AVENTURA DE APRENDER

Site da Alefe

BLOG

Todas as novas publicações serão postadas nesta página. 

view:  full / summary

FILMES ANTIGOS ASSISTIDOS EM 2016

Posted by aventuradeaprender on November 7, 2017 at 7:50 PM Comments comments (0)

FILMES ANTIGOS ASSISTIDOS EM 2016


No ano de 2016 assisti a muitos filmes, mas vou dividir a resenha entre os antigos e os recentes pra não ficar muito cansativo. Também assisti a alguns que deixarei para resenhar depois porque assisti novamente esse ano (2017) e tenho mais detalhes para escrever.


A maioria dos filmes cristãos antigos estão disponíveis no youtube ou em transmissão on line em outros sites. Descobri que vários dos atuais são quase remakes de muitos deles.


Entretanto, o que chama a atenção nos filmes cristãos antigos é que eles são mais reais e menos triunfalistas. A maioria dos atuais também são bons, mas principalmente os mais famosos relatam um mundo de fantasia com o qual não podemos nos identificar. Comentei um pouco sobre isso quando resenhei “Deus não está morto”.


Os filmes estão organizados pela ordem em que os assisti.




Um estranho na floresta


Robbie e Suzie são obrigados a morar com a avó após um trágico acidente. Um dia, Lucas, um urso enorme, chega conquistando corações e roubando comida por toda a cidade. Quando o armazém é roubado todos desconfiam do urso, mas terá sido ele o ladrão?


O filme começa com um casal em viagem de férias com seus dois filhos adolescentes (Robbie e Suzie). Dentro do carro eles começam a conversar sobre Jesus, mas o pai diz que só vai se converter quando estiver pronto. Assim que termina de falar isso acontece um acidente.


Um ano depois descobrimos que o casal morreu, mas os filhos sobreviveram e por isso estão morando com os avós. Nesse tempo, Robbie se tornou um cristão fervoroso e fez amizade com um urso. O garoto lhe deu o nome de Lucas porque aprendeu nesse livro da Bíblia lições importantes sobre quanto Deus nos ama e cuida de nós, muito mais do que cuida dos animais.


Suzie, sua irmã, não quer saber de Deus e está tendo um caso com um forasteiro que todos desconfiam esconder um grave segredo. O filme inteiro é a luta do menino para cuidar do uso e protegê-lo de um vizinho que o odeia porque acredita que o urso arrombou e destruiu sua loja.


A história, apesar de ser infantil, tem uma atmosfera bem triste e pesada, e por isso, totalmente realista. Já no começo deixa claro que não podemos desperdiçar as oportunidades que Deus nos dá porque depois pode ser tarde demais. Há outros momentos ao longo do filme que mostram isso. Também é abordada a importância de confiar no amor e na providência de Deus; que Ele deseja que demonstremos esse Amor até para aqueles que nos odeiam; e que não podemos mentir porque a Verdade cedo ou tarde vem à tona.


Spoilers:


No final o urso morre ao tentar escapar de um barco com explosivos, Suzie se converte, o forasteiro revela que foge de pessoas que ele mesmo contratou para matá-lo e Robbie faz as fazes com o vizinho que se converte sensibilizado com a atitude de perdão do garoto. O forasteiro resolve fugir e sofre um acidente igual os pais das crianças no início do filme depois de dizer que não é o tempo de aceitar a Cristo porque não está pronto.




Ômega code


De acordo com muitos, a Bíblia contém informações sobre o futuro, profetizando até eventos que direcionam ao fim do mundo. Os livros apocalípticos de Daniel e Revelações predizem que 'aquele que controlar Jerusalém nos últimos dias, controlará o mundo'. O que aconteceria se alguém pudesse usar as mais avançadas tecnologias para finalmente decifrar essas profecias, quebrar o código e descobrir o futuro dessa história? Omega Code fala sobre estes eventos.


O filme fala sobre um pesquisador que estava pesquisando o código da Bíblia, mas foi assassinado. Depois mostra uma espécie de pregador motivacional da nova era chamado Gillen que declara crer no código, mas não na Bíblia. Ele ficou traumatizado porque a mãe dele era cristã, mas morreu tragicamente em um acidente.


Gillen começa a ajudar um político emergente da União europeia, chamado Stone que quer implantar a nova ordem mundial. Entretanto, pra isso ele precisa do código da bíblia para se tornar o anticristo e controlá-lo. Gillen, porém, descobre suas intenções e tenta impedi-lo.


Essa é a história básica do filme sem dar spoilers. Depois disso praticamente só tem perseguições. O que achei estranho é que mostra o anticristo e as duas testemunhas, mas não tem marca da besta, falso profeta, pragas nem nada disso... E termina simplesmente do nada!


Gostei bastante do ensinamento de que Deus se importa muito mais com uma fé infantil e sincera do que com conhecimento bíblico. Entretanto, como acontecimento apocalíptico não tem quase valor nenhum.


Spoilers:


Um assassino profissional mata Stone e acusa Gillen, que foge sendo ajudado pelas duas testemunhas. Enquanto isso, Stone “ressuscita” se tornando de vez o anticristo. Por fim, Gillen clama por Jesus e começa o milênio de Cristo. Mas cadê o Apocalipse?




Subindo a montanha


Este filme espiritualmente edificante, fotografado nos majestosos Alpes suíços, tem uma mensagem de amor e perdão que ganha vida de uma forma emocionante através das vidas de Heidi, Peter, Hans e o entalhador suíço.


O filme fala sobre um casal de irmãos e um amigo que sobem uma montanha para encontrar com um ancião que eles chamam de avô e que os ensina a Bíblia e a esculpir.


Só que um dos cachorrinhos do menino maior morre e o do menor sobrevive. Então o menino maior fica com ciúme e empurra os dois de uma montanha. A garotinha fica com raiva e não consegue perdoar.


Spoilers:


O garoto maior se converte ao ver o exemplo do “avô” e do garotinho que ele empurrou. A menina, impactada, finalmente perdoa e todos voltam a brincar juntos.




Teste de fé


Taylor Michell, para ficar na faculdade, precisa desesperadamente de uma bolsa de estudos. Dr. Heinlein, seu professor de física, insiste que Taylor abandone suas "mitológicas" ideias religiosas e criacionistas e comece a pensar baseado em "fatos" dentro de "métodos científicos". Sua nota final dependerá de seu desempenho no trabalho sobre "Evolução" do Dr. Heinlein.


Taylor tem se perturbado com as constantes pressões de seu professor, sobre seu ponto de vista não científico do criacionismo. Teste de Fé ou compromisso com a verdade? Será que o Dr. Heinlein está certo? A fé será mesmo um pensamento científico? Será que Taylor passará no teste? Como você enfrentaria esta situação?


Esse filme é claramente a inspiração para o “Deus não está morto” porque a história é idêntica, mas com uma grande diferença: não é triunfalista.


Taylor mora na fazenda com os pais e consegue uma bolsa de estudos para cursar física na faculdade da cidade. Entretanto, um professor começa a hostilizá-lo dizendo que a fé é incompatível com o conhecimento, mas ele rebate e sofre discriminação pela sua fé. O colega de quarto dele começa a buscar a Deus e ler a Bíblia inspirado pelo exemplo.



Spoilers:


No final, o professor manda Taylor fazer um trabalho sobre a origem da vida com a intenção de reprová-lo. Ele faz, mas colocando os princípios da fé. Taylor volta para a casa dos pais para aguardar o resultado. Então o filme mostra o professor lendo impressionado e o garoto recebendo em casa a carta dizendo que foi aprovado.




Clamor na montanha


Larry Sanders promete ao seu filho Cal, uma maravilhosa viagem de caiaque através da paisagem selvagem e exuberante do Alasca. É uma grande oportunidade para se divertirem, apreciarem as belezas naturais e reforçar o relacionamento entre pai e filho. Mas nem descendo as perigosas corredeiras, o problema, que deixara tão longe dali, não sai da cabeça de Larry: seu casamento estava desmoronando e o divórcio, eminente. Neste momento, uma fração de segundo muda as suas vidas: o acidente sério, o desafio de buscar ajuda, o feroz urso defendendo seu território e o misterioso homem da montanha se tornam personagens desse momento onde algo precisaria acontecer.


A sinopse já conta praticamente toda a história do filme que pode ser contada sem dar spoilers.


O ensinamento principal é que não podemos nos fechar nos nossos próprios problemas e decepções e nos isolar dos outros porque muitas vezes de onde menos esperamos vem a solução que por tanto tempo procuramos. Devemos ajudar aos outros porque assim Deus também nos ajuda.


Spoilers:


O misterioso homem da montanha é um cristão isolado que vive triste porque a mulher morreu e o filho saiu de casa. Entretanto, ao ajudar pai e filho, tem a oportunidade de ir para a cidade assistir pessoalmente uma pregação de Billy Graham porque ele só escutava pelo rádio. Além disso, enquanto o pai se recupera sua esposa renova o compromisso com Cristo e desiste do divórcio.




Secreto: só para garotos


Os três amigos queriam um clube secreto: "Só Para Garotos", mas a menina que joga beisebol com eles quer ser membro também, e faz tudo para conseguir seu objetivo - Mentiras e mais mentiras resultam das tentativas de barrar a menina, e esconder a verdade dos pais. Até que uma prenda de iniciação mal pensada, coloca tudo em risco, incluindo as suas próprias vidas. Será que Deus pode agir no meio de tanta confusão? Veja como Mike, Cris e Jonh aprendem o significado de ser cristão.


O nome original desse filme é “hapiness is” que significa “Felicidade é” por causa do hino tema. Esse hino aqui no Brasil foi traduzido como “Satisfação total”.


É a história de um grupo de três amigos e uma menina chamada Patty que sempre brinca com eles. Só que chega um garoto novo ao bairro chamado John Wesley. Então eles têm a ideia de criar um clube secreto apenas para garotos.


Patty fica com ciúmes e quer participar também, mas os garotos impedem. Então o filme todo mostra ela aprontando de um lado pra entrar e eles de outro lado pra não deixar, o que gera inúmeras confusões.


Mesmo todos os garotos frequentando a igreja desde crianças a maioria ainda não firmou um compromisso com Jesus. Um dos momentos mais marcantes do filme é quando o avô tranca John Wesley no porão. Então ele se lembra do que ouvia na igreja e clama pra que Jesus seja Sua Luz.


Depois disso ele conta a experiência para os outros meninos que finalmente decidem se comprometer com Cristo. Mike chega até a comentar que nunca quis se converter porque não se sentia pronto, mas finalmente entende que nós nunca estaremos prontos e a vida cristã é uma caminhada constante.


Apesar de a história ser bem simples gostei muito do filme porque mostra a alegria e inocência típica das crianças, e isso me encanta.


Spoilers:



As crianças bolam uma prova de iniciação para Patty sabendo que ela não ia ser aprovada, mas tudo dá errado e eles ficam em perigo. Depois finalmente entendem que ser cristão não é ser perfeito, que vamos errar e cair mesmo e por isso precisamos sempre pedir perdão a Deus pra que Ele nos capacite a não pecar. No final as crianças desfazem o clube e todos voltam a brincar juntos.




O crime do século


Logo na véspera da temporada do acampamento gospeI, seu diretor descobre que um dos funcionários não é crente. Será que é o encarregado da piscina, a enfermeira, o cozinheiro, o técnico de esportes, a secretária, ou o jardineiro? Até um detetive particular é contratado para resolver a confusão. Esta comédia vai mexer com sua curiosidade, vai divertir e também desafiá-Io.


Os funcionários de uma igreja foram para o sítio que ia acontecer o acampamento com antecedência pra organizar tudo antes dos irmãos chegarem. O problema é que um livro do diretor chamado “como se tornar um cristão” desapareceu.


Então isso significa que alguém não é um cristão verdadeiro e por isso roubou o livro para que pudesse aprender. É aí que o nome do filme começa a fazer sentido. Na verdade “século” na Bíblia significa era e quem não quer se converter está cometendo um crime eterno contra Deus.


Quase me senti dentro de um livro de Agatha Christie porque a forma usada pelo detetive pra investigar é idêntica. Ele conversa com todos os suspeitos, mas um sempre acusa o outro de não ser cristão por uma falha específica. Se ninguém assume ser o culpado e ainda acusa o outro, o detetive e o telespectador tem um trabalho daqueles pra resolver.


Spoilers:


No final todos confessam que se sentiram incomodados pelo ponto em que estavam errados e entraram no gabinete do diretor para ver o livro, mas não pegaram. O culpado confessa quando o detetive faz uma encenação acusando o diretor. O cozinheiro diz que não é cristão e só escuta louvor, mas quer ser. No final o detetive fala com o expectador que não gostou do filme pra se examinar.




Hoomania


Hoomania é uma maravilhosa e animada fantasia para crianças baseada no livro de provérbios. É o melhor filme infantil pela academia cristã de artes cinematográficas. Através de sua fantástica aventura, Kris aprende que "sabedoria" significa escolhas responsáveis com seus pais e amigos, e um profundo desejo de agradar a Deus.


Kris quebrou uma vidraça enquanto brincava, mas não quer contar para os pais com medo de ser castigado. Então ele procura Sam, um amigo que é inventor e cientista, e ele lhe dá um jogo sobre “Provérbios” para brincar. Assim que começa é sugado para dentro do jogo. O objetivo é chegar aos portões da sabedoria e escapar dos atalhos, armadilhas, falsos amigos e distrações. No começo ele vai mal, mas recebe ajuda e consegue.


Na verdade é uma mistura de filme com desenho porque no mundo real é filme, mas dentro do jogo é desenho.


Spoilers:


De volta na casa do cientista ele diz que é apenas um jogo de realidade virtual e o aconselha a voltar pra casa porque perto de tudo o que enfrentou contar de uma janela quebrada não é nada. No final mostra a caixa do jogo e os personagens conversando lá dando a entender que foi tudo real mesmo.




Detetives da Fronteira - Luzes misteriosas na Chapada dos Navajos


Próximo a uma pequena aldeia no deserto, aonde um avião de guerra B-17 se encontra estacionado perto de um velho restaurante e posto, um mistério começa a desenrolar. No começo havia apenas uma estranha voz de um antigo rádio, mas logo surgiram desaparecimentos que ninguém podia explicar. Então luzes misteriosas apareceram na Chapada dos Navajos e o xerife, estranhamente, se recusa a falar sobre o assunto. Quatro moradores da aldeia decidem investigar... Quatro amigos que se acham capazes de solucionar os mistérios... Quatro adolescentes que se chamam: Os Detetives da Fronteira. Mal sabiam que estavam sendo sugados por uma encrenca sinistra com consequências internacionais. Uma aventura cativante e misteriosa onde a garotada aprende os princípios bíblicos do perdão.


O pai de Mark era piloto, mas desapareceu em um voo. Quando ele se mudou com a mãe para um vilarejo criou uma turma de detetives com os amigos.


Eles resolvem investigar um caso de um roubo no museu e de ondas desconhecidas em um rádio, mas em uma das investigações um dos meninos é atacado por algo que parecia uma nave de luz e ele pensa que é um OVNI, mas ninguém acredita. Até que ele é atacado de novo junto com o xerife que nega tudo mesmo tendo presenciado.


Spoilers:


No final descobrimos que se tratava apenas do FBI que estava investigando o roubo no museu e as transmissões no rádio eram comunicações dos bandidos no subsolo. O xerife sabia de tudo, mas não podia falar porque era confidencial e por isso tentava desacreditar e afastar as crianças do caso.





Detetives da Fronteira - Fugindo da lagoa de fogo


Mike sumiu! Winnie, Ben e Spence acham a sua bússola na sujeira de um velho e abandonado hotel da cidade. Pior ainda, o carro usado na fuga de um roubo de banco, no dia anterior, está estacionado no mesmo hotel. Os Detetives da Fronteira embarcam numa busca desesperada atrás de Mike, um dos integrantes mais importantes da turma... Mas o tempo é curto e as chances remotas no deserto grande e quente. Um busca perigosa... A imagem de um jaguar com asas... Chamas no céu do deserto... E uma trilha de pistas que levam a um lugar selvagem, abandonado e assustador. Fugindo da Lagoa de Fogo é uma história empolgante de sobrevivência e esperança. Uma história de coragem. Uma história de fé em Deus e a diferença que Ele faz em tempos de crise.


Esse filme não tem suspense como o outro, mas também é muito bom.


A sinopse já conta praticamente tudo o que acontece. O foco é mostrar a luta de Mike pela sobrevivência e pra confiar em Deus em momentos de adversidade.


Sei que a série tem um terceiro filme chamado “A lenda do pé grande”, mas não achei em lugar algum ainda.




A hora da Verdade


Chegou para Norman sua "Hora da Verdade" - o momento quando os poderes das trevas estão detidos pelos anjos de Deus em resposta as orações dos crentes. Neste momento, Norman está aberto para um encontro com Cristo - mas é só um momento que passa. Dos anjos aprendemos sobre a doença que infecta a humanidade e do plano do Mestre. Ouvimos das dores de Norman como filho de um divórcio e experimentamos a luta espiritual pela sua alma.


O filme se passa ao mesmo tempo no céu e na terra. É um anjo instruindo outro sobre a humanidade. O anjo instrutor explica que Deus prepara todas as pessoas ao longo da vida para a hora de conhecer o Evangelho da forma que será melhor para elas entenderem e aí cabe a cada um aceitar ou recusar.


Então ele vai demonstrando através da vida de um jovem chamado Norman que demorou a conhecer o Evangelho porque foi desprezado pelo pai e a forma que a pessoa enxerga o pai da terra influencia em como ela vê a Deus. Depois mostra a contagem regressiva da hora que a pessoa escolhida pra evangelizar (um colega de faculdade) fala com ele.


O anjo explica que muitos só têm uma chance. Só discordei um pouco nessa parte porque a maioria das pessoas tem muitas chances, mas é óbvio que oração aumenta muito porque amarra os poderes das trevas que buscam cegar e enganar ao mundo.


Spoilers:


Norman não aceita quando o colega prega o Evangelho para ele. Imediatamente seus colegas começam a orar através do telefone e ele finalmente crê em Cristo enquanto está sozinho em casa.




A Travessia


Qual é a coisa mais importante na vida? Essa é a pergunta que Jason Reynolds e seus colegas devem responder para um discurso na classe. Entretanto, quando Jason vê o seu melhor amigo Matt lutar uma batalha de vida ou morte com leucemia, a questão torna-se muito mais do que um esforço acadêmico.


Matt está no hospital em estado terminal com leucemia. Ele tenta falar algo com seu amigo Jason, mas morre antes de conseguir dizer o que é a coisa mais importante da vida. Jason, no entanto, está muito interessado em saber o que o amigo queria falar e por isso fica muito triste.


