pensar no quanto, em certos aspectos, minha vida era semelhante à de certo personagem (que não posso falar qual) e que se sobrevivi é porque Deus tem me sustentado. Outro ponto marcante da história é como o protagonista conseguiu executar seu plano sem descer ao mesmo nível dos algozes.


O livro não revela o nome verdadeiro de Rumplestiltskin (e isso torna-se desnecessário) porque prefere revelar sua verdadeira identidade, o que é uma tremenda surpresa.


Spoiler:


O doutor Starks simulou seu suicídio, assumiu uma nova identidade e construiu uma nova vida pra se vingar dos perseguidores: Rumplestiltskin, Merlin e Virgílio (filhos de sua ex-paciente Claire que havia cometido suicídio). Entretanto, fez jogos psicológicos e deixou os irmãos mais novos viverem suas vidas normais apenas sem se esquecer dele e mostrando que não valia a pena culpá-lo pelo que aconteceu com a mãe deles. Além disso, ainda salvou a vida do seu maior perseguidor (o irmão mais velho) quando foi atingido em legítima defesa. Outra revelação é que o tal era paciente dele há muito tempo e usou um nome falso pra se aproximar.



O DJ Choque eletrônico

Autor: Toni Brandão



Alice vai para uma balada e lá as coisas mais incríveis acontecem. Como é que personagens desaparecem? E por que antes de sumirem estes personagens, poucos minutos depois de estarem ali, afirmam que nunca haviam conhecido a garota antes? De repente um grande segredo é revelado (ou um pouco revelado): será que a aventura pode continuar num novo romance?


 

No começo a leitura é meio chata e confusa porque não dá pra entender muito bem, mas depois de poucas páginas melhora.


Além disso, a história tem tudo pra ser alguma coisa relacionado com fantasmas e coisas sobrenaturais, mas no fim não é nada disso e as explicações convencem totalmente.


Não lembro de muitos detalhes, mas o livro me surpreendeu.


Spoiler:


Tudo se encaminhava pra tal balada ser uma espécie de mundo do alem, mas não era. Na verdade se tratava de um mundo virtual onde o idealizador colocava perfis de jovens mortos (com o mesmo nome) como protagonistas e quem jogava assumia a identidade deles. Por isso a tal porta misteriosa era a saída do jogo e quando o avatar voltava já era outra pessoa jogando e por isso não se lembrava de mais nada.





Paranóia – A síndrome do medo

Autora: Stella Carr



O que homens poderosos da cidade escondiam naquela velha rua de acesso proibido?



Lembro que o livro foi bastante marcante e surpreendente por tratar de assuntos meio pesados pra uma literatura infantil, tais como a definição de terror, vazio existencial, experimentos secretos, conspirações de governo...


Além disso, a história é totalmente surpreendente porque existe sim um mistério, mas não é o que parece no começo. Como vou explicar? Deixa um ar de surpresa e ao mesmo tempo de tristeza...


O terror é imprevisível? De onde ele vem e como se infiltra nas pessoas?

Tudo o que sabemos é que, uma vez dentro de nós, o terror age como uma doença: percorre o corpo através das fibras dos nervos, penetra na medula dos ossos, perfura as células e incha dentro delas, até que se tornem esponjas monstruosas.

Uma vez instalado, o terror produz larvas, que devoram nossas entranhas e caminham na direção do cérebro, até alcançar as fronteiras do equilíbrio mental.

Atravessando essa linha, o terror finalmente devora a sanidade, mas não mata. Ele continua arrastando a vítima através do pesadelo vivo, pelos caminhos do delírio, para além da loucura!

Esses são os sintomas físicos do terror em seu último estágio. É possível evitar isso? Quais os estágios que antecedem o terror?

Hipótese: estágio 1 – MEDO

estágio 2 – PAVOR

estágio 3 – TERROR



Sem dar muitos spoilers, mas nos faz pensar no quanto podemos ser enganados através da ilusão e poder de controle sobre a natureza. Hoje é cada vez mais claro que quando o homem resolve brincar de ser Deus somente podemos esperar tragédias como resultado de tamanha insanidade.



“É em situações comuns, na rotina do dia a dia, que se instala de repente do fenômeno do medo. Este sentimento, a princípio não é levado a sério pelas pessoas atingidas. É visto como excesso de fantasia, causada por imaginação desenfreada ou extremo cansaço.

Se não for controlado ou bloqueado, esse medo evoluí de sensação incômoda para um sentimento de angustia. Aos poucos ele cresce, vai ganhando um peso físico e contamina toda a atmosfera que cerca o indivíduo.

Nesse estágio de desenvolvimento, o fenômeno do medo pode conduzir uma pessoa equilibrada, sem que ela perceba, para a armadilha de um funil. A passagem vai se estreitando, até que a vítima entre pela única abertura que vê a sua frente e fique encurralada dentro de um túnel interminável, escuro e sem alternativas.

É o estágio do pavor!”


Spoiler:


O professor Silvio realmente morreu de susto quando viu uma das criaturas modificadas que no fundo eram humanas mesmo parecendo animais. Já as pessoas da cidade não estavam fazendo nenhum mal, apenas protegendo os filhos e os habitantes da cidade do engano a que foram submetidos no passado.




Trilogia Gurney

Autor: John Verdon


 

Eu sei o que você está pensando


 

Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.



Feche bem os olhos



Dave Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio. Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi.

A princípio, Dave reluta em aceitar o convite, preocupado em preservar seu casamento, já que sua esposa, Madeleine, é totalmente avessa ao seu envolvimento em qualquer assunto policial. Porém, recusar-se a participar da investigação seria ir contra sua essência e Dave acaba se convencendo de que não conseguirá dormir em paz enquanto o criminoso estiver à solta.

Quando começa a entrevistar parentes e conhecidos de Jillian e a avançar no caso, fica claro que o assassino é não só mais inteligente e implacável do que ele esperava, como também destemido o suficiente para atacar seu ponto fraco. Dave terá que pensar além das evidências para desvendar o quebra-cabeça mais sinistro com que já se deparou.


 

Não brinque com fogo



No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto. Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas. Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação. Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele. Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso. Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, “Não Brinque Com Fogo” vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.



Li essa série de uma vez na época, mas não lembro de todos os detalhes.



A base dos três livros é a mesma: Dave Gurney é um policial aposentado que foi morar no campo por insistência da sua esposa Madeleine que não gosta do trabalho dele. Entretanto, ele não consegue ficar parado e por isso sempre ajuda seu amigo Jack Hardwick a resolver casos complicados. O mais surpreendente, é que Madeleine mesmo não gostando é quem sempre dá as melhores pistas.


 

Os livros são muito longos e detalhados, mas prendem a atenção e não são cansativos. Entretanto, pela minha experiência em ler livros e ver filmes desse tipo nem todos foram tão surpreendentes quanto deveria.


 

Em “Eu sei o que você está pensando” descobri o assassino assim que ele apareceu no livro, mas não consegui decifrar a forma de ação. Em “Feche bem os olhos” identifiquei tanto o vilão quanto seu modo de agir desde o começo. Já em “Não brinque com fogo” não consegui descobrir o assassino até ser revelado, mas soube o modo de ação desde o começo.


Outro fator que me fez gostar muito dos livros foram as inúmeras citações e lições de vida. Anotei uma do primeiro livro do tanto que é marcante:



"Os problemas pessoais que mais nos incomodam, os que parecemos incapazes de deixar de lado, são aqueles em que representamos um papel que não estamos dispostos a reconhecer. É por isso que a dor permanece: porque nos recusamos a olhar para a fonte do sofrimento. Não podemos nos livrar da dor porque nos recusamos a olhar para o que nos prende a ela. A pior dor da nossa vida vem dos erros que nos recusamos a admitir, das coisas que fizemos e que estão a tal ponto em desarmonia com quem somos que não suportamos olhá-las. Viramos duas pessoas numa pele só, duas pessoas que não se suportam. O mentiroso e a pessoa que despreza mentirosos. O ladrão e a pessoa que despreza ladrões. Não existe dor como a dessa batalha que é travada furiosamente no nível subconsciente. Nós fugimos dela, mas ela foge conosco. Para onde quer que fujamos, levamos a batalha junto.”