A história do filme pode parecer meio fantasiosa em alguns pontos, mas é bem impactante e nos faz refletir de que não podemos esperar para falar com as pessoas sobre Jesus porque depois pode ser tarde demais.


Spoilers:


Matt aparece pra Jason em sonho e diz que vai mostrar o que queria dizer. Primeiro o leva em uma sala de registros de pecados; depois em um julgamento dos pecados e por fim aos pés da Cruz pra explicar que Jesus pagou o preço da nossa redenção. Mesmo sendo apenas um sonho, Jason acorda acreditando em tudo o que viu e decidido a se converter. Só que ele tenta contar para os outros amigos e ninguém acredita. O filme termina com ele dando uma palestra na classe dizendo que Jesus é a coisa mais importante da vida.




Da noite para o dia


Esperanças e sonhos de Stephen Arrington foram perdidos em um pesadelo de más decisões, companhias e ações ruins.

Stephen passou de herói a vilão, perdeu sua honra e autoestima e encontrou-se preso no mundo dos traficantes de drogas. Ele tinha que escolher entre prata e chumbo – dinheiro sujo ou uma bala na cabeça.

O primeiro vislumbre de esperança surgiu quando agentes antidrogas encurtaram sua carreira fora da lei. Arrington encontrou as portas fechadas de uma prisão federal que lhe ofereceu uma chance de encontrar seu caminho “Da Noite Para O Dia”. Sua descoberta do perdão ajudou a recuperar sua autoestima e levou-o para a realização de seus sonhos.

“Da Noite Para O Dia” prova que há uma esperança para o caído e jeito de escapar para o preso. Você será inspirado com novas razões para acreditar no perdão, amor paciente e direção de Deus.


A sinopse do filme já conta praticamente toda a história. Mostra apenas um rapaz sendo preso e vivendo anos na cadeia até a chance de absolvição em uma audiência com juiz e promotor.


Então ele conta que fez amizade por acaso com um traficante e foi envolvido no esquema sem querer, mas quando quis sair não conseguiu mais porque foi ameaçado.


O filme é meio parado e arrastado em alguns momentos, mas é uma ótima reflexão de como até mesmo as adversidades que aparecem no nosso caminho podem ser oportunidades dadas por Deus. Fica claro que a prisão foi o lugar que Ele escolheu pra dar a oportunidade de redenção para Stephen.


Spoilers:


Na prisão, Stephen clamou pelo sangue de Jesus e se converteu entendendo que foi o lugar preparado por Deus. Depois só mostra que ele saiu e realizou o seu sonho de ser nadador como os peixes.




Como leão que ruge


Como Leão Que Ruge é um filme dramático que conta a história de Cathy Chambers. Ela tem 16 anos, é nova na cidade e só quer se encaixar. Entretanto, ela enfrenta novas pressões quando ela tenta fazer amigos em uma nova escola. Usada por seus novos "amigos", ela dá de cara com o álcool, as drogas e as pressões sexuais. Mais do que um filme sobre pressão negativa, esse filme dramático vai entreter os telespectadores, uma vez que demonstra métodos comprovados para tomar boas decisões no contexto do amor e do perdão de Deus.


Cady está sozinha em uma nova cidade e tudo o que mais quer é se encaixar na turma da escola, mas sem abrir mão dos valores cristãos. Os colegas, por sua vez, querem sua companhia, mas a abusam pra que abra mão das suas crenças cometendo pecados que a maioria acha “normal”.


A resposta para a garota vem através de um seminário da igreja chamado “como resistir à pressão dos semelhantes”. Então junto com ela aprendemos estratégias de como manter as pessoas por perto sem, no entanto, fazer o que elas fazem: manipular o controle da situação, dar desculpas, fazer piadas...


Spoilers:


Cady começa a gostar de um garoto e é quase abusada por ele, mas ao longo do filme ele aprende a respeitá-la. No final, eles começam a namorar e ele aceita começar a ir à igreja com ela pra aprender sobre Deus.




Se os pássaros não cantassem


É uma linda história de ternura e afeto! Debbie era uma garotinha que nascera numa família em que todos tinham talento musical, menos ela. Sentia-se muito diminuída por causa disso. Ela sente a pressão da família para que se saia bem num recital, mas teme o fracasso e a rejeição de sua mãe. Mas os conselhos de sua sábia Professora de piano fazem com que ela veja que foi Deus quem nos fez diferentes uns dos outros, e nos aceita como somos. Deus considera cada um de nós uma pessoa muito especial. “Ouça a natureza!” – diz a professora – “Como seria o mundo se Deus não permitisse que os pássaros cantassem, mesmo não sendo perfeitos? No entanto, os diferentes sons, produzidos pelos pássaros, mesmo os mais estranhos, formam uma maravilhosa sinfonia.” O importante é desempenharmos o papel que Deus determinou para nós na vida, da melhor maneira possível.


Toda a família de Debbie tem dons musicais, mas o que ela gosta mesmo é de brincar com sapos na lagoa.


Seus pais contratam uma professora pra que ela aprenda piano e participe de um recital. Mesmo sem querer, a garota se esforça ao máximo para aprender.


Spoilers:


Debbie passa muita vergonha no recital, mas pelo menos sua família entende que ela não tem esse dom. Então resolve aprender a adestrar sapos para participar de uma corrida, mas também não ganha.




Entre voos


Três crianças desacompanhadas estão "plantadas" em um aeroporto e devem lidar com a raiva, frustração e com o peso da responsabilidade e medos sobre o futuro adulto.


Uma adolescente está cuidando dos irmãos menores no aeroporto enquanto espera o avião pra visitar a casa do pai porque depois do divórcio eles moram com a mãe.


Um garoto que está na fila se interessa por ela e tenta puxar assunto dizendo que passou pela mesma experiência e até ficou doente, mas o médico o evangelizou e Jesus o ajudou a superar tudo. Ela se interessa pela conversa, mas é só ele começar a evangelizar que ela se irrita e tenta fugir.


Spoilers:


Mesmo ela fugindo do rapaz, eles acabam um do lado do outro no avião e terão mais uma oportunidade de conversar.




Uma alta sem estragos


MIKE - No colégio é bom no basquete e sabe viver sua fé.

HOLLY - namorada de Mike. Em Deus ela não crê, mas tem ideais e bons princípios.

O Professor de biologia diz coisas do tipo: "Sabes, a mente humana é o que há de mais evoluído." O colega Ben escreve seu trabalho de final de curso sobre "A mais alta função do Cérebro Humano". Este filme é o resultado dos pedidos feitos por jovens e líderes de jovens em toda a América: "Deem-nos um filme que faça pensar.”.


Infelizmente a sinopse do filme não é muito clara sobre a história e por isso vou tentar explicar um pouco mais.


Fala sobre um garoto chamado Ben e sua amiga, que tentam influenciar a turma a respeito de Deus e não conseguem. Então eles oram junto com o pastor de jovens na igreja e imediatamente após, o professor dá uma aula sobre o cérebro na escola.


Na aula, ele explica que o cérebro é totalmente desproporcional ao corpo e parece ser projetado pra durar muito mais que a nossa vida. Então eles veem nisso uma ponte de evidência da criação divina.


Eles resolvem pesquisar e descobrem que a mesma área do cérebro estimulada pelo uso de drogas (ficar “alto”;) é estimulada pela adoração e isso significa que somos incompletos porque só Deus pode nos preencher. A intenção de Ben é apresentar o trabalho na classe para os demais alunos como uma forma de evangelismo.


“A maior fonte de Poder na terra necessita da capacidade de entender e controlar a si mesmo”


Spoilers:


O professor não deixa Ben apresentar o trabalho para a turma porque dá nota insuficiente dizendo ser muito fraco. Só que mesmo assim os colegas se interessam e pedem pra ele ler na casa deles.



No ano de 2016, eu assisti a alguns outros filmes antigos além desses, mas não falarei sobre eles. Alguns porque já havia comentado anteriormente e não houve mudanças de pensamento, e outros porque não consegui assistir completos por serem muito ruins. No entanto, há dois deles que não encontro mais absolutamente nada e por isso vou comentar com spoilers o que lembro:


O primeiro chama “Santa Terezinha do menino Jesus”. É um filme católico, mas gostei. Quando Teresinha era criança buscava agradar a Deus com pequenas atitudes até que adoeceu do nada. Pouco tempo depois da sua recuperação, ela diz que a infância acabou e passou a se preocupar mais em orar e ajudar aos outros do que consigo mesma. Então ela tem o desejo de entrar para um convento porque acredita que servirá melhor a Deus lá, mas ainda era muito nova (tinha apenas 15 anos) e precisou pedir autorização até para o papa. A igreja abre uma exceção e permite, mas a vida se torna bem mais difícil porque fazem de tudo pra que ela desanime. Entretanto, não dá certo porque ela se mantém muito firme. Nessa parte até me lembrei um pouco de algumas experiências que tive.


O outro filme chama “Quando as lágrimas caem”. Fala sobre uma família que foi toda assassinada na frente da filha criança. O assassino se converte e vai pedir perdão pra menina, mas ela não aceita. Depois o filme mostra o processo de conversão dele e a vida dela na nova família. Até que ela cresce e se casa com o irmão de criação. Então o cara recebe uma carta da moça na prisão dizendo que ela se converteu e o perdoou. Só achei um pouco estranho porque ela já era cristã, mas talvez não tivesse assumido um compromisso com Jesus ainda. No final, a moça e seu marido o visitam na cadeia. O filme foi tão impactante que eu até chorei quando assisti. Na época pesquisei e descobri que foi feito de forma independente por uma igreja em 1999. Entretanto, hoje não acho mais nada.


LIVROS LIDOS EM 2014

Posted by aventuradeaprender on October 22, 2017 at 10:20 PM Comments comments (0)

LIVROS LIDOS EM 2014


2014 foi um ano bem difícil pra mim (vocês devem se lembrar disso nos testemunhos). Por isso não li tanto e mesmo o que li não me recordo direito, mas vou tentar escrever da melhor maneira possível.


Lembro que li alguns livros de Agatha Christie. Todos os livros dela são bons, mas resenhar é muito complicado porque grande maioria segue a mesma fórmula e qualquer coisa dita se torna spoiler. Li dois infanto-juvenis: “Terror na festa” (Janaína Amado) e “Agitação a beira mar” (Leusa Araújo) que são ótimos, mas não recordo muito bem e os meus escritos são insuficientes pra resenhar. Além disso, li uma trilogia cristã que me fez muito bem na época (ou pelo menos pensei que fez), mas hoje não sei o que dizer sobre aquilo e por essa razão, prefiro fazer silêncio total.



A garota do outro lado da rua

Autora: Lycia Barros


 

Enzo é um menino intelectual e aplicado nos estudos que não se importa em ser ridicularizado pela maioria dos colegas de turma. Ao lado de seu amigo Leandro, entra e sai do colégio com uma vida monótona e sem grandes emoções. Entretanto, há alguém que sempre balança a serenidade de Enzo: Rafaela, sua vizinha de frente, por quem Enzo é apaixonado desde a infância e é sua colega de turma. Porém, linda e popular entre os estudantes, Rafaela não se dá conta da sua existência até que um dia, em uma excursão do colégio, ambos se perdem juntos na mata. Rafaela e Enzo começarão a se conhecer melhor e perceberão o quanto estavam enganados a respeito um do outro. Mas será que esse conhecimento resultará em uma grande amizade? Será que o amor de Enzo sobreviverá além das aparências? Afinal, quem é verdadeiramente a garota do outro lado da rua?


 

Eu já havia lido outro livro da autora (se não me engano em 2012) chamado “A bandeja”. Gostei bastante, mas não me lembro de quase nada. Por isso tinha certeza que gostaria desse. Além disso, o começo da história também se parece com um livro que li no ensino fundamental chamado “A deusa da minha rua”. Em alguns momentos lembra um pouco o filme “Cidades de papel” (assisti em 2015 e já resenhei aqui).


A sinopse já diz praticamente tudo: o nerd que é apaixonado secretamente pela garota mais popular do colégio que praticamente nem sabe da sua existência. Entretanto, um dos diferenciais é a forma que a autora narra: primeiro pelo ponto de vista de Enzo e depois pelo de Rafaela.


No começo, há um trecho que parece totalmente deslocado e sem sentido e à medida que a história vai se aproximando do final fica mais incompreensível ainda, mas depois tudo se encaixa.


Não vou dar spoilers aqui, mas preciso dizer que o livro mostra porque não podemos idolatrar as pessoas. Outro ensinamento importante é que precisamos aprender a valorizar as verdadeiras amizades ao invés de nos importarmos com a opinião dos outros. Entretanto, a principal lição é que devemos olhar para nós mesmos porque muitas vezes achamos ruim quando as pessoas fazem certas coisas conosco sem nos darmos conta de que estamos fazendo exatamente o mesmo.


Spoiler:



Depois da excursão Rafaela continua ignorando Enzo e quando ele tira satisfação, ela diz que podem ser amigos apenas fora da escola porque ela se importava mais com a opinião das falsas amigas do que em cultivar verdadeiras amizades. Quando se “desencanta” dela, Enzo percebe que estava tratando Alana da mesma forma que Rafaela sempre o tratou e resolve dar-lhe uma chance. É dela o poema do começo do livro.

“Lembrei-me também que uma vez li que não é bom que cheguemos muito perto de um ídolo, pois ao tocá-lo o dourado poderia escorrer-nos nas mãos. E era a pura verdade, pois as minhas mãos, agora, já estavam manchadas.”




A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

Autor: Robin Sloan



A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.

Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.

Mas Jannon é curioso…



O livro foi contra todas as minhas expectativas. Pensei que seria uma história de fantasia sobre bruxaria e coisas semelhantes. Às vezes gosto de ler e ver pra saber como funciona o outro lado porque sempre jogam verdades na nossa cara (como no filme “O destino de Júpiter” que resenhei há poucos dias).


Entretanto, mesmo com muitos elementos insólitos, a história é bem realista e ao mesmo tempo perturbadora. Sem dar muitos spoilers, mas existe uma sociedade secreta centenária que busca o segredo da imortalidade através de livros antigos!


O problema é que depois começa a ficar meio chato e monótono com inúmeras descrições sobre o funcionamento de tecnologias modernas e coisas semelhantes. O vai e vem de personagens que não saem do lugar também incomoda um pouco.


Fiquei angustiada (no sentido existencial) com a busca de vida eterna fora do cristianismo (porque só Jesus pode dar vida realmente eterna e feliz), mas o tal segredo da imortalidade no final das contas não é nada blasfemo e até faz sentido. Não tem nada a ver com seitas nem heresias, satanismo, bruxaria ou coisas do tipo. É algo bem real e que não deixa de ser surpreendente quando é revelado no final.


Spoilers:


Os membros do tal clube estavam sendo enganados porque o segredo da imortalidade nada mais era do que escrever porque quem escreve continua vivo através do que escreveu.





Boneca de ossos

Autora: Holly Black



Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam.


Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...


Mas, de repente, Poppy conta para os amigos que começou a ter sonhos com a Rainha – e também com o fantasma de uma menininha que não conseguirá descansar enquanto a boneca de ossos não for enterrada no seu túmulo vazio.


Então, Poppy, Zach e Alice partem para uma última aventura a fim de ajudar o fantasma da Rainha a encontrar seu descanso eterno. Mas nada acontece do jeito que eles planejaram... A missão se transforma em uma jornada de arrepiar.

 

Será que a boneca é apenas uma boneca ou existe algo mais sinistro por trás desses fatos? Poppy está mesmo dizendo a verdade ou tudo isso não passa de um truque para que voltem a brincar juntos?


Se existe mesmo um fantasma, o que vai ser das crianças agora que elas estão nas suas mãos?


Confesso que vai ser bem difícil fazer uma resenha sobre esse livro porque ele me marcou demais na época em que li. A leitura é muito boa, mas o começo é meio chato porque mostra apenas a ficção que as crianças criaram e é tudo fantasioso demais quando não entendemos o contexto.


Depois começa a ficar mais legal e entendemos que os três amigos criaram essa história como uma espécie de fuga do mundo totalmente hostil em que vivem: Alice é órfã e vive com uma avó super protetora que não a deixa fazer nada; Popy tem uma família desajustada de pais que não se importam, irmãos envolvidos com o crime e por isso ela fica jogada de qualquer jeito; já Zach tem um pai sonhador que abandonou a família pra perseguir um negócio e quando tudo deu errado ele voltou pra casa como se nada tivesse acontecido.


É o pai de Zach quem praticamente começa a história. Desiludido pelos próprios sonhos que não conseguiu realizar decide controlar a vida do filho pra que ele seja um jogador de basquete profissional, mas entende que pra isso ele não pode mais brincar e joga fora todos os seus bonecos. Zach fica com muita raiva, mas esconde isso de todos e diz simplesmente que não quer mais brincar.


Tudo seria muito mais fácil se ele simplesmente contasse a verdade no começo (e isso o livro deixa claro ao longo da narrativa). Entretanto, como ele não conta, as crianças começam a brigar. Isso até Poppy dizer que sonhou com a grande rainha dizendo que é um fantasma que não consegue descansar em paz e por isso eles devem procurar enterrá-la. No começo ninguém acredita, mas eles viajam assim mesmo.


Logicamente se a história fosse só isso, ela não me interessaria nem um pouco porque como cristã não acredito nesse tipo de coisa e nem pra entretenimento é proveitoso. Entretanto, o que me fascinou são duas coisas complementares entre si: nós não sabemos se essa história de fantasma é verdadeira ou se Popy inventou tudo, e o tema central do enredo é o amadurecimento. Nós vemos claramente o quanto as crianças mudam em tão pouco tempo e o quão complicado isso é pra elas.


Eu li esse livro em uma época que pra mim também foi difícil. Eu sabia que precisava voltar a ser como criança, mas quanto mais tentava pior eu ficava (já contei isso nos testemunhos).


A vida (tanto normal quanto espiritual) segue um ciclo: somos inocentes, crescemos e devemos voltar a ser como crianças de novo. Entretanto, esse ser como criança não é ser infantil ou imaturo e sim ser simples porque a simplicidade é o segredo da maturidade cristã.


O problema é que a criança é naturalmente inocente, mas inconsciente; e quando crescemos tendo consciência perdemos a inocência. Por isso, precisamos aprender ser conscientes e ao mesmo tempo inocentes. Não dá pra ser inocente pra sempre, mas também não dá pra ser maduro em Deus sendo como adulto nesse mundo.


O mundo adulto quer o tempo todo que sigamos os padrões da sociedade, sejamos independentes, aprendamos a mentir e que deixemos de crer no que é fantástico. Já a maturidade em Deus é muito mais parecida com o universo infantil do que com o que a sociedade tanto persegue. Como diz C.S Lewis:


“Um dia você será velho o bastante para voltar a ler contos de fadas”


A diferença é que a vida cristã apesar de ter todos os elementos do fantástico é ainda mais real e significativa do que tudo o que o mundo chama de real. Por isso acredito totalmente que as histórias infantis nada mais são do que alegorias para o cristianismo (escrevi um texto sobre isso quando resenhei o livro “Era uma vez”;).


“Quando o pai de Zach foi embora, três anos antes, ele disse que montaria seu próprio restaurante na Filadélfia, iria à Itália para estudar como as massas eram feitas e estava conseguindo um horário na TV para fazer um programa noturno, e transformaria isso em uma fortuna. Porém, dois meses depois, ele voltou e foi morar em um dos horríveis apartamentos na maior e menos conservada casa vitoriana e entrava e saía da vida de Zach ao sabor do vento, até finalmente voltar para a casa deles. Era como se a cidade tivesse algum tipo de influência gravitacional nas pessoas que moravam ali. Porém, enquanto Zach ainda pensava naquilo, ele sabia que era apenas mais uma história. Papai estava de volta porque não conseguira aguentar a cidade grande. Isso era tudo. Ele se perguntava se crescer era descobrir que a maioria das histórias não passava de mentira.”



“Se fossem reais, então talvez o mundo fosse grande o bastante para ter mágica. E, se existisse mágica — mesmo mágica ruim, e Zach sabia que era mais provável existir mágica ruim do que qualquer tipo de mágica boa —, talvez nem todo mundo tivesse que ter uma história como a do seu pai, uma história do tipo que todos os adultos que ele conhecia contavam, sobre desistir e crescer amargo. Ele poderia ter ficado envergonhado por desejar mágica em casa, mas lá no bosque parecia possível. Ele olhou para os olhos cruéis e sem vida da boneca, tão perto que ela poderia ter tocado no rosto dele.”


"Há pessoas que fazem coisas e pessoas que nunca fazem... Que dizem que vão fazer, mas simplesmente não fazem. Eu queria ter uma missão. E, agora que tenho uma, não vou recuar. Não vou para casa até terminá-la."


“Não é justo. A gente tinha uma história, e nossa história era importante. Eu odeio o fato de vocês dois poderem simplesmente ir embora e levar parte da minha história com vocês e nem se importarem. Odeio o fato de vocês poderem fazer o que precisam fazer e eu não. Odeio o fato de que vocês vão me deixar para trás. Odeio o fato de todo mundo chamar isto de crescer, mas parece que é morrer. Parece que cada um de vocês foi possuído e eu sou a próxima.”


Não vou dar spoilers aqui e contar se tudo aconteceu de verdade ou não (será que dá uma terceira opção?). Entretanto, a lição principal que todos aprenderam é que mudanças são inevitáveis, mas isso não significa que sejam sempre ruins. Afinal, uma jornada precisa nos mudar pra ter valido a pena!


Spoiler:


No final, Poppy contou que realmente inventou tudo porque ela queria ter uma história real para que permanecessem juntos. Entretanto, o que ela inventou realmente era realidade e eles descobriram isso.




Como viver para sempre

Autor: Colin Thompson



Pedro mora com a mãe e o avô em um museu misterioso cheio de peças magníficas e estranhas, com centenas de portas secretas que levam a corredores e salas há muito esquecidos. Quando seu avô fica doente, Pedro decide sair em busca do pai, que desapareceu em algum ponto do museu antes de Pedro nascer. Durante essa busca, ele encontra uma velha estranha, que lhe entrega um livro chamado "Como Viver Para Sempre", mas obriga o menino a prometer que jamais o lerá. Preso em um mundo em que livros fazem as vezes de casas e no qual sábios não são nem um pouco inteligentes, Pedro conhece uma menina chamada Festa. Ela não sabe onde o pai de Pedro está, mas conhece alguém que pode saber. Juntos, eles procuram o Menino Velho, que tem todas as respostas...



Não é um livro cristão apesar de parecer pelo título, mas é bem estranho porque tem muita verdade espiritual. Só não sei se é uma fantasia que faz alusão ao bem (como Nárnia e o senhor dos anéis) ou algo do mal. Tem muita coisa que não lembro e outras que não entendi nem quando li.


A história do livro é sobre um mundo paralelo que existe em uma biblioteca. O pai de Pedro se perdeu dentro do museu e quando o avô adoeceu, ele decidiu embarcar em uma jornada pra encontrá-lo porque se o avô morrer é o pai que deveria assumir o cargo de zelador no museu porque ele ainda é criança.


Junto com seu gato, ele acaba sendo guiado a uma espécie de passagem secreta e encontra com uma velha centenária que lhe entrega um livro amaldiçoado chamado “como viver para sempre”. Ela lhe explica que tanto ela quanto o filho com doença terminal leram e apesar de não morrerem mais estão condenados a viver para sempre, mas sem amadurecer, sem aprender, e sem ser feliz.


Essa parte me marcou muito porque me lembrou muito da Bíblia. Quando Adão e Eva comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal Deus os expulsou do Éden para selar a árvore da vida. Isso porque se eles comessem viveriam eternamente em pecado e sem chance de salvação.


Dentro do tal universo paralelo, Pedro conhece uma menina chamada “Festa” que diz ser sua zeladora e eles procuram os três sábios que mais parecem os três patetas de tão burros (mas muita sabedoria não está na aparente burrice?). Não demora muito pra descobrirem que o vilão que precisam derrotar se chama “Noturno”.


Entretanto, a história é muito complexa e cheia de simbolismos que não consegui decifrar. Até tenho vontade de ler de novo pra ver se entendo porque realmente me intrigou.


Outras lições interessantes e surpreendentemente verdadeiras são: as crianças conseguem acreditar no que ninguém mais consegue e é assim que a nossa vida deve ser; o caminho mais fácil nunca é o melhor e precisamos fazer sacrifícios; sempre existe uma saída; e dois é sempre melhor do que um porque um ajuda o outro.


"Não tente ser tão velho. Só as crianças tem a mente aberta. Porém, quando elas se tornam adultas as portas se fecham, as cortinas caem e visão delas fica prejudicada. Aceite tudo. Às vezes o que é real pode parecer um sonho e o que parece um sonho pode ser real."


Spoiler:


No final Pedro e Festa descobrem que para a maldição de “viver pra sempre” ser anulada precisava de duas pessoas porque uma ajudava a outra. Ímpar representa a maldição e par, a libertação. O pai de Pedro (finalmente encontrado vivendo uma vida paralela) volta pra casa e seu avô melhora.




O analista

Autor: John Katzenbach

 

Feliz aniversário de cinquenta e três anos, doutor. Bem-vindo ao primeiro dia de sua morte. Assim começa a carta que Frederick Starks, um psicanalista de Nova York, recebe no dia de seu aniversário. A vida tranquila que Starks conhecia até então acaba ali. Ele é lançado em um verdadeiro jogo mortal, por um psicopata que se autodenomina Rumplestiltskin. Em uma eletrizante corrida contra o tempo, Stark deve descobrir a identidade e as motivações do assassino: quem é este homem, cuja vida foi supostamente destruída por Stark no passado? Se falhar, ele testemunhará a destruição de seus familiares e conhecidos, um após o outro... A não ser que tire a própria vida. À mercê de um homem que parece estar sempre um passo à frente, o analista deve usar todos os seus recursos para deter o psicopata e seu desejo de vingança, antes que isso o leve ao suicídio ou à insanidade. Um romance impressionante, na tradição dos suspenses psicológicos, baseado na delicada relação entre analista e paciente.



Eu não lembro de muitos detalhes do livro, mas sei que me marcou bastante.


A sinopse já diz praticamente tudo o que deve ser dito sem dar spoilers. Apenas acrescento que o livro é dividido em três partes e a grande reviravolta é logo no fim da primeira parte. Confesso que foi uma surpresa porque já estava ficando agoniada com o rumo que estava tomando.


A partir da segunda parte, o livro muda totalmente de tom e é aí que a história fica realmente boa. O que mais me marcou foi pensar no quanto, em certos aspectos, minha vida era semelhante à de certo personagem (que não posso falar qual) e que se sobrevivi é porque Deus tem me sustentado. Outro ponto marcante da história é como o protagonista conseguiu executar seu plano sem descer ao mesmo nível dos algozes.


O livro não revela o nome verdadeiro de Rumplestiltskin (e isso torna-se desnecessário) porque prefere revelar sua verdadeira identidade, o que é uma tremenda surpresa.


Spoiler:


O doutor Starks simulou seu suicídio, assumiu uma nova identidade e construiu uma nova vida pra se vingar dos perseguidores: Rumplestiltskin, Merlin e Virgílio (filhos de sua ex-paciente Claire que havia cometido suicídio). Entretanto, fez jogos psicológicos e deixou os irmãos mais novos viverem suas vidas normais apenas sem se esquecer dele e mostrando que não valia a pena culpá-lo pelo que aconteceu com a mãe deles. Além disso, ainda salvou a vida do seu maior perseguidor (o irmão mais velho) quando foi atingido em legítima defesa. Outra revelação é que o tal era paciente dele há muito tempo e usou um nome falso pra se aproximar.



O DJ Choque eletrônico

Autor: Toni Brandão



Alice vai para uma balada e lá as coisas mais incríveis acontecem. Como é que personagens desaparecem? E por que antes de sumirem estes personagens, poucos minutos depois de estarem ali, afirmam que nunca haviam conhecido a garota antes? De repente um grande segredo é revelado (ou um pouco revelado): será que a aventura pode continuar num novo romance?


 

No começo a leitura é meio chata e confusa porque não dá pra entender muito bem, mas depois de poucas páginas melhora.


Além disso, a história tem tudo pra ser alguma coisa relacionado com fantasmas e coisas sobrenaturais, mas no fim não é nada disso e as explicações convencem totalmente.


Não lembro de muitos detalhes, mas o livro me surpreendeu.


Spoiler:


Tudo se encaminhava pra tal balada ser uma espécie de mundo do alem, mas não era. Na verdade se tratava de um mundo virtual onde o idealizador colocava perfis de jovens mortos (com o mesmo nome) como protagonistas e quem jogava assumia a identidade deles. Por isso a tal porta misteriosa era a saída do jogo e quando o avatar voltava já era outra pessoa jogando e por isso não se lembrava de mais nada.





Paranóia – A síndrome do medo

Autora: Stella Carr



O que homens poderosos da cidade escondiam naquela velha rua de acesso proibido?



Lembro que o livro foi bastante marcante e surpreendente por tratar de assuntos meio pesados pra uma literatura infantil, tais como a definição de terror, vazio existencial, experimentos secretos, conspirações de governo...


Além disso, a história é totalmente surpreendente porque existe sim um mistério, mas não é o que parece no começo. Como vou explicar? Deixa um ar de surpresa e ao mesmo tempo de tristeza...


O terror é imprevisível? De onde ele vem e como se infiltra nas pessoas?

Tudo o que sabemos é que, uma vez dentro de nós, o terror age como uma doença: percorre o corpo através das fibras dos nervos, penetra na medula dos ossos, perfura as células e incha dentro delas, até que se tornem esponjas monstruosas.

Uma vez instalado, o terror produz larvas, que devoram nossas entranhas e caminham na direção do cérebro, até alcançar as fronteiras do equilíbrio mental.

Atravessando essa linha, o terror finalmente devora a sanidade, mas não mata. Ele continua arrastando a vítima através do pesadelo vivo, pelos caminhos do delírio, para além da loucura!

Esses são os sintomas físicos do terror em seu último estágio. É possível evitar isso? Quais os estágios que antecedem o terror?

Hipótese: estágio 1 – MEDO

estágio 2 – PAVOR

estágio 3 – TERROR



Sem dar muitos spoilers, mas nos faz pensar no quanto podemos ser enganados através da ilusão e poder de controle sobre a natureza. Hoje é cada vez mais claro que quando o homem resolve brincar de ser Deus somente podemos esperar tragédias como resultado de tamanha insanidade.



“É em situações comuns, na rotina do dia a dia, que se instala de repente do fenômeno do medo. Este sentimento, a princípio não é levado a sério pelas pessoas atingidas. É visto como excesso de fantasia, causada por imaginação desenfreada ou extremo cansaço.

Se não for controlado ou bloqueado, esse medo evoluí de sensação incômoda para um sentimento de angustia. Aos poucos ele cresce, vai ganhando um peso físico e contamina toda a atmosfera que cerca o indivíduo.

Nesse estágio de desenvolvimento, o fenômeno do medo pode conduzir uma pessoa equilibrada, sem que ela perceba, para a armadilha de um funil. A passagem vai se estreitando, até que a vítima entre pela única abertura que vê a sua frente e fique encurralada dentro de um túnel interminável, escuro e sem alternativas.

É o estágio do pavor!”


Spoiler:


O professor Silvio realmente morreu de susto quando viu uma das criaturas modificadas que no fundo eram humanas mesmo parecendo animais. Já as pessoas da cidade não estavam fazendo nenhum mal, apenas protegendo os filhos e os habitantes da cidade do engano a que foram submetidos no passado.




Trilogia Gurney

Autor: John Verdon


 

Eu sei o que você está pensando


 

Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.



Feche bem os olhos



Dave Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio. Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi.

A princípio, Dave reluta em aceitar o convite, preocupado em preservar seu casamento, já que sua esposa, Madeleine, é totalmente avessa ao seu envolvimento em qualquer assunto policial. Porém, recusar-se a participar da investigação seria ir contra sua essência e Dave acaba se convencendo de que não conseguirá dormir em paz enquanto o criminoso estiver à solta.

Quando começa a entrevistar parentes e conhecidos de Jillian e a avançar no caso, fica claro que o assassino é não só mais inteligente e implacável do que ele esperava, como também destemido o suficiente para atacar seu ponto fraco. Dave terá que pensar além das evidências para desvendar o quebra-cabeça mais sinistro com que já se deparou.


 

Não brinque com fogo



No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto. Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas. Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação. Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele. Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso. Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, “Não Brinque Com Fogo” vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.



Li essa série de uma vez na época, mas não lembro de todos os detalhes.



A base dos três livros é a mesma: Dave Gurney é um policial aposentado que foi morar no campo por insistência da sua esposa Madeleine que não gosta do trabalho dele. Entretanto, ele não consegue ficar parado e por isso sempre ajuda seu amigo Jack Hardwick a resolver casos complicados. O mais surpreendente, é que Madeleine mesmo não gostando é quem sempre dá as melhores pistas.


 

Os livros são muito longos e detalhados, mas prendem a atenção e não são cansativos. Entretanto, pela minha experiência em ler livros e ver filmes desse tipo nem todos foram tão surpreendentes quanto deveria.


 

Em “Eu sei o que você está pensando” descobri o assassino assim que ele apareceu no livro, mas não consegui decifrar a forma de ação. Em “Feche bem os olhos” identifiquei tanto o vilão quanto seu modo de agir desde o começo. Já em “Não brinque com fogo” não consegui descobrir o assassino até ser revelado, mas soube o modo de ação desde o começo.


Outro fator que me fez gostar muito dos livros foram as inúmeras citações e lições de vida. Anotei uma do primeiro livro do tanto que é marcante:



"Os problemas pessoais que mais nos incomodam, os que parecemos incapazes de deixar de lado, são aqueles em que representamos um papel que não estamos dispostos a reconhecer. É por isso que a dor permanece: porque nos recusamos a olhar para a fonte do sofrimento. Não podemos nos livrar da dor porque nos recusamos a olhar para o que nos prende a ela. A pior dor da nossa vida vem dos erros que nos recusamos a admitir, das coisas que fizemos e que estão a tal ponto em desarmonia com quem somos que não suportamos olhá-las. Viramos duas pessoas numa pele só, duas pessoas que não se suportam. O mentiroso e a pessoa que despreza mentirosos. O ladrão e a pessoa que despreza ladrões. Não existe dor como a dessa batalha que é travada furiosamente no nível subconsciente. Nós fugimos dela, mas ela foge conosco. Para onde quer que fujamos, levamos a batalha junto.”


Essa é a exata descrição que a Bíblia relata da luta do espírito contra a carne ou da nova natureza contra a velha natureza. Todas as pessoas tem essa luta em certa medida porque Deus nos deu a consciência e o desejo pela eternidade. Entretanto, nos não cristãos a guerra é externa porque o Espírito Santo busca convencer de fora, mas em quem já se converteu como Ele mora dentro de nós a guerra se torna interna e ainda mais intensa. Apenas para quem está em Cristo há possibilidade de Vitória mesmo a luta sendo ainda mais constante e perceptível.


“De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” Romanos 7. 17 a 25


O DESTINO DE JUPITER

Posted by aventuradeaprender on October 6, 2017 at 8:55 AM Comments comments (0)

RESENHA DE FILME




O Destino de Júpiter (assistido em 2017)


Júpiter Jones é a descendente de uma linhagem que a coloca como a próxima ocupante do posto de Rainha do Universo. Sem saber disto, ela segue sua vida pacata trabalhando como empregada doméstica nos Estados Unidos, país onde vive após deixar a Rússia. Um dia, ela recebe a visita de Caine, um ex-militar alterado geneticamente que tem por missão protegê-la a todo custo e levá-la para assumir seu lugar de direito.


Eu confesso que não gosto muito de filmes que envolvam super heróis, mitologias e coisas semelhantes. Entretanto, assisti esse porque vi uma indicação enquanto pesquisava sobre os sinais dos tempos. Alguns canais (especialmente em relação ao sinal profético de Apocalipse 12 que ocorreu no último 23 de setembro) disseram que Júpiter representa o filho varão (igreja arrebatada). Lógico que fiquei curiosa e por isso assisti.


Devo avisar que esse texto não é uma dica de filme, mas uma tentativa de explicação. Por isso darei spoilers e se não quiser saber detalhes do enredo é melhor não ler a partir daqui.


O começo do filme é bem confuso e não entendi muito bem. Apenas nos últimos momentos consegui entender porque Júpiter está representando o filho varão de Apocalipse 12, mas comecemos do começo assim como deve ser.


Primeiro precisamos conhecer o universo do filme. Para o grande público é bem fantasioso, mas pra mim (e pra quem estuda conspiração, ufologia, nova ordem mundial, sociedades secretas e afins) o tema é bem familiar.


Balem, Kalique e Titus são os herdeiros da dinastia alienígena Abrasax que é dona de vários planetas, inclusive da terra. A mãe deles era Seraphi, mas ela morreu há milhares de anos. Eles são sempre jovens e fortes, mas pra isso precisam de um tal néctar que conseguem dos humanos dos planetas que são donos. De acordo com o universo do filme, o planeta terra nada mais é do que uma fazenda destinada a servir de alimento para os deuses alienígenas. Os donos da terra controlam o planeta dando alimento e toda condição de sobrevivência até chegar ao dia da colheita (abate).