Essa é a exata descrição que a Bíblia relata da luta do espírito contra a carne ou da nova natureza contra a velha natureza. Todas as pessoas tem essa luta em certa medida porque Deus nos deu a consciência e o desejo pela eternidade. Entretanto, nos não cristãos a guerra é externa porque o Espírito Santo busca convencer de fora, mas em quem já se converteu como Ele mora dentro de nós a guerra se torna interna e ainda mais intensa. Apenas para quem está em Cristo há possibilidade de Vitória mesmo a luta sendo ainda mais constante e perceptível.


“De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” Romanos 7. 17 a 25


LIVROS QUE COMPREI NA BIENAL EM 2016

Posted by aventuradeaprender on September 5, 2017 at 9:30 PM Comments comments (0)

RESENHAS DE LIVROS


Livros que comprei na Bienal em 2016


Ano passado (2016) eu estava em um propósito de ler apenas livros cristãos. Em 2015 tinha lido 61 livros, mas apenas uma série cristã (de 3 livros) e outro que comprei como secular e só descobri ser cristão quando terminei de ler. Como tudo que é demais nos escraviza, senti pelo Espírito Santo de fazer esse propósito. Entretanto, comprei alguns livros para aproveitar as oportunidades e só os li esse ano (2017). Os das resenhas a seguir são o que comprei na Bienal.




Era uma vez – A busca

Autora: Bibi Ribeiro


Isabella nunca se encaixou em nenhum grupo. Se considerava estranha e tinha dificuldade em se relacionar com outras pessoas. Então eis que surge uma grande oportunidade que vira todo o seu mundo de cabeça para baixo. Ela seria uma Procuradora de Princesas Perdidas, com a importante missão de encontrar as tão conhecidas Princesas de Contos de Fadas no meio de tanta gente comum (ou nem tanto) do Mundo Real. É claro que ela teria uma ajudinha. E esse parceiro é Lucas, um adolescente adorável que também se encontra perdido no meio dessa confusão em que as Princesas se colocaram. Como eles farão para encontrar essas Princesas quando essa busca envolve tantas situações complexas e sentimentos? Entre neste livro e viaje para o Mundo Real para descobrir o que acontece.



Esse livro comprei em lançamento que a autora estava promovendo no stand da editora e até conversamos bastante lá no dia e também depois pela internet. Resolvi ler durante minha viagem de aniversário em fevereiro desse ano.



O livro conta a história de Isabella, uma adolescente de 16 anos que não se dá bem com a mãe e é recrutada pela “Liga de busca real” para procurar princesas que se perderam quando vieram para o nosso mundo. Então ela descobre que a mãe dela também havia sido recrutada com essa idade. Quando ela falou isso eu me identifiquei bastante porque os 16 anos também foram um tempo marcante pra mim:



“O que tem de tão especial em ter dezesseis anos? Tudo acontece nessa idade, é?”


 

Na tal liga ela conhece Lucas e logo se tornam melhores amigos e namorados. Só que ele se mostra distante em relação à vida pessoal até que ele lhe leva em casa e ela descobre que ele mora com os avós adotivos que o adotaram quando foi abandonado e por causa dele criaram um abrigo pra cuidar de outros em situação de abandono. Então o livro vai alternando a busca das princesas com o relacionamento dos dois.



Eles conhecem os príncipes e as histórias reais. Cada uma das princesas se perde em um pecado referente a alguma personalidade ou situação que teve na história. O trabalho deles é encontrá-la para convencer de que trilhou um caminho errado. Branca de Neve se tornou gulosa, Cinderela compulsiva por compras, e por aí vai...



“As relações dos contos e da vida real... As princesas estavam perdidas em problemas nossos... O mundo que elas não conheciam... Os pecados que elas não conheciam e que nós mesmos caímos constantemente... Elas são tão como nós quanto qualquer um pode ser”.



Um ponto que me marcou até por causa da experiência que já tive nesse meio é quando Isabella e Lucas estão suspeitando que uma das princesas fez pacto com o diabo e resolvem pesquisar sobre o assunto. Sim, a autora dá muitos detalhes e isso me surpreendeu bastante em um livro infantil:



“Não conseguia acreditar que pessoas trocavam as coisas boas de Deus por satanás e seus bens materiais”


 

De fato, muitos só têm interesse em dinheiro, fama e poder e por isso fazem pacto pra ter essas coisas porque não amam a Deus e a ninguém a não ser que esses possam lhes beneficiar. O que realmente não consigo entender é como pessoas fingem adorar a Deus e estão servindo ao diabo ou como negam a Cristo pra fazer isso. Já falei um pouco desse assunto quando resenhei o filme “O visitante”.



No meio do livro, Lucas e Isabella brigam por um motivo totalmente fútil. Eu fiquei muito revoltada e triste com isso... Lembro de sensação parecida apenas quando assisti ao filme “As estrelas me mostram você” em que acontece algo semelhante.



“Vocês acham que as princesas se perdem em algo ruim aqui, mas nas histórias elas eram perfeitas e ficam se baseando nisso... Simplesmente parem de ver as princesas como os seres perfeitos que elas não são! Ficará mais fácil quando perceberem que também nas histórias, elas têm defeitos e recaídas... Quando vocês virem as princesas como pessoas normais, vão entendê-las.”



O que acho fascinante nos contos de fadas e nas mitologias em geral é que a quase totalidade é baseada na Bíblia ou na tradição oral. Antigamente não existiam as escrituras compiladas para Israel nem para a Igreja, e as histórias eram transmitidas oralmente ou pela arte sacra. Em povos que não conheceram a Lei e o Evangelho ainda é assim. Há um livro chamado “O fator Melquisedeque” que ainda não li que fala sobre isso. Claro que apenas a Bíblia é o registro fiel da Verdade, mas em todos os povos há histórias que servem de ponte. Estudei na faculdade sobre a estrutura do “monomito” que é a base de quase toda história e os passos são idênticos ao processo de conversão e santificação cristãs. Até o filme “Por que eu?” brinca com essa questão.



Pode parecer confuso, mas vou dar alguns exemplos. Nas histórias das princesas que esperam pelo príncipe é uma clara analogia da Igreja que espera por Cristo. Apocalipse 2 e 3 é a perfeita descrição de um Reino com direito a coroas e tudo o mais! (deve ser por isso que na minha pior fase espiritual eu vivia usando coroa na cabeça e saindo por aí kkkkk). A história dos três porquinhos parece uma referência de quando Jesus diz que devemos construir a nossa casa (vida) sobre a Rocha como fundamento, e o apóstolo Paulo alerta em 1ª Coríntios que obras de madeira, feno e palha serão simplesmente queimadas no fogo do julgamento no Tribunal de Cristo. Recentemente descobri que o mito do rei Midas (aquele louco que transformava em ouro tudo o que tocava a preço de perder a vida) tem origem na cidade de Sardes. Em Apocalipse ela representa o período da igreja do Renascimento que fez exatamente isso. A História fala que eles perseguiram riquezas, mas não tinham vida espiritual nenhuma (a não ser as exceções) e hoje dá até dó de ver no que aquilo tudo se transformou... Até mesmo as distopias que fazem tanto sucesso atualmente é uma analogia com o reino do anticristo que se levantará. Enfim, se procurarmos com certeza acharemos mais coisas, mas isso é o suficiente por aqui.