Os irmãos da dinastia Abrasax descobrem que a mãe deles (dona da terra realmente) reencarnou (o que chamam de recorrência) em uma jovem humana chamada Júpiter. Por isso Balem (o irmão mais velho que atualmente tem a proeminência) quer matá-la pra que não tire o planeta dele. Já Titus, o irmão caçula, pretende casar com ela (porque através do casamento ele se tornará o dono) e depois igualmente matá-la. Kalique não sabemos o que pretende.


Titus contrata Caine (um lobisomem) para ir atrás de Júpiter, mas sem revelar suas intenções. Na terra, ela é uma jovem humilde empregada doméstica muito pobre e cheia de problemas na família. Quando Caine a localiza, começa uma perseguição de tirar o fôlego porque ele deve protegê-la antes que os monstros mandados por Balém a encontrem.


Quando Caine descobre as intenções de Titus resolve salvá-la sozinho. Enquanto isso, Júpiter está aprendendo o que é ser parte da realeza cósmica. Aprende, inclusive, que a burocracia do espaço consegue ser pior do que a da terra. Não demora muito e ela descobre que eles são todos perversos e a única coisa que quer é voltar pra casa. Entretanto, sua família é sequestrada e tentam convencê-la a desistir da realeza para salvar sua família terrena porque se ela não abrisse mão do seu título eles seriam mortos.


Júpiter então toma a decisão mais humanamente improvável. Resolve sacrificar sua família pra salvar a humanidade, mas milagrosamente consegue destruir sua família cósmica perversa e tem assim sua família terrena salva também. De volta ao nosso mundo continua na sua vida de serva humilde, mas apenas ela e Caine (que se tornou seu namorado) sabem que ela é da realeza e dona da terra e é por causa dela que a terra está salva.


"O tempo é a mercadoria mais valiosa do universo”.


“Minha mãe me fez entender que toda sociedade humana é uma pirâmide e que algumas vidas sempre importarão mais do que outras.”


"As mentiras são uma necessidade. São a fonte do significado, de crença e esperança. Honestamente, as mentiras às vezes são a única razão pela qual eu saí da cama."


“Eu vou fazer a colheita no planeta antes que ela consiga tirá-lo de mim.”


“Não é o que você faz. É o que você é.”


Isso tudo pode estar parecendo uma ficção das mais fantasiosas possíveis, mas não é. Esse filme é dos mesmos criadores da trilogia “Matrix”. E pra quem ainda não entendeu: lá não está mostrando que Neo é o salvador que vai libertar o mundo da ilusão da matrix. O verdadeiro ensinamento é que não podemos resistir porque é inevitável o controle e só os escolhidos podem despertar. Outros filmes tratam da mesma temática: O show de Truman, Agentes do destino, A caixa, Lego, o predestinado e vários outros.


A base disso é uma doutrina totalmente demoníaca que antes era conhecida nas sociedades de mistérios pagãs, depois se tornou gnosticismo e hoje é crida principalmente pela ufologia esotérica. Segundo essa teoria, não existe um Deus de Amor que ama a humanidade. Eles creem que somos apenas experimentos dos deuses, demiurgos ou extraterrestres e esse planeta nada mais é do que uma prisão feita por entidades malignas que querem nos controlar e escravizar.


No paganismo secreto eles adoravam esses seres como deuses (por isso os deuses pagãos parecem mais com humanos perversos, caprichosos e egoístas). Já no gnosticismo arrumaram uma salada mista bem louca pra dizer que Jesus era um desses espíritos evoluídos em oposição ao deus mau do antigo testamento e por aí vai... Os caras parecem que tomavam drogas alucinógenas de tão complexo é o que inventaram, mas a base é a mesma: negavam que Cristo é Deus encarnado que morreu pra salvar toda a humanidade e/ou transformavam o cristianismo em coisa de uma pequena elite eleita despertada pelo conhecimento das verdades secretas que nem todos podiam conhecer.


Atualmente quem acredita assim são os defensores da teoria ufológica dos annunaki que até hoje não descobri quem está por trás. Eles são encontrados principalmente em grupos de ufologia e conspiração. Resumindo: creem no mal, mas não no bem; ou então buscam um “bem” totalmente afastado de Cristo (o pessoal da nova era) rebelando-se contra o “sistema”.


Para quem conhece a Bíblia está bem claro de que esses tais deuses, annunaki, alienígenas e o diabo a quatro nada mais são do que anjos caídos que se rebelaram contra Cristo, o Verdadeiro Criador. Por isso querem ou receber adoração como “deus” ou serem temidos deixando as pessoas totalmente sem esperança. Não entendo bem, mas parece que não só o antigo paganismo secreto e o gnosticismo, mas também o islamismo tem uma ideia bem parecida de “deus”.


O principal motivo de as sociedades secretas pagãs, gnósticas e satânicas odiarem o cristianismo é porque eles tiveram seu esquema exclusivista destruído porque eles diziam ter o monopólio da representação de deus (com letra minúscula mesmo). Já o plano do Deus Verdadeiro em Cristo é pra todos (pra quem quiser). Se todos não são salvos e chegam ao aperfeiçoamento em Cristo é porque não querem e resistem a Graça de Deus que capacita pra salvação e santificação. Não é porque Deus não quer ou existe uma prisão no mundo. É verdade que o diabo cega, controla, tenta impedir... Mas isso NUNCA é maior do que a ação de Deus que busca e atraí a todos.


Uma das razões pelas quais me afastei de muitos debates sobre nova ordem mundial, illuminati, conspiração e afins é que a maioria dos envolvidos não crê em Deus ou deixaram de crer para acreditar nesse tipo de teoria. Eles chegavam ao ponto de dizer que Enoque, Abraão, Moisés, Elias e outros profetas bíblicos de alguma forma foram escolhidos e poupados pelos “deuses alienígenas” pelo serviço prestado de enganar a humanidade. Deus tenha misericórdia!


Não tem muito a ver com o filme, mas estou muito incomodada pra dizer: a você, irmão em Cristo que entende sobre a conspiração, por favor, pare de se referir a humanidade como gado ou termos afins porque isso só reforça o que o diabo está fazendo. Nós precisamos ser canal de benção e não de maldição para as pessoas.


Voltando ao filme: apesar de ser um claro condicionamento para a operação do erro mostra claramente como o esquema funciona. Há anjos caídos e demônios das mais diversas formas físicas e maneiras de trabalhar, mas todos tem o mesmo objetivo: a destruição da humanidade.


Pra quem ainda não está familiarizado com o tema: a operação do erro será revelada durante o Apocalipse na tribulação. Os anjos caídos virão para a terra e se passarão por extraterrestres dizendo que nos criaram e nos ajudam. De alguma forma darão um jeito de submeter as religiões a uma religião global. Usarão o argumento de que todas as religiões e mitologias foram mal interpretadas no passado porque não tinham a “história completa” que eles vieram trazer.


Com certeza absoluta, essa nova religião mundial negará a divindade de Cristo O reduzindo a um mero profeta, avatar ou exemplo de moralidade. Dessa forma não existirá mais cristianismo. Todas as igrejas por mais corruptas que sejam ainda não chegaram a esse ponto e por isso mesmo nas piores ainda é possível encontrar verdadeiros seguidores de Cristo.


O filme mistura elementos de religiões pagãs, contos de fadas e mitos comuns como condicionamento pra operação do erro. Vi alguns comentando inclusive que a história começou como “Cinderela” e terminou como “A bela e a fera”.


A tal colheita que o filme se refere nada mais é do que a tribulação em que o diabo e seus anjos caídos estarão na terra materializados pra enganar o maior número possível de pessoas porque sabe que o tempo é curto:


“Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.” Apocalipse 12. 12


Júpiter representa a igreja arrebatada (filho varão) porque é ele que impede que o mistério da iniquidade seja revelado:


“E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.” 2ª Tessalonicenses 2. 6 a 8


A Igreja vencedora arrebatada faz parte da realeza porque é ela que governará esse mundo com Cristo no milênio. Entretanto, pra ser vencedor em Deus é preciso viver como servo e muitas vezes ser humilhado, desprezado, escarnecido e tido como gente sem importância. É por causa dos vencedores (filho varão) que esse mundo não está entregue de vez ao mal porque mesmo ninguém (nem eles mesmos) sabendo já lutaram com o mal e tem vencido.


“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1ª Pedro 2. 9


Outro ponto que o filme deixou claro é que pra ser vencedor muitas vezes precisamos ir contra aos que amamos, mas paradoxalmente é isso que os salva. Entretanto, se optarmos pelo nosso conforto e por sermos aceitos pelas pessoas acabamos sendo derrotados.


É claro que os vencedores da igreja arrebatada não são filhos do diabo, mas quando o arrebatamento acontecer é a desculpa que darão. Os anjos caídos travestidos de alienígenas dirão que eles precisaram ser removidos porque eram do mal e estavam atrapalhando a evolução. E de fato, os cristãos vencedores em Deus sempre foram tratados por esse mundo como derrotados.


Resumindo, o filme disse verdades misturadas com as piores blasfêmias possíveis como tudo o que fazem. Eles não podem esconder a verdade porque todos tem que saber pra que não tenham a desculpa de que não foram avisados, mas ao mesmo tempo corrompem para que a Verdade fique o mais escondida possível.


E quanto a nós, que sejamos achados dignos por Deus de ser não apenas cristãos, mas vencedores. E esse segredo o filme mostrou: viver nesse mundo com a mente nos céus, mas na terra ser servo, humilde e desprezado. Ninguém pode declarar que já alcançou, mas podemos sempre clamar pela Graça e Misericórdia de Deus para que nos faça vencedores nem que seja a pauladas porque joia preciosa pra ser lapidada precisar passar pelo tratamento da água, do fogo e do choque.

FILMES ASSISTIDOS EM 2015

Posted by aventuradeaprender on October 1, 2017 at 10:50 PM Comments comments (0)

FILMES ASSISTIDOS EM 2015


Antes de postar as resenhas devo fazer um pequeno esclarecimento. Em 2015 assisti alguns filmes a mais do que os dessas resenhas, mas eles não foram marcantes nem para o bem nem para o mal. Muitos deles até dormi de tão ruins que eram e outros em nada acrescentaram (apenas propaganda espírita ou sustos sem propósito). Assisti também a três filmes cristãos: “A cura pela Graça”, “Nova esperança” e “Parada inesperada”. Divertiram um pouco, mas foi bem clichê e não me marcaram. Por isso não tenho comentários sobre eles.




A entidade 2


Courtney, uma jovem mãe solteira e superprotetora de dois gêmeos de 9 anos, se muda com os filhos para uma casa em uma área rural de uma pequena cidade. Logo, ela descobre que o local foi palco de estranhos acontecimentos e que sua família está marcada para morrer.


O filme é bom, mas não tanto quanto o primeiro que foi muito forte e impactante pra mim. Como penso que todos os que estão lendo essa resenha já assistiram ao anterior não hesitarei em dar spoilers.


No primeiro filme, um escritor de livros sobre eventos sobrenaturais se muda com a família para uma casa onde anos antes uma criança matou a família inteira em um incêndio e logo depois desapareceu. Durante o filme entendemos que existe um demônio que corrompe a inocência das crianças e a faz matar a família se tornando sua prisioneira e mantendo o círculo de crimes. O problema é que o policial e nós achamos que o ataque seria na casa que estavam morando, mas na verdade acontece quando se mudam. Na casa do crime anterior tudo o que fazem é perturbar, mas não podem atacar.


A lição de tudo isso é mais do que clara: não é fugindo dos problemas que eles são resolvidos. Demônios, pecados, erros e todo tipo de coisa ruim devem ser enfrentados. O filme não entra em detalhes, mas o poder do mal só pode ser vencido através do Poder de Deus. Pesquisei e vi que o filme foi feito por cristãos. Então mesmo que implícita a mensagem está lá. A missão do escritor seria lutar contra e desmascarar, mas a covardia falou mais alto e por isso sua filha foi possuída e matou toda a família.


Em “A entidade 2”, o protagonista é um policial amigo desse escritor personagem do filme anterior. O problema é que ele foi demitido porque ajudou na pesquisa além de ter se tornado o suspeito número um do crime. Por isso, ele assume a liderança da investigação do caso determinado a entender o que matou seu amigo.


Ele viaja pra casa onde o escritor morou e descobre que Courtney (uma mãe que foge com os filhos gêmeos do marido violento) está morando lá. Na casa, as “crianças possuídas” e o demônio já estão influenciando um dos irmãos para continuar a sina da maldição. Enquanto isso, Courtney e o policial começam a ter um envolvimento e são constantemente perseguidos pelo ex-marido. Não vou falar mais nada porque é um filme famoso e facilmente encontrado.


Farei apenas um comentário: como já disse, o primeiro filme mexeu muito comigo por causa da mensagem espiritual totalmente bíblica. Entretanto, fiquei com bastante dó das crianças que parecem ter sido simplesmente usadas pelo demônio sem ter escolha alguma. Esse filme preencheu totalmente essa lacuna de forma clara e inquestionável.


Spoilers:


O demônio escolhe um dos gêmeos, mas o garoto simplesmente não aceita (“não quero ficar como vocês.”;) e por isso ele se volta para o outro irmão que já demonstrava ser perverso. Isso mostrou que as crianças tiveram sim escolha e não foram vítimas indefesas.

O pai violento os sequestra durante o filme, mas a mãe e o ex-policial vão atrás. Então a criança mata o pai, mas toda a família escapa. O demônio furioso destrói o garoto porque ele não conseguiu matar a todos. Só que no final quando parecia estar tudo bem o demônio aparece de novo e o filme acaba ficando no ar se ele voltou ou se foi apenas uma lembrança ruim.



Chamada não identificada (ou chamada desconhecida)


Quem sou eu? Esta é a pergunta que assombrará Colin Miller e sua família ao longo dos próximos 90 minutos. Colin, um homem de negócios muito bem sucedido, que, apesar de um casamento fracassado, tem tudo o que quer: uma casa totalmente multimídia e high-tech, um carro esportivo caríssimo e sua filha pequena por perto. Quando ele tem a noite para ficar com sua filha - sua ex-esposa a deixa na porta da casa para ir jantar com seu novo namorado -, um telefonema muda tudo. No display do celular, a pessoa que está ligando não pode ser identificada. Do outro lado da linha, uma voz misteriosa avisa Colin que há uma bomba sob a casa e que todos os movimentos dentro da residência estão sendo monitorados. Começa um jogo de adivinhação mortal, já que além da bomba, há um atirador de prontidão, mirando Colin e sua filha o tempo todo. Para sair dessa, ele terá que descobrir quem está fazendo essa ligação. O tempo está correndo!


A sinopse do filme já conta praticamente toda a história que podemos saber sem dar spoilers. Gostei muito, talvez pela semelhança com “Deus existe” que já resenhei nesse site.


Quando Colin recebe a ligação, o atirador diz que qualquer um pode entrar, mas ninguém pode sair, mandar mensagem ou ligar. Então diz que vai jogar um jogo e que ele tem que descobrir quem é através de algumas pistas que daria. No começo ele ignora, mas depois aceita. A situação se complica quando envolve a ex-mulher e o atual namorado dela. É até meio engraçado ele tentando explicar a situação para os dois sem conseguir.


As tais pistas do assassino são a melhor parte do filme todo. Através delas entendemos que não podemos ter a obsessão de sermos os melhores em tudo passando por cima dos outros para conseguir nossos objetivos porque quando humilhamos as pessoas ou somos coniventes podemos deixar marcas difíceis de serem curadas.


No final o mistério é resolvido e o filme tem um final bem feliz além de tudo o que poderíamos pensar em uma história desse tipo. Ele deixa claro que devemos valorizar nossa família e não apenas dinheiro, carreira e posição social.


Spoilers:


A primeira pista diz que Colin deve achar a foto da pessoa que o fez ser quem é e ele acha logo, que é o pai. Foi o pai dele que sempre o ensinou a ser o melhor em tudo e ele cresceu com essa obcessão, querendo ser o melhor e passando em cima dos outros. As outras pistas são colegas de turma que ele humilhava ou ajudava a humilhar.

A ex-mulher de Colin e o atual namorado dela só entendem o que está acontecendo quando são feridos e aí resolvem ajudar. Todos conseguem sair de casa e encontram o atirador em uma estátua. Então Colin fala que descobriu, que o tal na verdade é um ex-amigo de escola também. Aí ele tira a máscara e revela que atualmente trabalha em uma área que seria desapropriada por causa do trabalho de Colin. Quando ele ataca, o atirador acaba caindo lá de cima e morre.

No final mostra que Colin voltou com a mulher, o outro com outra mulher e as crianças brincando juntas. Ao longe um rádio falando que o negócio havia sido desfeito.



 


Cidades de papel


"Cidades de Papel" é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin e em sua enigmática vizinha, Margo, que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor.


Confesso que assisti sem muitas expectativas porque já sabia que se tratava de um filme adolescente, mas até que foi interessante. Lógico que devemos ignorar as partes claramente anticristãs e que mostram pecados como coisas normais na vida dos jovens.


Quentim tem três melhores amigos e admira Margo, a vizinha perfeita. Eles eram muito amigos quando crianças, mas se afastaram com o tempo. Só que ele nunca conseguiu esquecê-la e sempre a idealizava.


Um dia Margo apareceu no quarto de Quentim e pediu seu carro emprestado para andarem juntos pela cidade se vingando de todos que a prejudicaram. O problema é que no dia seguinte ela desaparece e ele fica como responsável de toda confusão.


Quentim acredita que Margo deixou pistas para ele encontrá-la e vai procurá-la junto com os amigos. Então eles descobrem uma cidade de papel e viajam atrás dela.


Foi bem interessante também o conceito das tais “cidades de papel”. Pelo que entendi são lugares fictícios que eram colocados pelos criadores de mapas para que soubessem quando seu trabalho foi plagiado.


Não vou contar o que acontece no filme, mas a lição que fica é como muitas vezes idolatramos apenas aparências sendo que nossa verdadeira felicidade e satisfação estão mais perto do que possamos pensar.


Spoilers:


Os amigos desistem e voltam, mas Quentim continua até encontrar Margo. Então ela disse que deixou as pistas pra dizer que estava bem, mas não eram pra ele decifrar nada e que todo mundo idolatra ela sem motivo porque na verdade ela é muito frágil e precisou desaparecer pra se encontrar. Depois ele volta pra festa de formatura pra se divertir com os amigos e meio que fica em aberto se eles vão se ver de novo ou não.




Divertida mente


Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.


Eu gostei tanto do filme que até tenho dificuldades em falar sobre ele, mas vou tentar.


Riley precisa se mudar com os pais para uma nova casa, mas sente muita falta da antiga porque não consegue se adaptar. Só que o filme foca em mostrar as “pessoas” que vivem dela, as suas emoções: Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho E Raiva.


Tudo o que acontece com a menina é por causa das emoções. Até então a “Alegria” era a chefe e por isso tudo ia bem, mas depois de uma briga ela e a “Tristeza” são banidas da sala de controle e Riley começa a ficar estranha porque “Raiva” assume o comando e destrói tudo de bom que ela já teve até agora.


Alem das emoções, o filme mostra as ilhas de personalidade (família, honestidade, amigos, hóquei e diversão)... Essas ilhas são o que equilibram a vida de Riley, mas podem ser destruídas por completo se as emoções estiverem fora de controle.


A ideia geral do filme é mostrar o quanto todas as emoções são importantes para o pleno desenvolvimento humano, mas precisam estar equilibradas. A alegria é importante, mas descontrolada é alienação e imaturidade; A tristeza em excesso é depressão, mas controlada gera o arrependimento e quebrantamento; a raiva equilibrada se indigna com o erro, mas descontrolada se transforma em ira que é pecado; o nojo e o medo servem para nos proteger dos perigos, mas em excesso se torna em preconceito e pânico.


Claro que não pude deixar de associar com o desenvolvimento e maturidade espiritual. Uma fé que busca negar as tristezas e dificuldades é extremamente imatura, mas a verdadeira alegria é só Deus que pode dar porque ela não está nesse mundo.


Além disso, para Deus nos dar o verdadeiro e definitivo, primeiro Ele precisa nos quebrantar (destruir para reconstruir). Outro ponto interessante de reflexão é que a única forma de as emoções serem verdadeiramente equilibradas é se estiverem submetidas ao controle do espírito (e isso vale para a mente e a vontade que também fazem parte da alma juntamente com as emoções).


Spoiler:


Riley resolve fugir de casa com o dinheiro que roubou da mãe e todas as ilhas são destruídas. Quando a “Alegria” e a “Tristeza” voltam pra sala de comando, a “Tristeza” assume fazendo a garota ficar triste, o que gera o arrependimento e aí tudo é refeito, mas fica diferente dando a entender que acabou a infância e começou a adolescência com um sistema mais complexo.





Escrevendo uma nova vida (ou uma carta para você;).


Maggy é uma adolescente rebelde que almeja pelo sucesso de sua banda de rock, ao passo que sua mãe não aprova a música. Quando ela recebe uma carta misteriosa pelo correio, de remetente desconhecido e um conteúdo que a encanta, ela passa a procurar o autor da carta. Sua surpresa é encontrá-lo em uma casa de repouso. Suas experiências a partir daí passam a mudar seu modo de ver a vida.


Maggy é uma adolescente que vai muito mal na escola e vive maltratando a mãe porque a única coisa que ela se importa é uma banda que faz parte junto com o namorado.


Então ela recebe uma carta dizendo o quanto é importante, mas não conhece a pessoa que mandou. Investigando, descobre que é de um senhor chamado Sam. Ele mora em um asilo e tem como ocupação escrever cartas pra pessoas desconhecidas.


No começo Maggy reluta, mas aos poucos se tornam muito amigos e confidentes. Através de Sam, ela descobre aos poucos que está errada. Além disso, perde tudo o que tinha: a banda, o namorado, os amigos...


Entretanto, algo a intriga porque Sam diz que ela deve continuar seu trabalho, mas não consegue escrever absolutamente nada.


“E essa chave é sua e somente sua...”.


Eu gostei bastante do filme, mas esperava mais pra uma produção que se diz cristã. O filme mostra os valores, mas não fala nada de Jesus especificamente.


Spoiler:


Quando Sam morre, Maggy finalmente entende que deve mesmo usar o seu talento, que é cantar, mas pra ajudar os outros e não pra se promover. O talento dele era escrever e o dela é cantar, mas todos são importantes porque podem impactar a vida dos outros.




Exorcistas do Vaticano


Angela Holmes corta seu dedo e vai parar na emergência quando a infecção do ferimento faz com que ela comece a agir de forma estranha. O padre Lozano examina a moça e acredita que ela está possuída. Mas, ao tentar exorcizar o demônio, o Vaticano descobre que a força satânica em Angela é mais forte do que eles imaginavam.


O começo do filme que fala sobre a atuação maligna na terra e o apocalipse em forma de documentário é mais interessante do que o filme inteiro.


A história é sobre uma jovem que se corta e começa a atrair o mal pra si e para os outros até que sofre um acidente e fica em coma por 40 dias. Quando acorda começa a agir de forma estranha matando pessoas só com a sua presença.


Primeiro tentam um tratamento psiquiátrico e depois um exorcismo, mas não adianta porque podemos inferir que ela morreu no acidente e um demônio ocupou o corpo. O que não dá pra entender é como alguém fica possuído dessa forma só por causa de um corte no dedo...


A história do filme é bizarra demais, mas mostra como o povo é facilmente enganado com sinais miraculosos. Nesse ponto lembrou bastante “o visitante” que já resenhei por aqui.


Spoiler:

O final mostra Angela como se fosse o anticristo e fazendo milagres. Ficou parecendo um aviso de que o anticristo já está na terra, mas terem colocado como uma mulher foi bizarro.





Labirinto – Desafio final


Frikke, um garoto de 14 anos, apanha uma sacola que um ciclista deixou cair. Dentro, ele descobre um jogo de computador sinistro que usa crianças reais da sua vizinhança como jogadores. Dentro desse universo alternativo, ele encontra Nola, uma jovem presa no labirinto. Começa uma corrida contra o tempo, e a única maneira de escapar desse lugar é encontrar o seu diabólico criador.


O filme conta a história de um menino (Frikke) que é chamado a participar de um jogo em que os personagens são crianças reais presas dentro dele, mas ele é visto por elas apenas como um chapéu falante. O objetivo é achar a saída senão as crianças seriam mortas.


Enquanto investiga, o menino encontra um rapaz que foi o primeiro jogador e ele explica que isso é um truque pra decifrar o código e o jogo poder ser comercializado, e por isso precisam impedir. Depois eles descobrem que o labirinto na verdade é a cidade e as crianças vão para lá quando são fotografadas e ficam em coma por aqui. O problema é que Frikke teme terminar o jogo e não conseguir se aproximar de Nola porque ela não lembrará mais nada do jogo muito menos dele.


“Aquele que aqui está preso sua vida perde.”


A história do filme é legal, mas confusa em alguns momentos e mesmo no final deixa muitas pontas soltas que não entendi completamente.


Entretanto, o mais marcante foi mostrar como tem certas coisas que nada é capaz de apagar nem de destruir porque nos marcam profundamente. A minha professora de escola bíblica contou de uma conhecida que perdeu a memória e não se lembrava mais nem do próprio nome e da família, mas continuou sabendo perfeitamente tudo sobre sua vida cristã.


Spoilers:


No final eles descobrem que quem está por trás do jogo é um fotógrafo que usa uma câmera antiga, de propriedade de Frikke (mas não explica de onde saiu a câmera e porque acontece isso, só fala que é do avô;). Então percebem que o melhor é realmente jogar e sair de lá. Quando conseguem fotografam o fotógrafo e prendem-no para ele não conseguir mais sair. Eles decifram o código e entendem que são palavras (peixe, fechado, preguiçoso e manuscrito) formando uma frase em latim que significa “aquele que aqui está preso sua vida perde”.

Frikke começa a gostar muito de Nola, mas teme dela não se lembrar de nada quando acorda do coma. Um dia andando na rua eles se encontram e ela lembra dele: chama de “Chapéu” e diz que não sabe porque está chamando assim, mas sente como se conhecessem e tivessem vivido muitas coisas juntos.




O despertar da fé


Através dos amigos, Thomas conhece Jessie, uma menina cristã que se muda para o bairro, e logo os dois se aproximam. Thomas parece estar vivendo um sonho ao lado da mulher que ama, com os amigos e sua mãe. Mas o vazio interior e as frustrações pessoais que o mundo não pode satisfazer, ele perde o controle e se vê em uma vida mundana e sem valor. Quando sua mãe, que o criou sozinha, sem pai, diz que eles vão ser despejados, ele resolve lutar e fazer justiça com as próprias mãos e comete um delito. Só que Deus tinha planos perfeitos para a vida dele. O homem menos provável a ajudar Thomas se torna seu profeta e mostra a misericórdia divina e a compaixão que só Jesus pode dar. Ele é convidado a fazer Aliança com Jesus Cristo e voltar a viver na verdade e sinceridade.


Thomas sempre usou de violência pra se defender e resolve assaltar um idoso chamado Charlie pra ajudar a mãe, mas logo se arrepende e se entrega na polícia. Entretanto, ele descobre que o idoso não deu queixa e ele se surpreende e resolve devolver a carteira que roubou.


“O lado bom é que você quer fazer o que é certo, mas o problema é que você não sabe o que é certo”.


Charlie começa a lhe ensinar e inspirar através do verdadeiro testemunho cristão. Thomas, aos poucos se entrega tornando-se discípulo dele até que se converte. Depois busca evangelizar aos amigos que vivem perdidos no mundo das drogas.


“Uma das primeiras coisas que você deve entender é que cada escolha, não importa se for pequena, é um passo importante. Tem um monte de influências lá fora: familiares, amigos, até mesmo os filmes que você assiste e todos têm suas próprias mensagens. Seu trabalho é fazer as escolhas certas e ignorar as mensagens que vão colocar você no caminho errado.”


Gostei muito do filme porque mostra como verdadeiros exemplos são capazes de inspirar quem vive no caminho do pecado até mesmo mais do que longas pregações. Só fiquei curiosa pra saber o que aconteceu no final do filme porque acaba na melhor parte.


“Tudo tem uma mensagem e cada mensagem influencia você... O que você pensa afeta o que você faz”.


 


O preço da liberdade


No ano de 2030, Estados Unidos deixou de ser um país laico. As igrejas foram substituídas por uma igreja universal em que o cristianismo é proibido. O governo silencia toda a verdade e vê aqueles que se atrevem a falar sobre sua fé como terroristas que devem ser caçados e destruídos. Apenas um homem, Zach Thompson, tem a coragem de defender a verdade. Com a ajuda de seu amigo Aaron, um especialista da Marinha com conhecimentos de informática, Zach elabora um plano para quebrar o bloqueio do governo sobre rastreio religioso, mas proclamação da fé de Zach vem com um preço pesado. Preso por um funcionário do governo cruel, Capitão Jack Johansen, Zach permanece focado em sua missão, mesmo com a morte batendo à sua porta.


Eu pensei que é um filme apocalíptico, mas não é porque não tem nem besta nem marca como nos outros desse tipo. No começo achei bem confuso porque não estava entendendo direito, mas logo tudo fica mais claro.


O filme fala sobre uma lei de tolerância religiosa que foi criada nos EUA e serviu de pretexto para a perseguição aos cristãos e a criação de uma única igreja estatal.


No começo, um homem é preso e interrogado acusado de atentado terrorista. Então vai alternando entre o interrogatório e a história. Descobrimos que ele se chama Zach e se converteu a Cristo através de uma pregação de rua, quando era ainda pré-adolescente, ao ver o pregador sendo preso sem motivo algum. Quando cresce funda uma igreja.


Aaron é um gênio da tecnologia e muito amigo de Zach. Eles criam juntos, um projeto pra transmitir simultaneamente em todas as TV’s e computadores uma pequena pregação. É por causa desse projeto que Zach é preso porque algo deu terrivelmente errado.


Achei muito interessante porque mostra claramente que a tão pregada tolerância nos dias atuais é um mero pretexto pra intolerância ao cristianismo. Hoje já vivemos em uma sociedade que tolera tudo menos a verdade cristã. Isso é sem dúvida é uma prévia do que virá no governo do anticristo. Não é o caso do filme, mas a situação é idêntica.


Spoiler:


O governo, desconfiado, colocou uma agente pra infiltrar entre eles e namorar Aaron, mas ela também acaba vendo que estão certos e desiste da missão. Aí juntos os dois transmitem para o país todo, os maus tratos na prisão e a lei é revogada.





O predestinado


Um agente temporal encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria.



Sinceramente foi um dos filmes mais doidos que já vi. Não sei nem contar a história direito.


Trata-se de um agente temporal que precisa viajar no tempo para capturar um terrorista chamado “detonador sussurrante”. Ele faz parte de uma espécie de agência secreta do governo formada por agentes que viajam no tempo para prevenir crimes horríveis antes que aconteçam. Seu objetivo é desarmar uma bomba que explodiu em Nova York em 1975, mas não consegue.


Depois de uma cirurgia plástica ele se disfarça como um bartender e volta para 1970 para procurar um homem chamado John. Em troca de uma garrafa de uísque, o tal John promete contar para ele “a melhor história que você já ouviu” (sua história).


John já foi mulher (Jane), mas quando se apaixonou e engravidou descobriu que era hermafrodita, e teve o sexo trocado. Por causa disso, vive frustrado (a) porque seria recrutada por um programa do governo só pra gênios e a gravidez atrapalhou. Então o agente temporal oferece pra ele/ela a chance de voltar no tempo para se vingar.


 

Calma que isso é só a ponta do iceberg. Ainda há muito mais reviravoltas. Uma das partes mais interessantes é um diálogo no bar:


“Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha? O galo”.


Isso é uma clara alusão a Deus porque assim como o resultado do paradoxo está fora do paradoxo; o sentido da vida está fora da vida, ou seja, em Deus, que é o Criador da vida.


Outra lição muito importante que o filme joga na nossa cara é que o único responsável pelo nosso fracasso somos nós mesmos e por isso não adianta culpar a família, a sociedade, as circunstâncias, o diabo e muito menos a Deus! Deus faz o melhor por todos o tempo todo. A escolha de aceitar ou recusar é unicamente nossa, e no fundo sabemos disso! Não, o filme não fala isso claramente, mas que fiquei pensando eu fiquei.


Sem dar spoilers, percebi que o filme faz uma clara referência à operação do erro que consiste em criar o problema para dar a solução. Essa é uma forma típica do diabo agir que se intensificará durante o Apocalipse. Pra quem não entendeu vou dar um exemplo: suponhamos que alguém quer se passar por herói. Então esse alguém explode algo e logo depois aparece pra salvar. É como dizer que para existir o herói precisa haver o vilão porque ambos fazem parte da mesma coisa. Sim, eu sei que é confuso... Mas sabemos que o diabo age assim e vemos isso claramente nesse filme.


Outro ponto importante é o conceito totalmente satânico do “ouroboros”: a cobra que morde o próprio rabo. É uma imitação blasfema da eternidade (como tudo o que satanás faz). Resumindo, isso quer dizer que o diabo sempre perde e mesmo assim nunca desiste porque nós podemos desistir e essa é a vitória dele. O diabo sabe que diante de Deus é um nada e por isso a forma dele guerrear é afrontar a humanidade. Aprendamos da única “virtude” que podemos dizer que o diabo tem: a perseverança!


Spoiler:


Resumo do filme: alguém levou a si mesmo para um orfanato. Depois esse alguém tentou recrutar a si mesmo para um programa do governo e se apaixonou por si mesmo e teve um filho de si mesmo que foi roubado de si mesmo. Aí no futuro esse alguém procurou a si mesmo para viajar para o passado e destruir a pessoa que arruinou sua vida, ou seja: si mesmo. No final esse alguém mata a si mesmo e continua vivo.

 

Objetivo: provocar crimes para se passar por herói para o governo eliminando as várias versões de si mesmo para ser o melhor agente que já existiu. Robert não queria se destruir senão apenas cometeria suicídio. O que ele fez é o mesmo que o diabo faz: criar um problema e oferecer a solução. Assim é fácil demais e mesmo assim somos enganados constantemente.


A blasfêmia do filme está em equivaler o comportamento do diabo com o de Deus. O galo tipifica a Deus, mas Robertson tipifica o diabo e o filme quer mostrar que ambos são o mesmo. Seja anátema!





O vendedor


Este filme relata a missão especial de um homem que veio alertar toda a humanidade de um fim próximo, mas infelizmente nem todos querem ouvi-lo. Você verá o que acontecerá com aqueles que ouviram e o fim daqueles que o rejeitaram. Emoção, ação e tensão.


Mesmo sendo um filme cristão assisti apenas para passar o tempo porque confesso que julguei pela impressão de parecer ser de péssima qualidade, mas eu estava errada. Apesar de ser uma produção independente não é cansativo e soube como surpreender.


O filme mostra a vida de várias pessoas ligadas entre si que precisam de Deus em suas vidas, mas todas estão em situações impossíveis de serem resolvidas. Confesso que fiquei confusa em alguns momentos porque são muitos personagens.


O tal “vendedor” dá a entender que é um anjo enviado dos céus pra ajudar essas pessoas. Aqueles que aceitam a mensagem têm suas vidas mudadas através de um milagre operado pela fé em Cristo. Entretanto, mesmo apesar de todas as oportunidades alguns ainda resistem.


O que mais gostei é que o filme demonstra que não há situação que Deus não possa resolver ou perdoar e há esperança até mesmo para as piores pessoas.


Deixa claro também que Deus move as situações pra dar oportunidades de conversão na linguagem e na situação de vida que cada um receberia melhor. Por isso ninguém tem desculpa de que não sabia ou não foi avisado.


“Quem deu crédito à nossa pregação?” Isaias 53.1


Quando pensamos que está resolvido o filme ainda guarda uma surpresa daquelas para o final, mas não posso dar detalhes aqui.


Spoilers:


No final um bandido chamado Maverick quer ensinar um garoto a roubar e o manda atacar a maleta de um pastor, mas lá dentro tem um relógio escrito “o tempo está se esgotando”. O tal bandido xinga e briga com o menino porque ao invés de dinheiro ele roubou um relógio sem valor algum. Só que surpreendentemente o tal grita que o pregador está certo e quem corre atrás de dinheiro só se dá mal. O coitado do rapaz fica desorientado, mas quando o pastor some vemos que se trata do mesmo “anjo vendedor” que pregou o Evangelho na linguagem que os dois compreenderiam melhor.




Sem sentido


Depois de se mudar para uma pequena cidade rural no interior do país, o carrancudo Joel Bixby é convidado a participar de um encontro de moradores que acontece em um ponto mais distante da localidade. Acostumado a viver sozinho, Joel se impressiona com o espirituoso Leo Applegate e fica com receio de ir à reunião. Sem saber que foi escolhido como substituto de um membro do grupo que acabou de falecer, Joel conhece os frequentadores do encontro e cai de paraquedas nas estranhas vidas deles, sem entender direito o motivo de eles se reunirem sempre. Porém, essa proximidade com o cotidiano de todos acaba revelando o que cada um deles guarda para si e Joel vê algo de comum entre todos eles, inclusive ele próprio: de algum modo eles se perderam na vida. Entre os novos amigos de Joel estão o deslumbrado Dink, que está entrando em contato com seu lado feminino e ama sua esposa careca, o ex-pastor Perry, que está vivendo uma crise de fé, e o instável Nick, que perdeu seu trabalho e sua família. E conforme suas vidas se cruzam, Joel percebe que tem mais em comum com eles do que imaginava e todos querem algo semelhante: algum tipo de milagre.