A única coisa que me chateou é que o livro acaba na melhor parte quando finalmente pensei que todos os mistérios seriam revelados e não foram porque se trata de uma trilogia com mais dois livros para serem lançados.



“Pela primeira vez eu fui útil na vida de alguém. Pela primeira vez eu tive a chance de ajudar e mudar a vida das pessoas. E eu pude mudar a minha vida. Eu pude me mudar. Mas sabia que estava só no começo. Eu precisava me reencontrar e entender a minha história.”


 

Spoilers: 


Depois de brigar com Lucas, Isabella sai da liga porque sente que não estava sendo valorizada. Ela logo é chamada pra voltar porque não tem ninguém pra substituir, mas eles continuam se evitando. Trabalham juntos, são amigos, mas todos notamos que um ainda gosta do outro. No final finalmente fazem as pazes, mas o livro deixa várias pontas abertas: o que Lucas ainda não contou pra Isabella, o que a mãe esconde dela, porque Priscilla (funcionária da liga) age de forma perversa, porque as princesas se perdem todo ano...



Os escolhidos de Gaia

Autora: Marcela Mariz


Albert tem 15 anos e acaba de receber um convite que pode transformar sua vida e de sua família para sempre: a chance de pertencer a uma sociedade avançada que só é revelada a um grupo especial de pessoas escolhidas. Com a perspectiva de viver melhor, seus pais e sua irmã gêmea Ruth mergulham em um novo e empolgante mundo, em que a tecnologia extremamente desenvolvida torna tudo mais fácil e divertido, ao mesmo tempo em que o contato com a natureza preenche os dias com paz e tranquilidade. Porém, uma série de acontecimentos inusitados os faz desconfiar que há algo de estranho por trás daquele local aparentemente perfeito, de justiça e liberdade. Após receber ameaças, a família é arrastada para o centro de um escândalo, com séries acusações, tornando seu destino incerto, perigoso e obscuro. E muito longe do local que costumavam chamar de casa


O livro começa quando Albert tem um sonho com tsunami e um homem falando sobre Gaia. Pouco tempo depois a família dele recebe a visita de Julius que diz ser de um planeta com esse nome e que eles foram escolhidos para ir morar lá. No começo dá tudo certo e apenas o pai de Albert (Victor) não gosta porque lá é totalmente esotérico e ele é cientista.



Ao longo do livro descobrimos que esse planeta são os sobreviventes de Atlântida que conseguiram se refugiar. Só que Victor juntamente com um amigo de outra família escolhida são acusados de roubo e de assassinar o presidente do planeta. As esposas deles resolvem tentar investigar e acabam presos também.



Eu gostei da leitura, mas é claramente esotérico e ocultista. Imaginava que descobririam que todo o planeta era maligno e uma farsa e assim seria se fosse seguir a realidade.



A parte mais legal e aproveitável é a que explica sobre os três tipos de sonhos: Os de reflexão (coisas do dia a dia), emocional (coisas do passado e subconsciente) e de revelação (mensagens importantes e geralmente são os que mais lembramos).



Outro ponto interessante de reflexão é que o mundo perfeito não existe porque a natureza humana é naturalmente depravada seja na terra ou em outro planeta (se isso fosse possível). Apenas Jesus pode nos curar disso quando reconhecemos que somos pecadores e precisamos que Ele nos salve. Ainda assim, nesse mundo continuamos sendo pecadores em busca de santidade e só seremos todos perfeitos depois da glorificação quando Jesus voltar.



Interessei-me em comprar o livro porque a autora diz que se inspirou um sonho para escrever. Segue o relato dela ao site IG:



“Quando eu tinha 16 anos, tive um sonho sobre um garoto insatisfeito com a sua vida, que recebeu um convite intrigante, capaz de trazer a transformação que esperava: a chance de fazer parte de uma sociedade secreta e avançada, que apenas se revela a seletos escolhidos. Na época, eu apenas anotei a ideia, planejando desenvolvê-la no futuro”.

Fonte: http://odia.ig.com.br/diversao/2014-04-03/sonho-adolescente-se-transforma-em-livro-os-escolhidos-de-gaia.html


O problema é que provavelmente ela não entendeu o significado. Eu também tive esse mesmo sonho no começo da adolescência quando sonhava em ser rica e famosa. Isso me serviu de alerta para o que apenas muitos anos depois eu descobri: os bastidores desse mundo da fama. Quem leia entenda!


Spoiler:



No final descobrimos que havia um clã chamado “Ogof” que era contra imigração e por isso tentavam de tudo pra dificultar a vida dos escolhidos. Com o plano descoberto e os culpados presos tudo volta ao normal.

 



Lenny Cyrus o supervírus

Autor: Joe Schreiber


O que você seria capaz de fazer para conquistar seu grande amor? A maioria das pessoas provavelmente pensaria em comprar flores ou chocolates. Uma ou outra apostaria em um jantar a dois ou numa declaração de amor escrita num papel perfumado. Mas encolher-se quanticamente a ponto de entrar na corrente sanguínea do ser amado para ter a chance de convencer os neurônios dele a se apaixonarem por você – essa ideia só poderia sair da cabeça de um gênio de 13 anos como Lenny Cyrus.

Com QI demais e traquejo social de menos, o personagem criado por Joe Schreiber é o protagonista de Lenny Cyrus, o supervírus, lançamento infanto juvenil da Globo Livros. Filho de dois vencedores do Prêmio Nobel e dotado de uma inteligência acima do normal, Lenny coloca toda sua mente para funcionar para conseguir entrar na cabeça e no coração da menina por quem é apaixonado, Zooey Andrews, uma descolada colega de escola que parece não notar sua existência. A única pessoa com quem Lenny divide seu segredo é o melhor amigo, Harlan.

Mas nem mesmo o bom senso de Harlan consegue refrear a capacidade imaginativa de Lenny, que descobre uma forma de reduzir seu tamanho ao de um vírus e de entrar no corpo de Zooey para tentar contar à menina sobre seu amor – não sem antes passar por uma incrível aventura pelo sistema circulatório da garota, fazer amizade com algumas células do seu corpo, cair na farra com seus hormônios e, finalmente, se dirigir ao cérebro com a missão de declarar seus sentimentos. Tudo, claro, sem esquecer de um importante detalhe: o garoto precisa cumprir todo seu itinerário em algumas horas, antes que seu corpo volte ao tamanho normal. Encerrado esse limite, se ele ainda estiver dentro do organismo de Zooey, será o fim de ambos.

Inspirado nos filmes Viagem Insólita (1987) e Querida, encolhi as crianças (1989), Lenny Cyrus, o supervírus conta a história alternando os pontos de vista de Zooey, Harlan e do próprio Lenny, que lidam não apenas com paixões não correspondidas, mas com ciúmes, expectativas, relacionamentos complicados com os pais e com os colegas mais valentões, e com outros de dramas típicos da adolescência.


O que dizer? A sinopse praticamente fala tudo sobre a história... A única coisa que me resta é dar minha opinião.


O começo é bem interessante, mas um pouco confuso. No meio começa a ficar um pouco chato porque o autor dá todas as descrições metabólicas do organismo e demora demais nessa parte. Já o final é muito legal e ainda consegue surpreender.


De lição o que fica é como muitas vezes os pais estão tão preocupados com seu trabalho que não ligam para os filhos, inteligência nem sempre é sinônimo de sucesso, muitas vezes pensamos que as pessoas não gostam de nós baseados em absolutamente nada, outras vezes quem achamos ser nossos amigos no fundo nos odeiam e principalmente: Saber algo não é o mesmo que conhecer. Conhecimento envolve intimidade e relacionamentos verdadeiros, sinceros e espontâneos.