O filme realmente é sem sentido, chato e confuso.


Vi claramente pessoas totalmente desorientadas e perdidas por não aceitarem o trabalhar de Deus na vida delas. Entretanto, de tão ruim acaba sendo bom por mostrar o que a falta de Deus faz: deixa a vida sem sentido.


Gostei muito de uma frase sobre os elefantes que fazem sons que ninguém escuta alem deles mesmos. O nome original se fosse traduzido seria: “sinais dos elefantes”.


Isso mostra que o tal grupo servia para atrair pessoas com problemas diferentes, mas que no fundo era a mesma coisa: vazio existencial por causa da falta de Deus.




Tomorrowland


Uma adolescente curiosa e inteligente encontra um broche e é transportada para uma realidade paralela repleta de robôs e invenções futurísticas. Com a ajuda de um cientista que já visitou Tomorrowland, ela tenta descobrir os segredos do futuro.


Filme muito interessante e bonito, mas ao mesmo tempo extremamente perigoso. Devo alertar que é do mesmo roteirista da série leftovers (uma versão satírica do arrebatamento) e Prometheus (uma versão blasfema da criação). Não assisti nenhum dos dois, mas sei muito bem do que se trata.


O filme começa com um senhor (Frank) contando uma história e uma adolescente (Casey) interrompendo toda hora.


Então entendemos que Frank, quando era criança em 1964, participou de uma feira de invenções. O problema é que ele teve o seu projeto recusado, mas uma menina chamada Athena o ajudou a ir para um mundo totalmente futurista onde tudo era possível.


Depois, Casey conta que nos dias atuais quando foi presa por violar uma propriedade do governo pra ajudar o pai achou um broche e foi para o mesmo lugar. Ela começa a investigar o que aconteceu, mas depois de muita confusão é encontrada pela mesma menina de 1964 (que na verdade é um robô;).


Athena diz pra Casey que deve procurar Frank, mas ele não quer saber de mais nada. Então descobrimos que “Tomorrowland” era um projeto que deu errado, mas não explica como direito nem como deu errado nem o que era realmente.


Percebi claramente uma total apologia ao cientificismo e materialismo como se fosse a solução para os problemas da humanidade, o que é claramente uma mentira porque o único remédio é Jesus.


Entretanto, o que mais me chamou atenção é uma hora quando explicam que o mundo está acabando porque recebemos as notícias e nada fazemos para impedir. Isso é totalmente verdade. Os sinais dos tempos estão claros, mas ninguém percebe nem se importa e quando percebem vira apenas entretenimento e piada até mesmo dentro das igrejas.


O filme fala a verdade de que não devemos ser apáticos e apenas esperar o mal acontecer, mas o Apocalipse é bíblico e não pode ser impedido. Tentar mudar o mundo com as próprias forças é uma clara afronta a Deus. Utopias como o comunismo estão aí para provar isso.


E o que podemos fazer? Evangelizar, pregar, ensinar, fazer boas obras, denunciar, alertar, guerrear... E tudo o mais que Deus orienta! Isso não é pra impedir o Apocalipse, mas pra que mais pessoas sejam salvas e/ou atinjam a maturidade cristã.


Não adianta querer mudar o mundo. Devemos não resistir á Graça de Deus pra mudarmos a nós mesmos através da conversão e santificação. Isso sim impactará os outros a fazerem o mesmo. A verdadeira “terra do amanhã” será apenas quando Jesus voltar.


Spoiler:


No final, eles reativam “tomorrowland” dizendo que devem ser encontradas pessoas que são capazes de não desistir dos seus sonhos e os broches são espalhados. Então mostra falando como se fosse para o telespectador fazer parte disso também.



COMO COMECEI A ESTUDAR O APOCALIPSE

Posted by aventuradeaprender on September 23, 2017 at 6:15 PM Comments comments (0)
TESTEMUNHO


COMO COMECEI A ESTUDAR O APOCALIPSE?


Esse texto era pra ter sido publicado junto com o de ontem (Aniversários curiosos e sinais no céu), mas ia ficar muito grande e por isso resolvi dividir.


Entreguei minha vida a Cristo em 2003 (aos 12 anos de idade) enquanto ouvia um CD infantil que uma vizinha me emprestou. Eu ainda não tinha muito entendimento do que estava fazendo, mas foi nessa época que Deus começou a mudar meu caráter. Por isso tenho como a época da minha conversão mesmo não frequentando igrejas regularmente a não ser como visitante ou por curtos períodos de tempo.


Entretanto, em 2006 (aos 15 anos) surgiu do nada um interesse por ler e estudar a Bíblia e por firmar na igreja pra congregar. Esse interesse começou com dois sonhos: em um deles eu estava alertando sobre grandes catástrofes que aconteceriam, no outro aprendia sobre coisas ocultas que não são do conhecimento da maioria, mas mexer nelas seria muito perigoso.


Entre o fim de 2006 e o fim de 2007 estudei bastante tanto sobre o Apocalipse quanto sobre conspirações. Foi uma coisa incrível! Deus foi me trazendo tudo o que eu deveria estudar e aprender... Seja através de uma conversa, da internet, dos acontecimentos... Aprendi mais durante esse período de um ano do que em toda minha vida.


O problema é que isso me deixou meio sozinha porque ninguém acreditava no que eu falava e eu era tida como louca porque naquela época falar em sinais dos tempos, em conspirações, nova ordem mundial, illuminati, projeto de poder global, manipulação da mídia e etc era coisa de gente doida. Entretanto, mesmo com as zombarias tanto na internet quanto na vida pessoal permaneci firme no meu propósito de denunciar tudo isso.


No fim de 2007, Deus finalmente me direcionou pra congregar em uma igreja e por isso decidi que não queria mais saber de nada disso. Fiz questão de esquecer os sonhos, os acontecimentos, os estudos, as promessas e tudo o que se relacionava com essa temática apocalipse/conspiração. Eu queria apenas ter uma vida normal na igreja, escola, correr atrás de uma carreira profissional, de um relacionamento... Tudo o que os jovens e adolescentes mais buscam nesse mundo.


Entretanto, eu não consegui fazer isso porque quanto mais eu fugia mais esses assuntos me perseguiam. Além disso, de tanto ficar lendo sites e comunidades reformadas (sim, na época só tinha blogs e Orkut que muitos nem sabem o que é mais kkk), em 2008 acabei me tornando cessacionista ferrenha que só zombava de pentecostais e de toda manifestação espiritual. Acredito que tudo isso tenha sido uma forma de fuga de tudo o que havia aprendido entre 2006 e 2007.


A disciplina de Deus não tardou a vim (Ele não causa desastres, mas decide não impedir porque temos livramentos o tempo todo). Dia 10 de setembro de 2008, depois de muitos alertas e até profecias de que eu estava trilhando um caminho errado e me esquecendo de tudo o que Deus havia me feito ser, sofri um acidente. Caí da cama (não foi beliche) e deslocou a patela, além de lesão de nervo e sangramento interno. Não foi grave no sentido de ameaçar minha vida, mas me deixou de cama afastada da minha tão sonhada “vidinha normal” fugindo dos propósitos de Deus e tempo de sobra pra pensar na vida.


Eu sabia que tinha sido disciplina, mas mesmo assim não me toquei dos motivos. Acredito que como prêmio por não ter murmurado tive minha primeira manifestação de línguas estranhas e outras experiências mesmo sem crer em nada disso. Entendi apenas como um prêmio por “fidelidade” (as experiências, nas línguas continuei não crendo), mas no começo de 2009 voltou à mesma encrenca que estava.


Entretanto, alguma mudança houve... Na essência continuou a mesma coisa, mas pelo menos por alguns momentos em um culto, uma conversa, um louvor eu era tocada e pensava que poderia estar errada... Só que logo passava e continuava a fingir minha vidinha perfeita. Além disso, também voltei a alertar sobre conspirações e apocalipse... Mas era por fases e só de vez em quando...


Em meados de 2010 tive uma das experiências mais intrigantes: enquanto estava evangelizando em uma praça apareceu um rapaz pra conversar comigo sobre conspirações e apocalipse. Ele agia como se já me conhecesse de longa data e eu pensei que fosse cristão, mas ao final da conversa revelou que era satanista mandado pra me espionar. Claro que isso foi um choque, mas mesmo assim não temi e aproveitei a oportunidade para evangelizar. Quanto ao que ele disse, é um “espetáculo” a parte e não gostaria de render assunto aqui porque senão vou arrumar briga com metade dos meus amigos. O que interessa é que ele alertou é que a grande maioria dos grupos anti-NOM que existiam na época iria se ferrar porque estavam com o foco errado. Claro que não acreditei em nada disso, mas hoje sei que é tudo verdade.


Ainda vivi em estado de negação por um bom tempo até ao fim desse ano de 2010 em que os acontecimentos me atingiram quase como um tsunami. Resumindo, Deus me mostrou em visão que eu estava com a mente em prisão e no mesmo dia o pastor da igreja pregou sobre isso. Ele também falou que nem tempo e nem mudança apaga pecados: que a única maneira de libertação é confessar mesmo que já tenhamos mudado. Eu sempre achei que isso era coisa desnecessária, mas confessei. Nessa época já tinha percebido que estava errada, mas achava que apenas ter mudado já era suficiente.


Pouco tempo depois fui para um encontro da igreja e lá Deus terminou de fazer o serviço: mostrar que o cessacionismo é uma grande besteira e que eu havia saído totalmente da Vontade de Deus. Foi nessa época que comecei a orar pra que Deus me quebrantasse e que Ele cumprisse Sua Vontade em mim e através de mim.


O primeiro semestre de 2011 foi um sonho... Foi um momento muito feliz de intensas experiências espirituais, mas a alegria durou pouco. A partir de julho a menina que sempre estava feliz e nunca chorava entrou em uma crise daquelas e não conseguia parar de chorar. Era como se algo queimasse e partisse tudo por dentro causando uma dor absurda além de muitas lembranças do passado.


Não entendi nada daquilo e quem convivia comigo muito menos... O que todos sabiam e até eu mesma é que eu estava me tornando uma pessoa melhor: menos egoísta, menos fria, mais sensível, mais amável, mais humilde... Mesmo assim enfrentei anos do mais profundo sofrimento que parecia que Deus havia se afastado.


Ao fim de 2014 eu já estava definhando em uma cama de tão doente que fiquei não só por causa do choro, mas também por causa de humilhações e enfermidades das mais diversas. Perdi absolutamente tudo o que eu tinha e o que eu era. Foram pouco mais de 3 anos, mas que pareciam uns 20 de tão profundo que foi. Nesse tempo tudo o que eu queria era voltar para como eu era no passado (em 2007 quando tinha negado a Vontade de Deus), mas por mais que eu tentasse nunca conseguia e só ficava pior.


Isso durou até que ouvi umas pregações e entendi com o coração e não apenas com a mente uma série de coisas que sempre busco ensinar. O resumo é que: o sofrimento e a fraqueza longe de nos destruir, nos aperfeiçoa como servos de Deus e que isso não tem nada a ver com pecado, mas com maturidade em Deus. A partir disso decidi que não teria mais tristeza e mesmo sofrendo, a tristeza simplesmente acabou. Para mais detalhes sobre esse período basta procurarem no site e na página os textos: “HOJE É DIA DE COMEMORAR”, “FELIZ NATAL” E “FELIZ ANO NOVO” que escrevi ano passado.


Durante esses anos de profunda noite escura aconteceu um grande paradoxo: tudo o que eu queria era voltar a ser como no passado, mas só me afastava... Tanto que quando saí daquele estado parecia que eu tinha saído era do planeta. A situação mudou de tal forma que precisei de mais de um ano só pra me situar e sintonizar em relação ao cumprimento dos sinais dos tempos.


No começo do ano passado (2016) tive uma profunda convicção de que Jesus estava voltando e outra mais profunda ainda de que eu não estava nada preparada pra isso. Chorei durante três dias (tanto ou mais do que no período de trevas espirituais), mas a resposta de Deus veio imediatamente: anuncie e descanse!


Como um verdadeiro milagre, tudo foi restaurado de forma que tudo se tornou como antes mesmo sendo nada mais como antes e finalmente percebi que havia voltado ao nível de continuar progredindo. Antes tinha a estranha sensação de que nunca conseguiria alcançar o que parecia estar tão perto!


Na última quinta (dia 21) pedi a Deus que falasse comigo no culto em relação aos sinais dos tempos. Sem ter nenhuma relação com a pregação, o pastor falou o seguinte: “Muitos dizem que essa é uma geração amaldiçoada, mas eu não concordo porque nesse tempo temos acesso á internet e as redes sociais que são a maior ferramenta pra compartilhamento de informações e pra anunciar o fim dos tempos”. No final do culto ele fez profecias para alguns irmãos e enquanto ele falava eu pensei: “Mas se Jesus está voltando não vai dar tempo”. Na hora ele interrompeu pra dizer: “Estou profetizando, mas há grande chance de Jesus voltar antes e não vai dar tempo pra se cumprir”. Eu fiquei simplesmente extasiada...


Eu não sei de tudo (e ninguém além de Deus sabe) e não sei sequer do que aconteceu comigo. Sim, tem coisa que nunca entendi e nem sei se será possível entender. São verdadeiros mistérios... Enfim... Não sei porque estou contando tudo isso de novo, mas se Deus mandou então apenas obedeço. Com certeza vai ser útil pra alguém. Os sinais estão aí e só quem quer se fazer de cego é que não está enxergando...


É verdade que me meti em muita encrenca, mas passaria por tudo de novo se fosse necessário porque hoje entendo que Deus estava comigo em cada situação. E hoje tenho outra certeza: muitas vezes o ódio pelo mal acaba sendo maior do que o Amor pelo bem.


Se as coisas não foram piores pra mim é porque mesmo nos momentos de maior frieza nunca esqueci do Amor e da Misericórdia de Deus. Sempre denunciei os erros, pecados e mentiras... Mas ao mesmo tempo sempre amei as pessoas. Sempre preguei que até o último minuto há chance de arrependimento e conversão, que não há nada que Deus não possa perdoar e até mesmo esses satanistas, conspiradores e bandidos são alvo do Amor de Deus e por isso não devemos odiá-los, mas orar pra que se arrependam e convertam. Se não fosse isso não sei de verdade o quão pior tudo teria sido...

ANIVERSARIOS CURIOSOS E SINAIS NO CEU

Posted by aventuradeaprender on September 22, 2017 at 8:35 PM Comments comments (0)
ESTUDO



ANIVERSÁRIOS CURIOSOS E SINAIS NO CÉU


Confesso a vocês que relutei muito para escrever esse estudo, mas Deus está me incomodando muito. Então vamos lá...


“E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas Ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” Mateus 16.1 a 3


“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” Lucas 21.34 a 36


Nos nossos dias tem se repetido o que aconteceu na época de Jesus. Deus mandou sinais nos céus para mostrar o tempo do Seu nascimento, mas apenas estudiosos de fora da comunidade de Israel foram capazes de interpretar (os reis magos). Por outro lado, pessoas simples como Simeão e Ana do templo e João Batista que vivia no deserto profetizaram sobre Ele. Além disso, os que mais se converteram naqueles dias foram os gentios e judeus que os líderes religiosos da época desprezavam. Por essa razão a nação judaica perdeu o tempo da sua visitação e Jesus profetizou que aconteceria o mesmo com a Sua Igreja quando estivesse próximo da Sua segunda vinda.


Hoje estamos na igreja de Laodiceia que traduzindo o nome significa “direitos do povo”. Isso significa que quem está mandando na Igreja de Cristo é o povo e não Cristo que é o Senhor da Sua Igreja. Jesus reclama que literalmente foi deixado de fora e por isso essa Igreja seria vomitada. Alguns entendem isso como ser rejeitados no arrebatamento.


“Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.” Mateus 24. 32 a 34


Qual é essa geração? Ao que tudo indica é a nossa geração. A Bíblia dá três medidas de tempo: 120, 70 e 50 anos. Igualmente os números 5, 7, 10 e 12 (e seus múltiplos) tem uma estranha relação profética. Surpreendentemente nesse ano de 2017 há no mínimo alguns aniversários muito curiosos:


1517 - 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE (Múltiplo de 5 e 10)


Isso tem algum significado apocalíptico? Não sei... Entretanto, marca a exata divisão entre a Igreja de Tiatira (medieval) e a de Sardes (Renascentista). Jesus deixou em Apocalipse 2 e 3 um mapa de como sua Igreja seria ao longo dos anos e por isso não há tanta novidade uma vez que todas as épocas estão lá, mas não deixa de ser curioso.


1717 – 300 ANOS DE ORGANIZAÇÃO DA MAÇONARIA MODERNA (Múltiplos de 5, 10 e 12)


Qual é o significado disso? No mínimo a operação mais clara do espírito da iniquidade que começou a tentar reorganizar a sociedade.


1917 – 100 ANOS DA REVOLUÇÃO COMUNISTA (Múltiplos de 5 e 10)


Qual é o significado disso? Genocídios, perseguição ao cristianismo, corrupção da sociedade... E tudo às claras! Com certeza um sinal dos tempos...


1947 – 70 ANOS DA CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL, 70 ANOS DA UFOLOGIA MODERNA, E 70 ANOS DE GRANDES AVIVAMENTOS (Múltiplos de 5, 7 e 10)


A data oficial é 1948, mas a ONU assinou o documento de autorização em novembro de 1947. Simbolicamente, Israel é a Figueira que começou a brotar. Então uma geração está se cumprindo nesse ano de 2017.


O caso de Rosswell que é tido como o marco da ufologia moderna (alienígenas são demônios que estão preparando a operação do erro) também completa 70 anos agora. Entre 1947 e 1948 também começaram grandes avivamentos de curas e milagres.


1967 – 50 ANOS DA REUNIFICAÇÃO DE JERUSALÉM E 50 ANOS DE GRANDES AVIVAMENTOS (Múltiplos de 5 e 10)


Em 1967, após a chamada guerra dos seis dias, a cidade de Jerusalém foi reunificada como capital oficial do estado de Israel.


Também aconteceram grandes reavivamentos: a renovação carismática católica e protestante pra esfregar na cara dos liberalistas que dons e milagres ainda existem, e os movimentos strength people (entre os estudantes) e Jesus people (entre os hippies). A principal característica dos reavivamentos da década de 60 foram a convicção da iminente volta de Cristo porque o Espírito Santo realmente foi derramado em todos os lugares e de todas as formas possíveis.