Spoiler:


Desde o começo do livro vemos que Lenny tem ambição por Zoey porque tem vergonha de se aproximar achando que ela não gosta dele, mas ela age do mesmo jeito porque também pensa igual e por isso nenhum dos dois toma a iniciativa. Zoey passa mal durante o livro todo e tanto Harlan como o leitor pensamos que é por causa de Lenny que está dentro dela, mas na verdade era porque sua colega a tentou envenenar pra tomar seu lugar na peça de teatro que estava desenvolvendo. No final das contas a presença de Lenny acaba ajudando. Também fiquei muito revoltada ao ver que os pais de Lenny não se importavam nem um pouco com ele, mas apenas com seu trabalho e reputação. O pai dele chega a ficar mais revoltado com o fato do filho ter conseguido um experimento que não conseguiu do que com o perigo que isso representou.



Quantic Love

Sonia Fernández-Vidal


Laila terminou o ensino médio e, enquanto decide que carreira seguir, consegue um emprego como garçonete no CERN, um dos centros de pesquisa nucelar mais avançados do mundo. Cercada de “nerds” por todos os lados, a protagonista de Quantic Love – O romance que resolve a equação do amor vai descobrir que a ciência pode ser sexy e que o amor é a energia mais poderosa do universo. Uma das mais importantes escritoras de divulgação da ciência em língua espanhola e bestseller em seu país, Sonia Fernández-Vidal constrói uma história de amor para jovens que mostra o lado humano da ciência.


Confesso que o livro me decepcionou bastante. Em 2015 li um infantil da mesma autora chamado “A porta dos três trincos” que é simplesmente fascinante. Pensei que esse seria da mesma forma, mas não foi.


O começo é bem interessante. Laila fala sobre a sua família, o seu sonho de fazer faculdade e que o trabalho poderia ser a porta de entrada pra tudo isso. As cartas que ela escreve ao pai também são excelentes.


"Às vezes o futuro sussurra algo em nosso ouvido por um breve instante. Alguns chamam isso de premonição; outros, de intuição. Eu sei apenas que quando entrei naquele avião soube que tudo ia mudar. A Laila que deixava Sevilha com destino à Suíça não voltaria jamais."


Só que do meio para o final se torna apenas uma história totalmente mundana de sexo, drogas, vícios e relacionamentos sem compromisso. Laila se divide entre dois amores, mas sempre sabemos de qual ela gosta de verdade. O mistério em relação a Brian também não emplaca nem um pouco.


Outra coisa que me incomodou bastante foram todas as referências ocultistas. Até em Shambalah ela chega a falar. Quando ela conta do CERN que é um projeto transnacional e fala que isso é pra evitar coisas erradas é claramente uma mentira porque aquilo lá é muito sinistro, preocupante e parece do mal. Quem quiser é só pesquisar o ritual de abertura que fizeram lá que foi cheio de referências satanistas e ocultistas.


No começo do livro há um personagem que ajuda bastante e parece que será de grande importância, mas simplesmente desaparece e a coisa fica totalmente no ar...

SERIE GERACAO ACAO

Posted by aventuradeaprender on August 28, 2017 at 10:15 PM Comments comments (0)
RESENHAS DE LIVROS

Série Geração Ação: o enigma da Bíblia de Gutenberg, 7 enigmas e um tesouro, e o mistério de Cruz das Almas


Autor: Maurício Zágari



O enigma da Bíblia de Gutenberg


Um furto misterioso. Uma acusação injusta. E uma surpreendente jornada em busca da verdade.


O enigma da Bíblia de Gutenberg relata as aventuras de Daniel, um jovem cristão determinado a encontrar respostas para um crime cometido dentro de sua própria igreja. Para isso, ele terá de enfrentar altos riscos, ao mesmo tempo que aprenderá lições valiosas sobre si mesmo e sua fé.


Autor de bem-sucedidas obras sobre a vida cristã, Maurício Zágari agora nos apresenta seu talento como ficcionista nesta eletrizante narrativa, destinada a leitores de todas as idades que apreciam uma história envolvente e inesquecível.


Preparado?


Já tinha ouvido falar dessa série há muitos anos através de um blog de ficção cristã, mas apenas nesse ano tive oportunidade de comprar. Não sei se já falei por aqui da minha dificuldade em resenhar séries, mas mesmo assim vou tentar.


Os livros podem ser lidos de forma independente, mas é melhor seguir a ordem porque os posteriores fazem referência aos anteriores.


Nesse primeiro livro da série somos apresentados ao jovem Daniel, seus amigos e sua igreja. Só é um pouco confuso porque o prólogo do livro na verdade é o final e por isso no começo não dá pra entender muito bem.


A igreja está em polvorosa porque eles vão receber a visita do missionário Cláudio dos EUA com um raríssimo exemplar da Bíblia de Gutenberg. O problema é que quando começaria a exposição no culto descobriram que ela simplesmente foi roubada. A partir daí é uma tremenda confusão e a investigação começa. Pra piorar, o ladrão parece conhecer de Bíblia porque monta charadas baseadas em versículos e isso irrita a todos porque o criminoso estava usando as escrituras sagradas de forma leviana.


Daniel resolve investigar por conta própria e tem dois suspeitos: o zelador Sebastião que trabalha na igreja, mas todos suspeitam que não seja convertido porque não participa dos cultos; e Ricardo que mora na favela, era envolvido com o tráfico e vive fazendo perguntas sobre tudo o tempo todo. Seguindo esses suspeitos o jovem Daniel se envolve em todo tipo de confusão, mas o pior ainda está por vir: por investigar ele acaba se tornando o principal suspeito do crime pelo exímio conhecimento bíblico.


Esse é o tipo de leitura fácil, mas ao mesmo tempo super edificante porque nos convida a tentar decifrar o enigma junto com os participantes. Confesso que pela minha experiência em literatura e filmes de suspense eu já estava desconfiando de alguma coisa, mas mesmo assim o autor conseguiu me surpreender porque o principal eu não descobri até chegar ao final.


Um ponto que achei super positivo é o autor retratar Daniel e os outros cristãos como humanos passíveis de erros e pecados. Confesso que em muitos livros e filmes cristãos as pessoas são mostradas como sendo tão perfeitas que chegam a irritar. Essa característica está presente em todos os livros da série. Além disso, cada capítulo começa com uma citação bíblica e ao longo do texto também é cheio de referências e princípios bíblicos e cristãos.


“Aprendi a não julgar pela aparência. A não julgar pelo passado. A valorizar cada minuto de convívio com aqueles que nos amam. A viver exclusivamente pela Verdade. A jamais fazer algo ilegal. A saber pedir perdão quando for necessário. E que, com Jesus, o crime realmente não compensa”.


Spoiler:


Foi uma grande surpresa o mistério ter sido solucionado por causa das versões bíblicas diferentes. Eu tenho certo conhecimento bíblico, mas não saberia identificar algo assim jamais! Desde o começo sabia que Sebastião e Ricardo não tinham nada a ver com o crime, , mas cheguei a desconfiar até de Marcos (amigo de Daniel). Também achava algo esquisito na história de “Cláudio” porque sei que a imprensa foi inventada pouco tempo antes da reforma protestante que foi no começo do século 16 e nunca no século 14. Entretanto, não tinha conseguido montar todo o quebra cabeça. Fiquei muito curiosa esperando a reação de Sebastião ao saber que Daniel invadiu sua casa, mas isso não aconteceu rsss




7 enigmas e um tesouro


Neste segundo livro da coleção, o jovem cristão brasileiro Daniel se vê diante de uma situação de vida ou morte. Após encarar O Enigma da Bíblia de Gutenberg, ele tem que correr contra o tempo e desvendar sete enigmas bíblicos para salvar a vida de seu amigo Marcos, que está em perigo.

Nessa jornada, Daniel tem a sua fé posta à prova ao se envolver com uma linda jovem cheia de segundas intenções. Como não sucumbir a tão grande tentação? E a pergunta maior: como se manter fiel a Cristo a cada passo dessa jornada? As respostas estão no eletrizante thriller espiritual 7 Enigmas e um Tesouro.


O enredo do segundo livro da série é mais simples, mas nem por isso menos intenso.


A igreja de Daniel faz uma gincana com os jovens todos os anos. Nessa gincana, Marcos cria alguns enigmas e espalha em diversos pontos da cidade. Só que dessa vez houve um problema... Quando ele colocou o 7° enigma sofreu um acidente e ligou pra igreja, mas não teve tempo de avisar onde estava. Agora só havia uma solução: Daniel teria que desvendar sozinho os 7 enigmas até encontrar onde o amigo estava porque o pastor cancelou a gincana e havia mandado a polícia cuidar do caso.


Pra piorar a situação, Valéria (uma ex colega de escola de Daniel que não é cristã e vivia tentando paquerá-lo) aparece na igreja e reresolve acompanhar a caçada. Daniel fica sem ação porque no fundo se sente atraído por ela e aceita a companhia. Ela até tenta ajudar (será?), mas só atrapalha.


“Ficar é entregar algo que diz tanto para quem não quer ouvir o que ele tem a dizer. E, assim, nosso beijo fica mudo. E depois? Depois volta-se a uma vida afetiva oca. E os beijos dados sem compromisso são varridos pelos ventos da insignificância: não representaram nada”


Esse livro apesar de parecer mais simples em alguns pontos é mais profundo porque mostra claramente que nós temos grandes quedas a partir de erros que parecem pequenos e muitas vezes deixamos para lá. Outros pontos abordados é que muitas vezes precisamos fazer renuncias pra cumprir a Vontade de Deus, que quase sempre servir a Deus não nos trará nenhum reconhecimento, que o sofrimento faz parte da nossa vida cristã e principalmente que dependemos de Deus pra tudo, até mesmo pra obedecê-Lo.


“Você está cometendo o mesmo erro que muitas pessoas cometem quando leem as Escrituras: em vez de buscar a simplicidade, em vez de perceber que em muitas passagens o que a Bíblia diz é exatamente o que ela diz, ficam buscando milhares de interpretações teológicas, exegéticas e hermenêuticas. Por exemplo: quando Jesus diz ‘amai-vos’ não está fazendo um profundo tratado teológico. O que Ele está dizendo é... Amai-vos”.


Sei que muita gente vai quase me “matar” por causa disso, mas esse livro me fez gostar muito mais do Marcos do que do próprio Daniel (e isso porque no primeiro livro não gostei nada dele, então isso meio que foi um tapa na cara pra mim). Os enigmas são tão bem bolados que mesmo tendo algum conhecimento de Bíblia não consegui resolver quase nada. Além disso, fiquei super curiosa pra saber qual era o tesouro, mas entendi que o autor quis mostrar que o maior tesouro é a amizade.


Os únicos pontos negativos é que eu senti muita falta dos personagens do livro anterior e a definição dada pelo autor de arminianismo não está tão certa (mas não faz a menor diferença pra história e por essa razão não vou explicar. Talvez quando eu resenhar algo diretamente sobre isso...).


Spoiler:


Quando Daniel tentou conversar com Valéria e ela o insultou ficou muito claro que ela não gostava dele e apenas queria usá-lo pra satisfazer a si mesma. Essa parte foi fantástica. Também foi impactante demais quando Daniel finalmente entendeu que a vida do Marcos não dependia dele (como ele ficou repetindo o livro inteiro), mas unicamente de Deus porque tudo é pela Graça.



O mistério de Cruz das Almas


Neste terceiro livro da coleção, ao realizar um trabalho missionário, o jovem Daniel terá de enfrentar misticismo, bruxaria e criaturas das trevas! Com a ajuda de novos amigos, Daniel arriscará sua vida numa jornada sombria e perigosa que testará a sua fé.


Como levar o evangelho a um povo que vive à sombra do seu próprio medo? Como enfrentar as forças do mal? E a pergunta maior: como se manter fiel a Cristo a cada passo dessa jornada? As respostas estão no eletrizante thriller espiritual O Mistério de Cruz das Almas.


Se o primeiro e o segundo livro da série já me surpreenderam o terceiro conseguiu a proeza de surpreender ainda mais principalmente por tratar de um tema que tenho certa experiência (ocultismo, sociedades secretas e conspiração). Entretanto, acredito que será o que terei maior dificuldade em resenhar.


O pastor de Daniel o enviou em uma viagem missionária pra liderar dois irmãos: Carlos e Binho que tinham chamado pastoral e estavam estudando teologia. Carlos era mais introspectivo e intercessor; Binho era mais agitado e ativo e os dois se completavam na Obra de Deus.


A missão deles era ajudar o pastor Eliseu a fazer evangelismo em uma igreja de uma cidade do interior nordestino chamada “Cruz das Almas” conhecida pela sua pobreza, misticismo e superstição. Entretanto, as coisas não seriam nada fáceis porque a cidade passou a ser vítima de ataques de vampiros e de todo tipo de coisa estranha.


Paralelamente a isso, Daniel faz amizade com o misterioso Malak e somos apresentados à jovem Nina que também é amiga dele. O autor deixa claro o tempo todo durante a narrativa que todos têm certa ligação, mas não entendemos nada até ao final do livro e as surpresas são grandes.


Além disso, Daniel começa a ser assediado por uma sociedade secreta que diz fazer o bem independentemente de religião usando poderes ocultos. Quem lidera é uma bruxa “do bem” chamada Catarina e seu discípulo adolescente chamado Henrique que tenta fazer amizade com Daniel.


“Nossa gente está em toda parte. E sempre buscamos pessoas com grande potencial como você para unir-se a nós. Temos muito a oferecer a você. Aliás... você acha que foi Deus quem o trouxe a Cruz das Almas? – lançou um olhar enigmático – Não foi não. Fomos nós! Deus não tem nenhum plano especial para você aqui”.


Não posso falar mais nada sem dar spoiler, mas posso dizer que quando eu pensava que estava entendendo tudo, o livro deu uma grande reviravolta. A grande sacada do autor é fazer todos pensarmos uma ligação que não existe e ao mesmo tempo desconsiderarmos as verdadeiras conexões.


“Ele percebeu então que há uma grande diferença entre ser provado ou disciplinado pelo Senhor e ser abandonado”


Um ponto que senti bastante falta nesse terceiro livro da série é a falta de marcadores temporais, mas no final entendi que isso foi exatamente pra que a história pudesse surpreender. Espero ansiosamente pelo quarto livro que parece que vai totalmente para o lado que já tenho experiência e com certeza devo me identificar bastante.


Spoiler:


O melhor de todos os livros e o que mais me surpreendeu por causa das semelhanças do que já aconteceu comigo. Quando vi Catarina e Henrique “adivinhando” coisas sobre Daniel não pude deixar de voltar nas minhas dramáticas experiências. Eu pensei o livro todo que a sociedade secreta estava envolvida com os vampiros, mas no final não tinha nenhuma ligação porque tudo não passava de farsa pra encobrir tráfico de animais silvestres. Eu cheguei a cogitar até mesmo a possibilidade de Malak ser alguma espécie de ex ocultista ou algo semelhante... Nunca nem passou pela minha cabeça que Nina era cega nem que Malak fosse literalmente um anjo! Outra surpresa daquelas foi Lucio não ser uma vítima, mas o chefe de todo o esquema. E não posso deixar de falar do emocionante evangelismo que Daniel fez com Reginaldo ao final do livro. Esse é o melhor resultado de toda e qualquer batalha espiritual! Aleluia!