Esses são os aniversários curiosos... Quanto aos sinais do céu são ainda mais surpreendentes:


“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.” Apocalipse 12.1 a 5


Esse sinal vai acontecer no próximo sábado dia 23. Trata-se de uma conjunção de planetas que não se repetirá pelos próximos 7.000 anos. Eu não sei todos os detalhes e os poucos que sei não tenho capacidade de explicar, mas há vasto material sobre isso na internet.


Muitos interpretam que esse “filho varão” é Jesus, mas se esquecem de Apocalipse 2. 26 a 28 que identifica claramente como vencedores da Igreja. Então isso está indicando nada mais do que o arrebatamento. Além disso, Jesus não foi arrebatado (retirado a força da terra), mas ascendeu ao céu de livre e espontânea vontade com o Seu próprio Poder.


“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã.” Apocalipse 2. 26 a 28


Na interpretação profética isso foi dito para a Igreja da idade média. Entretanto, ao que tudo indica, as recompensas serão pra todos os vencedores e Jesus está apenas falando uma recompensa que vai ao encontro do maior problema que a Igreja está enfrentando na época. Por exemplo: em Smirna (época dos mártires) Jesus diz que o vencedor não sofrerá o dano da segunda morte, mas vencedor de época alguma sofrerá. Além do mais, o arrebatamento não aconteceu na idade média e a Igreja de Filadélfia (período das grandes missões e reavivamentos: séculos XVIII a XX) também recebe promessa semelhante:


“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” Apocalipse 3. 10 e 11


O que eu quero dizer com isso? Simplesmente para que estejamos atentos aos sinais e não percamos o tempo da nossa visitação. Eu não tenho todas as respostas, mas pesquiso esses assuntos há 11 anos (desde 2006) e aquilo que antes era mera teoria e especulação hoje passa até no jornal nacional pra todo mundo ver. O problema é que infelizmente muitos estão dormindo até mesmo dentro das igrejas.


Desperta tu que dormes e quem tem ouvidos ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas!


Se houver oportunidade breve escrevo outro post pra contar um pouco sobre como cheguei nesses assuntos e porque isso é tão importante pra mim.


LIVROS QUE COMPREI NA BIENAL EM 2016

Posted by aventuradeaprender on September 5, 2017 at 9:30 PM Comments comments (0)

RESENHAS DE LIVROS


Livros que comprei na Bienal em 2016


Ano passado (2016) eu estava em um propósito de ler apenas livros cristãos. Em 2015 tinha lido 61 livros, mas apenas uma série cristã (de 3 livros) e outro que comprei como secular e só descobri ser cristão quando terminei de ler. Como tudo que é demais nos escraviza, senti pelo Espírito Santo de fazer esse propósito. Entretanto, comprei alguns livros para aproveitar as oportunidades e só os li esse ano (2017). Os das resenhas a seguir são o que comprei na Bienal.




Era uma vez – A busca

Autora: Bibi Ribeiro


Isabella nunca se encaixou em nenhum grupo. Se considerava estranha e tinha dificuldade em se relacionar com outras pessoas. Então eis que surge uma grande oportunidade que vira todo o seu mundo de cabeça para baixo. Ela seria uma Procuradora de Princesas Perdidas, com a importante missão de encontrar as tão conhecidas Princesas de Contos de Fadas no meio de tanta gente comum (ou nem tanto) do Mundo Real. É claro que ela teria uma ajudinha. E esse parceiro é Lucas, um adolescente adorável que também se encontra perdido no meio dessa confusão em que as Princesas se colocaram. Como eles farão para encontrar essas Princesas quando essa busca envolve tantas situações complexas e sentimentos? Entre neste livro e viaje para o Mundo Real para descobrir o que acontece.



Esse livro comprei em lançamento que a autora estava promovendo no stand da editora e até conversamos bastante lá no dia e também depois pela internet. Resolvi ler durante minha viagem de aniversário em fevereiro desse ano.



O livro conta a história de Isabella, uma adolescente de 16 anos que não se dá bem com a mãe e é recrutada pela “Liga de busca real” para procurar princesas que se perderam quando vieram para o nosso mundo. Então ela descobre que a mãe dela também havia sido recrutada com essa idade. Quando ela falou isso eu me identifiquei bastante porque os 16 anos também foram um tempo marcante pra mim:



“O que tem de tão especial em ter dezesseis anos? Tudo acontece nessa idade, é?”


 

Na tal liga ela conhece Lucas e logo se tornam melhores amigos e namorados. Só que ele se mostra distante em relação à vida pessoal até que ele lhe leva em casa e ela descobre que ele mora com os avós adotivos que o adotaram quando foi abandonado e por causa dele criaram um abrigo pra cuidar de outros em situação de abandono. Então o livro vai alternando a busca das princesas com o relacionamento dos dois.



Eles conhecem os príncipes e as histórias reais. Cada uma das princesas se perde em um pecado referente a alguma personalidade ou situação que teve na história. O trabalho deles é encontrá-la para convencer de que trilhou um caminho errado. Branca de Neve se tornou gulosa, Cinderela compulsiva por compras, e por aí vai...



“As relações dos contos e da vida real... As princesas estavam perdidas em problemas nossos... O mundo que elas não conheciam... Os pecados que elas não conheciam e que nós mesmos caímos constantemente... Elas são tão como nós quanto qualquer um pode ser”.



Um ponto que me marcou até por causa da experiência que já tive nesse meio é quando Isabella e Lucas estão suspeitando que uma das princesas fez pacto com o diabo e resolvem pesquisar sobre o assunto. Sim, a autora dá muitos detalhes e isso me surpreendeu bastante em um livro infantil:



“Não conseguia acreditar que pessoas trocavam as coisas boas de Deus por satanás e seus bens materiais”


 

De fato, muitos só têm interesse em dinheiro, fama e poder e por isso fazem pacto pra ter essas coisas porque não amam a Deus e a ninguém a não ser que esses possam lhes beneficiar. O que realmente não consigo entender é como pessoas fingem adorar a Deus e estão servindo ao diabo ou como negam a Cristo pra fazer isso. Já falei um pouco desse assunto quando resenhei o filme “O visitante”.



No meio do livro, Lucas e Isabella brigam por um motivo totalmente fútil. Eu fiquei muito revoltada e triste com isso... Lembro de sensação parecida apenas quando assisti ao filme “As estrelas me mostram você” em que acontece algo semelhante.



“Vocês acham que as princesas se perdem em algo ruim aqui, mas nas histórias elas eram perfeitas e ficam se baseando nisso... Simplesmente parem de ver as princesas como os seres perfeitos que elas não são! Ficará mais fácil quando perceberem que também nas histórias, elas têm defeitos e recaídas... Quando vocês virem as princesas como pessoas normais, vão entendê-las.”



O que acho fascinante nos contos de fadas e nas mitologias em geral é que a quase totalidade é baseada na Bíblia ou na tradição oral. Antigamente não existiam as escrituras compiladas para Israel nem para a Igreja, e as histórias eram transmitidas oralmente ou pela arte sacra. Em povos que não conheceram a Lei e o Evangelho ainda é assim. Há um livro chamado “O fator Melquisedeque” que ainda não li que fala sobre isso. Claro que apenas a Bíblia é o registro fiel da Verdade, mas em todos os povos há histórias que servem de ponte. Estudei na faculdade sobre a estrutura do “monomito” que é a base de quase toda história e os passos são idênticos ao processo de conversão e santificação cristãs. Até o filme “Por que eu?” brinca com essa questão.



Pode parecer confuso, mas vou dar alguns exemplos. Nas histórias das princesas que esperam pelo príncipe é uma clara analogia da Igreja que espera por Cristo. Apocalipse 2 e 3 é a perfeita descrição de um Reino com direito a coroas e tudo o mais! (deve ser por isso que na minha pior fase espiritual eu vivia usando coroa na cabeça e saindo por aí kkkkk). A história dos três porquinhos parece uma referência de quando Jesus diz que devemos construir a nossa casa (vida) sobre a Rocha como fundamento, e o apóstolo Paulo alerta em 1ª Coríntios que obras de madeira, feno e palha serão simplesmente queimadas no fogo do julgamento no Tribunal de Cristo. Recentemente descobri que o mito do rei Midas (aquele louco que transformava em ouro tudo o que tocava a preço de perder a vida) tem origem na cidade de Sardes. Em Apocalipse ela representa o período da igreja do Renascimento que fez exatamente isso. A História fala que eles perseguiram riquezas, mas não tinham vida espiritual nenhuma (a não ser as exceções) e hoje dá até dó de ver no que aquilo tudo se transformou... Até mesmo as distopias que fazem tanto sucesso atualmente é uma analogia com o reino do anticristo que se levantará. Enfim, se procurarmos com certeza acharemos mais coisas, mas isso é o suficiente por aqui.



A única coisa que me chateou é que o livro acaba na melhor parte quando finalmente pensei que todos os mistérios seriam revelados e não foram porque se trata de uma trilogia com mais dois livros para serem lançados.



“Pela primeira vez eu fui útil na vida de alguém. Pela primeira vez eu tive a chance de ajudar e mudar a vida das pessoas. E eu pude mudar a minha vida. Eu pude me mudar. Mas sabia que estava só no começo. Eu precisava me reencontrar e entender a minha história.”


 

Spoilers: 


Depois de brigar com Lucas, Isabella sai da liga porque sente que não estava sendo valorizada. Ela logo é chamada pra voltar porque não tem ninguém pra substituir, mas eles continuam se evitando. Trabalham juntos, são amigos, mas todos notamos que um ainda gosta do outro. No final finalmente fazem as pazes, mas o livro deixa várias pontas abertas: o que Lucas ainda não contou pra Isabella, o que a mãe esconde dela, porque Priscilla (funcionária da liga) age de forma perversa, porque as princesas se perdem todo ano...



Os escolhidos de Gaia

Autora: Marcela Mariz


Albert tem 15 anos e acaba de receber um convite que pode transformar sua vida e de sua família para sempre: a chance de pertencer a uma sociedade avançada que só é revelada a um grupo especial de pessoas escolhidas. Com a perspectiva de viver melhor, seus pais e sua irmã gêmea Ruth mergulham em um novo e empolgante mundo, em que a tecnologia extremamente desenvolvida torna tudo mais fácil e divertido, ao mesmo tempo em que o contato com a natureza preenche os dias com paz e tranquilidade. Porém, uma série de acontecimentos inusitados os faz desconfiar que há algo de estranho por trás daquele local aparentemente perfeito, de justiça e liberdade. Após receber ameaças, a família é arrastada para o centro de um escândalo, com séries acusações, tornando seu destino incerto, perigoso e obscuro. E muito longe do local que costumavam chamar de casa


O livro começa quando Albert tem um sonho com tsunami e um homem falando sobre Gaia. Pouco tempo depois a família dele recebe a visita de Julius que diz ser de um planeta com esse nome e que eles foram escolhidos para ir morar lá. No começo dá tudo certo e apenas o pai de Albert (Victor) não gosta porque lá é totalmente esotérico e ele é cientista.



Ao longo do livro descobrimos que esse planeta são os sobreviventes de Atlântida que conseguiram se refugiar. Só que Victor juntamente com um amigo de outra família escolhida são acusados de roubo e de assassinar o presidente do planeta. As esposas deles resolvem tentar investigar e acabam presos também.



Eu gostei da leitura, mas é claramente esotérico e ocultista. Imaginava que descobririam que todo o planeta era maligno e uma farsa e assim seria se fosse seguir a realidade.



A parte mais legal e aproveitável é a que explica sobre os três tipos de sonhos: Os de reflexão (coisas do dia a dia), emocional (coisas do passado e subconsciente) e de revelação (mensagens importantes e geralmente são os que mais lembramos).



Outro ponto interessante de reflexão é que o mundo perfeito não existe porque a natureza humana é naturalmente depravada seja na terra ou em outro planeta (se isso fosse possível). Apenas Jesus pode nos curar disso quando reconhecemos que somos pecadores e precisamos que Ele nos salve. Ainda assim, nesse mundo continuamos sendo pecadores em busca de santidade e só seremos todos perfeitos depois da glorificação quando Jesus voltar.



Interessei-me em comprar o livro porque a autora diz que se inspirou um sonho para escrever. Segue o relato dela ao site IG:



“Quando eu tinha 16 anos, tive um sonho sobre um garoto insatisfeito com a sua vida, que recebeu um convite intrigante, capaz de trazer a transformação que esperava: a chance de fazer parte de uma sociedade secreta e avançada, que apenas se revela a seletos escolhidos. Na época, eu apenas anotei a ideia, planejando desenvolvê-la no futuro”.

Fonte: http://odia.ig.com.br/diversao/2014-04-03/sonho-adolescente-se-transforma-em-livro-os-escolhidos-de-gaia.html


O problema é que provavelmente ela não entendeu o significado. Eu também tive esse mesmo sonho no começo da adolescência quando sonhava em ser rica e famosa. Isso me serviu de alerta para o que apenas muitos anos depois eu descobri: os bastidores desse mundo da fama. Quem leia entenda!


Spoiler:



No final descobrimos que havia um clã chamado “Ogof” que era contra imigração e por isso tentavam de tudo pra dificultar a vida dos escolhidos. Com o plano descoberto e os culpados presos tudo volta ao normal.

 



Lenny Cyrus o supervírus

Autor: Joe Schreiber


O que você seria capaz de fazer para conquistar seu grande amor? A maioria das pessoas provavelmente pensaria em comprar flores ou chocolates. Uma ou outra apostaria em um jantar a dois ou numa declaração de amor escrita num papel perfumado. Mas encolher-se quanticamente a ponto de entrar na corrente sanguínea do ser amado para ter a chance de convencer os neurônios dele a se apaixonarem por você – essa ideia só poderia sair da cabeça de um gênio de 13 anos como Lenny Cyrus.

Com QI demais e traquejo social de menos, o personagem criado por Joe Schreiber é o protagonista de Lenny Cyrus, o supervírus, lançamento infanto juvenil da Globo Livros. Filho de dois vencedores do Prêmio Nobel e dotado de uma inteligência acima do normal, Lenny coloca toda sua mente para funcionar para conseguir entrar na cabeça e no coração da menina por quem é apaixonado, Zooey Andrews, uma descolada colega de escola que parece não notar sua existência. A única pessoa com quem Lenny divide seu segredo é o melhor amigo, Harlan.

Mas nem mesmo o bom senso de Harlan consegue refrear a capacidade imaginativa de Lenny, que descobre uma forma de reduzir seu tamanho ao de um vírus e de entrar no corpo de Zooey para tentar contar à menina sobre seu amor – não sem antes passar por uma incrível aventura pelo sistema circulatório da garota, fazer amizade com algumas células do seu corpo, cair na farra com seus hormônios e, finalmente, se dirigir ao cérebro com a missão de declarar seus sentimentos. Tudo, claro, sem esquecer de um importante detalhe: o garoto precisa cumprir todo seu itinerário em algumas horas, antes que seu corpo volte ao tamanho normal. Encerrado esse limite, se ele ainda estiver dentro do organismo de Zooey, será o fim de ambos.

Inspirado nos filmes Viagem Insólita (1987) e Querida, encolhi as crianças (1989), Lenny Cyrus, o supervírus conta a história alternando os pontos de vista de Zooey, Harlan e do próprio Lenny, que lidam não apenas com paixões não correspondidas, mas com ciúmes, expectativas, relacionamentos complicados com os pais e com os colegas mais valentões, e com outros de dramas típicos da adolescência.


O que dizer? A sinopse praticamente fala tudo sobre a história... A única coisa que me resta é dar minha opinião.


O começo é bem interessante, mas um pouco confuso. No meio começa a ficar um pouco chato porque o autor dá todas as descrições metabólicas do organismo e demora demais nessa parte. Já o final é muito legal e ainda consegue surpreender.


De lição o que fica é como muitas vezes os pais estão tão preocupados com seu trabalho que não ligam para os filhos, inteligência nem sempre é sinônimo de sucesso, muitas vezes pensamos que as pessoas não gostam de nós baseados em absolutamente nada, outras vezes quem achamos ser nossos amigos no fundo nos odeiam e principalmente: Saber algo não é o mesmo que conhecer. Conhecimento envolve intimidade e relacionamentos verdadeiros, sinceros e espontâneos.


Spoiler:


Desde o começo do livro vemos que Lenny tem ambição por Zoey porque tem vergonha de se aproximar achando que ela não gosta dele, mas ela age do mesmo jeito porque também pensa igual e por isso nenhum dos dois toma a iniciativa. Zoey passa mal durante o livro todo e tanto Harlan como o leitor pensamos que é por causa de Lenny que está dentro dela, mas na verdade era porque sua colega a tentou envenenar pra tomar seu lugar na peça de teatro que estava desenvolvendo. No final das contas a presença de Lenny acaba ajudando. Também fiquei muito revoltada ao ver que os pais de Lenny não se importavam nem um pouco com ele, mas apenas com seu trabalho e reputação. O pai dele chega a ficar mais revoltado com o fato do filho ter conseguido um experimento que não conseguiu do que com o perigo que isso representou.



Quantic Love

Sonia Fernández-Vidal


Laila terminou o ensino médio e, enquanto decide que carreira seguir, consegue um emprego como garçonete no CERN, um dos centros de pesquisa nucelar mais avançados do mundo. Cercada de “nerds” por todos os lados, a protagonista de Quantic Love – O romance que resolve a equação do amor vai descobrir que a ciência pode ser sexy e que o amor é a energia mais poderosa do universo. Uma das mais importantes escritoras de divulgação da ciência em língua espanhola e bestseller em seu país, Sonia Fernández-Vidal constrói uma história de amor para jovens que mostra o lado humano da ciência.


Confesso que o livro me decepcionou bastante. Em 2015 li um infantil da mesma autora chamado “A porta dos três trincos” que é simplesmente fascinante. Pensei que esse seria da mesma forma, mas não foi.


O começo é bem interessante. Laila fala sobre a sua família, o seu sonho de fazer faculdade e que o trabalho poderia ser a porta de entrada pra tudo isso. As cartas que ela escreve ao pai também são excelentes.


"Às vezes o futuro sussurra algo em nosso ouvido por um breve instante. Alguns chamam isso de premonição; outros, de intuição. Eu sei apenas que quando entrei naquele avião soube que tudo ia mudar. A Laila que deixava Sevilha com destino à Suíça não voltaria jamais."


Só que do meio para o final se torna apenas uma história totalmente mundana de sexo, drogas, vícios e relacionamentos sem compromisso. Laila se divide entre dois amores, mas sempre sabemos de qual ela gosta de verdade. O mistério em relação a Brian também não emplaca nem um pouco.