RECONSIDERANDO A VONTADE DE DEUS

Posted by aventuradeaprender on August 15, 2017 at 9:35 PM Comments comments (0)
RESENHA DE LIVRO



Reconsiderando a Vontade de Deus

Autor: Frank Viola


Qual é a vontade perfeita de Deus para a sua vida?

Imagine um pátio de estacionamento público, por favor! Observe que um pátio de estacionamento tem limites. Pelos limites ficamos sabendo onde o pátio começa e onde ele termina. Sabemos o que está dentro e fora dele.


A beleza do pátio de estacionamento é a liberdade que ele apresenta. Há muitas escolhas dentro dele. Os motoristas podem escolher livremente entre as muitas vagas para estacionar. Desde que uma vaga de estacionamento não esteja ocupada, nem reservada para pessoas especiais, os motoristas podem escolher livremente em qual vaga desejam estacionar o seu carro.


Certamente, algumas escolhas podem ser mais sábias do que outras. Se estiver chovendo, provavelmente será mais sábio e mais vantajoso estacionar em uma vaga que esteja perto do edifício, do que naquela que está distante dele. Por outro lado, muitas vagas de estacionamento são igualmente apropriadas. Uma não é melhor do que a outra.


Quero investigar o tema da vontade de Deus um pouco mais fundo considerando bem o primeiro mandamento que Deus deu ao homem. Essa foi a primeira vez que Deus revelou a Sua vontade a um ser humano. E creio que ela está cheia de discernimento.


Desde quando comecei com o site em 2008 eu apenas fiz resenhas de livros e filmes com conteúdo correto e edificante. Evitei ao máximo o que não trouxe edificação ou o que ensina engano, mas entendo que hoje talvez já tenha maturidade para resenhar o que não recomendo em hipótese alguma ou por ser perda de tempo ou herético mesmo.


Eu não queria esse livro. Fiz uma compra em uma livraria virtual e ao invés de um dos que pedi mandaram esse. Reclamei e me mandaram o que estava faltando, mas não aceitaram devolução. Então resolvi ler... Confesso que li muitas coisas nesse livro que me deu arrepios de tão absurdas, mas no final não foi tão ruim assim. A leitura é bem agradável, mas perigosa.


O autor conta a história hipotética de um rapaz que na tentativa de descobrir a Vontade de Deus perdeu duas ótimas oportunidades (uma de casamento e outra de emprego) e se frustrou com isso até que ouviu uma pregação em um rádio. Pregação essa que seria o conteúdo do livro.


Ele explica que Deus não tem uma vontade específica pra cada pessoa como muitos ensinam. Logicamente esse é um absurdo porque Deus tem sim. A Bíblia é clara de que seremos julgados para galardão pelo quanto dela cumprirmos em vida.


Depois faz uma comparação ridícula de que a Vontade de Deus não é uma linha de trem fixa, mas um pátio de estacionamento em que podemos escolher qualquer vaga e tudo isso será absolutamente válido. E ainda por cima chega a dizer que buscar a Vontade de Deus específica nos faz ser imaturos e que Ele quer nos ensinar a ser independentes. Que absurdo! Se assim fosse Jesus não nos mandaria ser como crianças, cuja principal característica é a inocência e dependência.


O autor chega a fazer certa distinção entre vontade soberana (permissiva) e vontade moral de Deus. É assim: Deus mostra Sua Vontade moral, mas secretamente quer que as pessoas desobedeçam. Entendeu? Nem eu! Isso só existe no calvinismo e no antigo paganismo! A ideia é que tudo o que já aconteceu na história ou já fizemos seria a Vontade Soberana (ou oculta) de Deus, e Vontade moral ou revelada é aquilo Deus quer, mas nos impede de realizar.


“Como você pode conhecer a Vontade Soberana de Deus? Você pode conhecer apenas parte dela se Ele sobrenaturalmente as revelar. Caso contrário, leia um livro de história. Se o livro for exato, você acaba de descobrir a vontade soberana de Deus no passado”.


A doutrina calvinista pelo menos é mais coerente. Segundo essa doutrina não existe vontade permissiva (que a grosso modo é o que Deus permite e não impede por causa do livre arbítrio. Não tem nada a ver com decreto soberano como o autor diz). O calvinismo entende que existe a vontade decretiva ou Soberana (o que Deus secretamente quer) e a vontade preceptiva ou moral (o que Ele nos ordena). Seguramente é isso o que o autor do livro quis ensinar, mas até nisso se confundiu e fez a maior salada mista.


O autor, assim como o calvinismo, a grosso modo quer dizer que não precisamos nos preocupar em cumprir o Plano de Deus porque se não cumprirmos é porque Deus decretou que não fosse cumprido. Loucura total e extremamente perigoso! Muitos calvinistas pelo menos negam as últimas consequências de seu sistema teológico e não agem desse jeito. Ele deveria pelo menos meditar nesse trecho das escrituras:



“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. 1 Coríntios 3:10-15


Só que mais pra frente começa a melhorar um pouco porque o autor diz que decisões fora da Vontade moral de Deus estão fora do pátio de estacionamento e por isso são inválidas, e que a maneira de descobrir a Vontade moral é pelas escrituras e o testemunho interior do Espírito Santo. Isso está correto.


Depois explica que as decisões não morais devem ser tomadas orando diligentemente por sabedoria. Isso também está certo porque é assim mesmo que podemos confiar que Deus guiará nossas decisões no Plano que Ele tem pra cada um de nós. As críticas que o autor faz em relação à sempre esperar por sonhos, profecias, visões... É totalmente válida porque mesmo Deus tendo a Vontade específica (o que ele nega) nós seremos guiados a ela aceitando o constante trabalhar do Espírito Santo sem resistir à Graça de Deus.


“Como alguém adquire sabedoria para tomar uma decisão não moral? Um caminho é simplesmente consultar o Senhor a respeito dela. Isso não significa que Ele vai dar a você uma espécie de revelação, sinal, ou impressão sobrenatural. A sabedoria envolve o discernimento, envolve o julgamento saudável”.


O capítulo final é excelente onde ele explica a diferença entre o cristão de mente fraca, o de mente forte e o legalista. O de mente fraca não tem conhecimento e acredita que tudo é pecado; o de mente forte por ser mais maduro consegue não ofender a consciência com coisas básicas; já o legalista criou um padrão de moralidade pra si mesmo e quer obrigar todos a seguir dizendo ser o único correto. Gostei muito porque ano passado (2016) estudamos isso na escola bíblica aqui da igreja.


“Há muitas coisas que não são pecaminosas, mas também não são espirituais. Moralmente falando, são neutras aos olhos de Deus”.


Quanto a historia da linha do trem e do pátio de estacionamento creio que a Vontade de Deus está mais para um labirinto ou uma escada. Há o caminho direto e perfeito, mas se desviarmos dele ainda há volta. Com a orientação do Espírito Santo podemos retornar e se houver boa disposição, de uma forma ou de outra, o que Deus começou será completado.

O CRISTAO ATEU

Posted by aventuradeaprender on August 9, 2017 at 9:40 PM Comments comments (0)

RESENHA DE LIVRO




O cristão ateu – Crendo em Deus, mas vivendo como se Ele não existisse (lido em 2017)

Autor: Craig Groeschel



Os cristãos ateus estão por toda parte. Frequentam igrejas católicas, batistas, pentecostais, não denominacionais, entre outras. Frequentam grandes seminários, as melhores universidades e faculdades. Há de todas as idades, raças e profissões — alguns até leem a Bíblia todos os dias.

Nas igrejas, sempre se fala de cristãos e não cristãos, mas nunca ninguém comenta sobre quem está no meio-termo. A maioria dos homens e mulheres parece se encaixar nesse grupo intermediário dos que creem em Deus, mas vive como se Ele não estivesse por perto, não se importasse ou não tivesse importância.

Em O cristão ateu, o pastor Craig Groeschel se volta diretamente para esse público, expondo as próprias dúvidas e receios, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para centenas de discussões fundamentais sobre quem é Deus e como Ele age.

Este livro foi escrito para todo aquele corajoso o bastante para admitir a própria hipocrisia. Liberte-se da hipocrisia e leve uma vida que de fato glorifique a Cristo.



O autor começa o livro contando sobre duas conversas que teve em uma viagem recente de avião. No primeiro voo, ele conversou com um ateu típico que não acredita em Deus; no segundo conversou com uma jovem que se dizia cristã, mas sabia que não vivia como deveria viver. Por essa razão, Craig Groeschel formulou a expressão “cristão ateu” e decidiu escrever para ajudar outros a lidar com a hipocrisia assim como ele tem aprendido a lidar com a sua.



Apesar de o título ser incomum, e no mínimo provocativo a leitura é bem agradável. Ele conta vários testemunhos. Alguns alegres, outros tristes, uns engraçados... Mas todos super edificantes. Ficou claro que ele não estava falando apenas do que leu, estudou ou ouviu dizer e sim do que realmente vive.



Não vou contar nenhum dos testemunhos para não estragar as surpresas de quem ainda quer ler. Entretanto, postarei os títulos dos capítulos que por si só já nos confrontam:



Um cristão ateu em recuperação

Quando você crê em Deus, mas não O conhece de verdade.

Quando você crê em Deus, mas tem vergonha do seu passado.

Quando você crê em Deus, mas não tem certeza de que Ele o ama.

Quando você crê em Deus, mas não na oração.

Quando você crê em Deus, mas não O considera justo.

Quando você acredita em Deus, mas se recusa a perdoar.

Quando você acredita em Deus, mas não se acha capaz de mudar.

Quando você acredita em Deus, mas ainda vive o tempo todo preocupado.

Quando você acredita em Deus, mas busca a felicidade a qualquer preço.

Quando você crê em Deus, mas confia mais no dinheiro.

Quando você crê em Deus, mas não compartilha sua fé

Quando você crê em Deus, mas não na igreja d’Ele

Fé para a terceira linha



“Crer em Cristo o suficiente para se beneficiar d’Ele é, na melhor das hipóteses um cristianismo raso. Na pior, religião vazia, enganadora, que leva muitos pelo caminho largo rumo à destruição eterna. Dê um passo além da primeira linha, mas não pare aí.

A segunda linha transmitirá uma sensação muito melhor que a primeira. Crer em Cristo o suficiente para contribuir sem ser incomodado pode dar a impressão de estar certo, mas até isso é um cristianismo centrado no humano. Siga em frente.

Veja a terceira linha. Pergunte-se o que o separa de uma vida inteiramente entregue, cheia do Espírito, dirigida para o Reino. Pese suas opções. A vida como ela é... Ou a vida como poderia ser.

GUIA DE VIAGEM: PARAISO

Posted by aventuradeaprender on July 30, 2017 at 9:20 PM Comments comments (0)
RESENHA DE LIVRO


Guia de viagem: Paraíso (lido em 2017)

Autor: Anthony Destafano


 

Embora todos nós, mais cedo ou mais tarde, tenhamos que arrumar as malas, dar adeus e fazer essa viagem, preferimos não pensar nela - a não ser quando alguém que amamos vai embora. Pudera. Como não bastasse o fato de que até hoje ninguém voltou para contar como é, tudo o que já foi dito e escrito sobre o tema é por demais etéreo. Tudo bem, já sabemos que o paraíso é o céu, mas, e os detalhes?! Trata-se de um lugar real e físico, repleto de paz e silêncio ou há também atividades prazerosas? Seremos capazes de sentir os aromas, ouvir sons e admirar as paisagens? Teremos forma, memória, consciência? Vamos reencontrar aqueles que perdemos? Usando a própria Bíblia como fonte de referência e inspiração, Anthony DeStefano nos oferece uma prévia deliciosa de um lugar feito de beleza, entusiasmo, desafio e deleite. Um lugar maravilhoso como um pôr do sol na praia, empolgante como um filme de Chaplin, surpreendente como uma expedição à Antártida. Este guia de viagem ao paraíso é como uma excursão inesquecível, que nos conduz a uma terra de conto de fadas, onde um dia nos encontraremos de novo para desfrutar férias que nunca terminam.



Eu já tinha visto esse livro na livraria há uns 10 anos atrás e até lido alguns trechos. Gostei bastante, mas na época não podia comprar. Então me lembrei dele recentemente e resolvi procurar novamente.



Gostei muito da leitura. O autor explica algumas partes da Bíblia sobre o paraíso e contrapõe com os ensinamentos espíritas e da nova era dizendo que os do cristianismo são infinitamente melhores e mais animadores.



“No caso do paraíso, as ‘notícias velhas’ do cristianismo tradicional são infinitamente mais empolgantes, interessantes, espiritualmente elevadoras e divertidas do que qualquer coisa explicada por médiuns televisivos ou gurus da nova era. Você sabe onde pode encontrar as descrições mais exatas do paraíso? Na seção de religião para crianças em uma livraria.”



Ele deixa claro que está falando do paraíso de após o juízo final e apenas cita o estado intermediário sem dar muitos detalhes dizendo que ninguém tem certeza exatamente de como é além de que as pessoas tem alguma consciência, mas não desfrutam de tudo ainda porque não aconteceu a ressurreição.



Algumas coisas que o autor diz são logicamente especulações e ele deixa claro que será infinitamente melhor do que tudo o que possamos pensar ou imaginar Ele explica que é um lugar material habitado por pessoas reais e não um mero estado psicológico ou etéreo.



O autor não entra em detalhes sobre como ser um bom cristão, mas enfatiza que precisamos desenvolver aqui na terra um relacionamento pessoal com Deus através de Jesus Cristo. Explica também que se alguém realmente quer ter a salvação será guiado por Deus de todas as formas e tudo o que é preciso ser feito é não resistir a Ele.



“A coisa mais importante para rejeitar é a noção de que você é sua passagem para o paraíso. Como diz o ditado, existem duas lições importantes para aprender na vida: Deus existe e eu não sou Ele. Infelizmente, um número cada vez maior de pessoas está esquecendo isso. Ao nos estabelecermos como árbitros de moralidade, nós, enquanto uma sociedade, retornamos ao Jardim do Éden, decidindo o que é certo e o que é errado, e fingindo ser Deus. A chave para tudo é que Deus deve ser o Soberano da sua vida. Convidá-Lo para o seu coração, e depois deixá-Lo infundir cada área da sua vida, é o seu passaporte para a alegria tanto na terra quanto no paraíso. ... Depois que isso acontece todo o resto se encaixa”



Enfim... É o tipo de livro que não dá pra explicar muito, mas a leitura vale muito a pena apesar de não ser um tratado teológico.

A MENINA QUE NAO SABIA LER

Posted by aventuradeaprender on May 4, 2017 at 10:30 PM Comments comments (0)
RESENHA DE LIVRO



A menina que não sabia ler (lido em 2017)

Autor: John Harding



1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?



Quem narra a história é uma criança de 12 anos chamada Florence. Ela conta que a mãe morreu no parto, e o pai e a madrasta (mãe de seu irmão mais novo, Giles) desapareceram em um acidente. Desde então eles moram na casa do tio que nunca viram e são cuidados apenas pelos empregados. Ela é proibida de aprender a ler porque segundo conseguiu descobrir uma ex-mulher do tio o deixou quando se tornou instruída e ele ficou traumatizado passando a ser contra a educação de mulheres.



Só que quando Florence descobriu a biblioteca fechada da casa ficou fascinada e aprendeu a ler sozinha. Depois ela conta que achou um álbum de família com a mãe de Giles com o rosto recortado e com o pai deles que parece demais com o tio e entende que são gêmeos. Florence e Giles são inseparáveis até que o irmão caçula precisa ser mandado para a escola em regime interno e ela fica triste por estar sozinha e muito preocupada com ele. Então ela recebe a visita de Theo, seu vizinho que tem asma, e é apaixonado por ela. No começo ela não gosta porque muda sua rotina e diminuí bastante o seu tempo de leitura, mas ao longo do livro formam uma boa amizade.



Quando Giles é expulso da escola o tio decide que ele deverá ser educado em casa. Logo chega uma preceptora que morre em um passeio no lago, mas Florence não conta quase nada sobre isso. A partir daí a história começa a ficar estranha porque chega uma nova preceptora chamada senhorita Taylor e ela sente medo porque entende que a moça não é quem diz ser. Ao juntar evidências descobre que a mulher quer fazer mal ao irmão dela, mas não sabe o que. Ao mesmo tempo em que é seguida por ela pelos espelhos da casa e percebe que ela tem poderes especiais entende que é um fantasma que quer sequestrar o irmão e tudo piora ainda mais quando Florence acha duas passagens de trem pra Europa.



Então começa a formular um plano pra impedir isso. Chega a contatar até mesmo o policial responsável pelas investigações da morte da outra preceptora que ao investigar a tal Taylor descobre que ela realmente não tem referências e sempre procurou emprego naquela casa. Com a ajuda de Theo ela formula um plano que não sabemos qual é.



Pode até parecer que estou contando muito e dando spoilers, mas tudo isso acontece nos primeiros capítulos do livro. Agora vou fazer apenas mais alguns comentários. Aprendi com Agatha Christie que nunca devemos confiar em um narrador-personagem porque ele sempre conta a história do seu ponto de vista. No caso desse livro quem conta é Florence e ela conta do jeito dela que ao longo da história se mostra não ser confiável. Cuidado! Estou avisando...



Sempre quando leio ou vejo um filme gosto de pesquisar para confirmar minhas impressões ou entender algo que não entendi (acho que já falei isso aqui). No caso desse livro não foi diferente e minhas piores suspeitas foram totalmente confirmadas. Vi muitos comentando até mesmo que o nome do livro “A menina que não sabia ler” não faz sentido, mas faz. Significa que ninguém acreditaria no que ela é capaz já que pra todos é apenas uma menina que nem sabe ler.



Nas minhas pesquisas também descobri que esse livro é baseado em “A volta do parafuso” de Henry James do século XIX. Então esqueça uma literatura infanto-juvenil. Trata-se de uma história de terror no estilo Edgar Alan Poe, Stephen King e outros do gênero. Apesar de ler esperando um infanto-juvenil não posso dizer que não gostei porque gosto de ser surpreendida.



Spoiler:



Florence deixa Theo morrer, dopa Giles e ainda por cima joga a senhorita Taylor dentro do poço. Depois faz tudo pra encobrir o que fez. Já suspeitava, mas pesquisando comprovei de que Florence na verdade era totalmente psicopata, o tio era o pai deles e a senhorita Taylor a mãe do irmão caçula. Ela era obcecada pelo menino que queria só pra ela e por isso fantasiou todos os aspectos de perseguição sobrenatural. Fica claro também que ela matou a primeira preceptora e isso explica o porquê praticamente nada é narrado sobre ela. Realmente me enganou direitinho e o título do livro quer dizer que ninguém suspeitaria dela já que era apenas uma garotinha órfã e inocente que todos achavam que não sabia nem ler.

ZUMBI GOSPEL

Posted by aventuradeaprender on April 17, 2017 at 9:05 PM Comments comments (0)

RESENHA DE LIVRO



Zumbi gospel (lido em 2017)

Autor: Thiago Marques


O cristianismo brasileiro vive a "onda gospel". Fazemos de tudo desde que a palavra gospel esteja envolvida, então vieram: Música Gospel, Moda Gospel, Teatro Gospel, Cinema Gospel, Stand Up Gospel, Balada Gospel e por aí vai. Este livro irá mostrar mais uma das faces deste mundo gospel, o zumbi, que habita em nossas igrejas morto para as coisas de Deus e vivo para as coisas do Mundo!

Baseado na parábola do filho pródigo, o livro traz a história real de dois jovens que vagaram como zumbis dentro da nossa igreja, sem que ninguém descobrisse que por trás da cara de santidade havia um interior podre. Com absoluta certeza, essa história também pode estar acontecendo na sua igreja, com um amigo, com um filho ou com você! Os segredos aqui revelados irão ajudar adolescentes, jovens, pais e pastores a ressuscitar estes zumbis. Nós temos o antídoto e muito mais. Com certeza você irá se surpreender.



Eu ouvi falar desse livro através de uma irmã da igreja em uma lição da célula sobre o filho pródigo. Achei interessante e peguei emprestado para ler.



Pelo título pensei fazer referência à igreja de Sardes do Apocalipse (período chamado Renascimento ou reforma) porque lá a descrição feita por Cristo é literalmente de mortos-vivos (zumbis). Entretanto, essa passagem nem é citada porque é um livro bem adolescente mesmo.



“O zumbi gospel é aquele crente que se veste e fala como crente, conhece a Bíblia, vai à Igreja, mas está morto por dentro.”



O livro é curto, mas bem interessante. O autor (Thiago) faz uma pequena introdução sobre ele e um amigo (que ele chama de Fabinho). Ele nunca saiu da igreja, mas seu amigo se envolveu com um namoro virtual e abandonou a congregação.



Então explica que um zumbi gospel é a pessoa que está na igreja fingindo ser crente, mas vivendo como mundano e que muitas vezes são piores do que aqueles que realmente saem porque esses pelo menos todos sabem que estão desviados e o zumbi consegue enganar.



Depois dá o exemplo da parábola do filho pródigo e que ambos eram perdidos. O filho caçula saiu de casa porque queria ser mundano e o mais velho ficou. Entretanto, no fundo parecia invejar o irmão que teve coragem de sair porque também não tinha prazer na companhia do pai.



Há alguns capítulos com orientações para os pais vigiarem o que os filhos fazem às escondidas porque podem ser zumbis. Chega a dizer até que a maioria dos adolescentes e jovens que trabalham ajudando na igreja só fazem isso como desculpa pra matarem cultos e não ouvirem pregações. Espero que isso não seja verdade e sim apenas alguns casos isolados...



No meio do livro ele conta a própria história de forma completa. Diz que foi criado na igreja, mas nunca teve um compromisso com Deus. Apenas fingia que era cristão e desde a infância pecava escondido, mas fingia saber tudo da Bíblia e trabalhar na igreja só pra impressionar. Na adolescência e juventude ficou pior porque se envolveu até o pescoço com pornografia junto com os colegas e também virtualmente. Até que arrumou uma namorada que acabou se convertendo de verdade e por amor a ela decidiu mudar em um retiro da igreja. Eles se casaram e hoje ele trabalha com adolescentes na mesma situação.



Depois conta parte da história do Fabinho que realmente saiu da igreja, mas morreu com um câncer terminal dias depois de ter se reconciliado com Cristo através do autor do livro. Da história dele logicamente não são dados muitos detalhes...



No final há um capítulo com uma oração por aqueles que por traumas de família não reconhecem a Deus como Pai.


 

Não pude deixar de me identificar um pouco porque também fiquei meio assim. Mesmo não tendo caído em pecados desse tipo nem me fingido de cristã. Só que buscava aprender tudo de Bíblia apenas para impressionar os outros e, além disso, gostava apenas das pregações expositivas (corria de vigílias e pregações temáticas narrativas) para saber da Bíblia sem precisar ler nada. Triste época... Mas eu tenho consciência que era cristã de verdade e apenas tive uma recaída. Só que o autor do livro deixa claro que desde criança fingia.


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