Outra coisa que me incomodou bastante foram todas as referências ocultistas. Até em Shambalah ela chega a falar. Quando ela conta do CERN que é um projeto transnacional e fala que isso é pra evitar coisas erradas é claramente uma mentira porque aquilo lá é muito sinistro, preocupante e parece do mal. Quem quiser é só pesquisar o ritual de abertura que fizeram lá que foi cheio de referências satanistas e ocultistas.


No começo do livro há um personagem que ajuda bastante e parece que será de grande importância, mas simplesmente desaparece e a coisa fica totalmente no ar...

SERIE GERACAO ACAO

Posted by aventuradeaprender on August 28, 2017 at 10:15 PM Comments comments (0)
RESENHAS DE LIVROS

Série Geração Ação: o enigma da Bíblia de Gutenberg, 7 enigmas e um tesouro, e o mistério de Cruz das Almas


Autor: Maurício Zágari



O enigma da Bíblia de Gutenberg


Um furto misterioso. Uma acusação injusta. E uma surpreendente jornada em busca da verdade.


O enigma da Bíblia de Gutenberg relata as aventuras de Daniel, um jovem cristão determinado a encontrar respostas para um crime cometido dentro de sua própria igreja. Para isso, ele terá de enfrentar altos riscos, ao mesmo tempo que aprenderá lições valiosas sobre si mesmo e sua fé.


Autor de bem-sucedidas obras sobre a vida cristã, Maurício Zágari agora nos apresenta seu talento como ficcionista nesta eletrizante narrativa, destinada a leitores de todas as idades que apreciam uma história envolvente e inesquecível.


Preparado?


Já tinha ouvido falar dessa série há muitos anos através de um blog de ficção cristã, mas apenas nesse ano tive oportunidade de comprar. Não sei se já falei por aqui da minha dificuldade em resenhar séries, mas mesmo assim vou tentar.


Os livros podem ser lidos de forma independente, mas é melhor seguir a ordem porque os posteriores fazem referência aos anteriores.


Nesse primeiro livro da série somos apresentados ao jovem Daniel, seus amigos e sua igreja. Só é um pouco confuso porque o prólogo do livro na verdade é o final e por isso no começo não dá pra entender muito bem.


A igreja está em polvorosa porque eles vão receber a visita do missionário Cláudio dos EUA com um raríssimo exemplar da Bíblia de Gutenberg. O problema é que quando começaria a exposição no culto descobriram que ela simplesmente foi roubada. A partir daí é uma tremenda confusão e a investigação começa. Pra piorar, o ladrão parece conhecer de Bíblia porque monta charadas baseadas em versículos e isso irrita a todos porque o criminoso estava usando as escrituras sagradas de forma leviana.


Daniel resolve investigar por conta própria e tem dois suspeitos: o zelador Sebastião que trabalha na igreja, mas todos suspeitam que não seja convertido porque não participa dos cultos; e Ricardo que mora na favela, era envolvido com o tráfico e vive fazendo perguntas sobre tudo o tempo todo. Seguindo esses suspeitos o jovem Daniel se envolve em todo tipo de confusão, mas o pior ainda está por vir: por investigar ele acaba se tornando o principal suspeito do crime pelo exímio conhecimento bíblico.


Esse é o tipo de leitura fácil, mas ao mesmo tempo super edificante porque nos convida a tentar decifrar o enigma junto com os participantes. Confesso que pela minha experiência em literatura e filmes de suspense eu já estava desconfiando de alguma coisa, mas mesmo assim o autor conseguiu me surpreender porque o principal eu não descobri até chegar ao final.


Um ponto que achei super positivo é o autor retratar Daniel e os outros cristãos como humanos passíveis de erros e pecados. Confesso que em muitos livros e filmes cristãos as pessoas são mostradas como sendo tão perfeitas que chegam a irritar. Essa característica está presente em todos os livros da série. Além disso, cada capítulo começa com uma citação bíblica e ao longo do texto também é cheio de referências e princípios bíblicos e cristãos.


“Aprendi a não julgar pela aparência. A não julgar pelo passado. A valorizar cada minuto de convívio com aqueles que nos amam. A viver exclusivamente pela Verdade. A jamais fazer algo ilegal. A saber pedir perdão quando for necessário. E que, com Jesus, o crime realmente não compensa”.


Spoiler:


Foi uma grande surpresa o mistério ter sido solucionado por causa das versões bíblicas diferentes. Eu tenho certo conhecimento bíblico, mas não saberia identificar algo assim jamais! Desde o começo sabia que Sebastião e Ricardo não tinham nada a ver com o crime, , mas cheguei a desconfiar até de Marcos (amigo de Daniel). Também achava algo esquisito na história de “Cláudio” porque sei que a imprensa foi inventada pouco tempo antes da reforma protestante que foi no começo do século 16 e nunca no século 14. Entretanto, não tinha conseguido montar todo o quebra cabeça. Fiquei muito curiosa esperando a reação de Sebastião ao saber que Daniel invadiu sua casa, mas isso não aconteceu rsss




7 enigmas e um tesouro


Neste segundo livro da coleção, o jovem cristão brasileiro Daniel se vê diante de uma situação de vida ou morte. Após encarar O Enigma da Bíblia de Gutenberg, ele tem que correr contra o tempo e desvendar sete enigmas bíblicos para salvar a vida de seu amigo Marcos, que está em perigo.

Nessa jornada, Daniel tem a sua fé posta à prova ao se envolver com uma linda jovem cheia de segundas intenções. Como não sucumbir a tão grande tentação? E a pergunta maior: como se manter fiel a Cristo a cada passo dessa jornada? As respostas estão no eletrizante thriller espiritual 7 Enigmas e um Tesouro.


O enredo do segundo livro da série é mais simples, mas nem por isso menos intenso.


A igreja de Daniel faz uma gincana com os jovens todos os anos. Nessa gincana, Marcos cria alguns enigmas e espalha em diversos pontos da cidade. Só que dessa vez houve um problema... Quando ele colocou o 7° enigma sofreu um acidente e ligou pra igreja, mas não teve tempo de avisar onde estava. Agora só havia uma solução: Daniel teria que desvendar sozinho os 7 enigmas até encontrar onde o amigo estava porque o pastor cancelou a gincana e havia mandado a polícia cuidar do caso.


Pra piorar a situação, Valéria (uma ex colega de escola de Daniel que não é cristã e vivia tentando paquerá-lo) aparece na igreja e reresolve acompanhar a caçada. Daniel fica sem ação porque no fundo se sente atraído por ela e aceita a companhia. Ela até tenta ajudar (será?), mas só atrapalha.


“Ficar é entregar algo que diz tanto para quem não quer ouvir o que ele tem a dizer. E, assim, nosso beijo fica mudo. E depois? Depois volta-se a uma vida afetiva oca. E os beijos dados sem compromisso são varridos pelos ventos da insignificância: não representaram nada”


Esse livro apesar de parecer mais simples em alguns pontos é mais profundo porque mostra claramente que nós temos grandes quedas a partir de erros que parecem pequenos e muitas vezes deixamos para lá. Outros pontos abordados é que muitas vezes precisamos fazer renuncias pra cumprir a Vontade de Deus, que quase sempre servir a Deus não nos trará nenhum reconhecimento, que o sofrimento faz parte da nossa vida cristã e principalmente que dependemos de Deus pra tudo, até mesmo pra obedecê-Lo.


“Você está cometendo o mesmo erro que muitas pessoas cometem quando leem as Escrituras: em vez de buscar a simplicidade, em vez de perceber que em muitas passagens o que a Bíblia diz é exatamente o que ela diz, ficam buscando milhares de interpretações teológicas, exegéticas e hermenêuticas. Por exemplo: quando Jesus diz ‘amai-vos’ não está fazendo um profundo tratado teológico. O que Ele está dizendo é... Amai-vos”.


Sei que muita gente vai quase me “matar” por causa disso, mas esse livro me fez gostar muito mais do Marcos do que do próprio Daniel (e isso porque no primeiro livro não gostei nada dele, então isso meio que foi um tapa na cara pra mim). Os enigmas são tão bem bolados que mesmo tendo algum conhecimento de Bíblia não consegui resolver quase nada. Além disso, fiquei super curiosa pra saber qual era o tesouro, mas entendi que o autor quis mostrar que o maior tesouro é a amizade.


Os únicos pontos negativos é que eu senti muita falta dos personagens do livro anterior e a definição dada pelo autor de arminianismo não está tão certa (mas não faz a menor diferença pra história e por essa razão não vou explicar. Talvez quando eu resenhar algo diretamente sobre isso...).


Spoiler:


Quando Daniel tentou conversar com Valéria e ela o insultou ficou muito claro que ela não gostava dele e apenas queria usá-lo pra satisfazer a si mesma. Essa parte foi fantástica. Também foi impactante demais quando Daniel finalmente entendeu que a vida do Marcos não dependia dele (como ele ficou repetindo o livro inteiro), mas unicamente de Deus porque tudo é pela Graça.



O mistério de Cruz das Almas


Neste terceiro livro da coleção, ao realizar um trabalho missionário, o jovem Daniel terá de enfrentar misticismo, bruxaria e criaturas das trevas! Com a ajuda de novos amigos, Daniel arriscará sua vida numa jornada sombria e perigosa que testará a sua fé.


Como levar o evangelho a um povo que vive à sombra do seu próprio medo? Como enfrentar as forças do mal? E a pergunta maior: como se manter fiel a Cristo a cada passo dessa jornada? As respostas estão no eletrizante thriller espiritual O Mistério de Cruz das Almas.


Se o primeiro e o segundo livro da série já me surpreenderam o terceiro conseguiu a proeza de surpreender ainda mais principalmente por tratar de um tema que tenho certa experiência (ocultismo, sociedades secretas e conspiração). Entretanto, acredito que será o que terei maior dificuldade em resenhar.


O pastor de Daniel o enviou em uma viagem missionária pra liderar dois irmãos: Carlos e Binho que tinham chamado pastoral e estavam estudando teologia. Carlos era mais introspectivo e intercessor; Binho era mais agitado e ativo e os dois se completavam na Obra de Deus.


A missão deles era ajudar o pastor Eliseu a fazer evangelismo em uma igreja de uma cidade do interior nordestino chamada “Cruz das Almas” conhecida pela sua pobreza, misticismo e superstição. Entretanto, as coisas não seriam nada fáceis porque a cidade passou a ser vítima de ataques de vampiros e de todo tipo de coisa estranha.


Paralelamente a isso, Daniel faz amizade com o misterioso Malak e somos apresentados à jovem Nina que também é amiga dele. O autor deixa claro o tempo todo durante a narrativa que todos têm certa ligação, mas não entendemos nada até ao final do livro e as surpresas são grandes.


Além disso, Daniel começa a ser assediado por uma sociedade secreta que diz fazer o bem independentemente de religião usando poderes ocultos. Quem lidera é uma bruxa “do bem” chamada Catarina e seu discípulo adolescente chamado Henrique que tenta fazer amizade com Daniel.


“Nossa gente está em toda parte. E sempre buscamos pessoas com grande potencial como você para unir-se a nós. Temos muito a oferecer a você. Aliás... você acha que foi Deus quem o trouxe a Cruz das Almas? – lançou um olhar enigmático – Não foi não. Fomos nós! Deus não tem nenhum plano especial para você aqui”.


Não posso falar mais nada sem dar spoiler, mas posso dizer que quando eu pensava que estava entendendo tudo, o livro deu uma grande reviravolta. A grande sacada do autor é fazer todos pensarmos uma ligação que não existe e ao mesmo tempo desconsiderarmos as verdadeiras conexões.


“Ele percebeu então que há uma grande diferença entre ser provado ou disciplinado pelo Senhor e ser abandonado”


Um ponto que senti bastante falta nesse terceiro livro da série é a falta de marcadores temporais, mas no final entendi que isso foi exatamente pra que a história pudesse surpreender. Espero ansiosamente pelo quarto livro que parece que vai totalmente para o lado que já tenho experiência e com certeza devo me identificar bastante.


Spoiler:


O melhor de todos os livros e o que mais me surpreendeu por causa das semelhanças do que já aconteceu comigo. Quando vi Catarina e Henrique “adivinhando” coisas sobre Daniel não pude deixar de voltar nas minhas dramáticas experiências. Eu pensei o livro todo que a sociedade secreta estava envolvida com os vampiros, mas no final não tinha nenhuma ligação porque tudo não passava de farsa pra encobrir tráfico de animais silvestres. Eu cheguei a cogitar até mesmo a possibilidade de Malak ser alguma espécie de ex ocultista ou algo semelhante... Nunca nem passou pela minha cabeça que Nina era cega nem que Malak fosse literalmente um anjo! Outra surpresa daquelas foi Lucio não ser uma vítima, mas o chefe de todo o esquema. E não posso deixar de falar do emocionante evangelismo que Daniel fez com Reginaldo ao final do livro. Esse é o melhor resultado de toda e qualquer batalha espiritual! Aleluia!

RECONSIDERANDO A VONTADE DE DEUS

Posted by aventuradeaprender on August 15, 2017 at 9:35 PM Comments comments (0)
RESENHA DE LIVRO



Reconsiderando a Vontade de Deus

Autor: Frank Viola


Qual é a vontade perfeita de Deus para a sua vida?

Imagine um pátio de estacionamento público, por favor! Observe que um pátio de estacionamento tem limites. Pelos limites ficamos sabendo onde o pátio começa e onde ele termina. Sabemos o que está dentro e fora dele.


A beleza do pátio de estacionamento é a liberdade que ele apresenta. Há muitas escolhas dentro dele. Os motoristas podem escolher livremente entre as muitas vagas para estacionar. Desde que uma vaga de estacionamento não esteja ocupada, nem reservada para pessoas especiais, os motoristas podem escolher livremente em qual vaga desejam estacionar o seu carro.


Certamente, algumas escolhas podem ser mais sábias do que outras. Se estiver chovendo, provavelmente será mais sábio e mais vantajoso estacionar em uma vaga que esteja perto do edifício, do que naquela que está distante dele. Por outro lado, muitas vagas de estacionamento são igualmente apropriadas. Uma não é melhor do que a outra.


Quero investigar o tema da vontade de Deus um pouco mais fundo considerando bem o primeiro mandamento que Deus deu ao homem. Essa foi a primeira vez que Deus revelou a Sua vontade a um ser humano. E creio que ela está cheia de discernimento.


Desde quando comecei com o site em 2008 eu apenas fiz resenhas de livros e filmes com conteúdo correto e edificante. Evitei ao máximo o que não trouxe edificação ou o que ensina engano, mas entendo que hoje talvez já tenha maturidade para resenhar o que não recomendo em hipótese alguma ou por ser perda de tempo ou herético mesmo.


Eu não queria esse livro. Fiz uma compra em uma livraria virtual e ao invés de um dos que pedi mandaram esse. Reclamei e me mandaram o que estava faltando, mas não aceitaram devolução. Então resolvi ler... Confesso que li muitas coisas nesse livro que me deu arrepios de tão absurdas, mas no final não foi tão ruim assim. A leitura é bem agradável, mas perigosa.


O autor conta a história hipotética de um rapaz que na tentativa de descobrir a Vontade de Deus perdeu duas ótimas oportunidades (uma de casamento e outra de emprego) e se frustrou com isso até que ouviu uma pregação em um rádio. Pregação essa que seria o conteúdo do livro.


Ele explica que Deus não tem uma vontade específica pra cada pessoa como muitos ensinam. Logicamente esse é um absurdo porque Deus tem sim. A Bíblia é clara de que seremos julgados para galardão pelo quanto dela cumprirmos em vida.


Depois faz uma comparação ridícula de que a Vontade de Deus não é uma linha de trem fixa, mas um pátio de estacionamento em que podemos escolher qualquer vaga e tudo isso será absolutamente válido. E ainda por cima chega a dizer que buscar a Vontade de Deus específica nos faz ser imaturos e que Ele quer nos ensinar a ser independentes. Que absurdo! Se assim fosse Jesus não nos mandaria ser como crianças, cuja principal característica é a inocência e dependência.


O autor chega a fazer certa distinção entre vontade soberana (permissiva) e vontade moral de Deus. É assim: Deus mostra Sua Vontade moral, mas secretamente quer que as pessoas desobedeçam. Entendeu? Nem eu! Isso só existe no calvinismo e no antigo paganismo! A ideia é que tudo o que já aconteceu na história ou já fizemos seria a Vontade Soberana (ou oculta) de Deus, e Vontade moral ou revelada é aquilo Deus quer, mas nos impede de realizar.


“Como você pode conhecer a Vontade Soberana de Deus? Você pode conhecer apenas parte dela se Ele sobrenaturalmente as revelar. Caso contrário, leia um livro de história. Se o livro for exato, você acaba de descobrir a vontade soberana de Deus no passado”.


A doutrina calvinista pelo menos é mais coerente. Segundo essa doutrina não existe vontade permissiva (que a grosso modo é o que Deus permite e não impede por causa do livre arbítrio. Não tem nada a ver com decreto soberano como o autor diz). O calvinismo entende que existe a vontade decretiva ou Soberana (o que Deus secretamente quer) e a vontade preceptiva ou moral (o que Ele nos ordena). Seguramente é isso o que o autor do livro quis ensinar, mas até nisso se confundiu e fez a maior salada mista.


O autor, assim como o calvinismo, a grosso modo quer dizer que não precisamos nos preocupar em cumprir o Plano de Deus porque se não cumprirmos é porque Deus decretou que não fosse cumprido. Loucura total e extremamente perigoso! Muitos calvinistas pelo menos negam as últimas consequências de seu sistema teológico e não agem desse jeito. Ele deveria pelo menos meditar nesse trecho das escrituras:



“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. 1 Coríntios 3:10-15


Só que mais pra frente começa a melhorar um pouco porque o autor diz que decisões fora da Vontade moral de Deus estão fora do pátio de estacionamento e por isso são inválidas, e que a maneira de descobrir a Vontade moral é pelas escrituras e o testemunho interior do Espírito Santo. Isso está correto.


Depois explica que as decisões não morais devem ser tomadas orando diligentemente por sabedoria. Isso também está certo porque é assim mesmo que podemos confiar que Deus guiará nossas decisões no Plano que Ele tem pra cada um de nós. As críticas que o autor faz em relação à sempre esperar por sonhos, profecias, visões... É totalmente válida porque mesmo Deus tendo a Vontade específica (o que ele nega) nós seremos guiados a ela aceitando o constante trabalhar do Espírito Santo sem resistir à Graça de Deus.


“Como alguém adquire sabedoria para tomar uma decisão não moral? Um caminho é simplesmente consultar o Senhor a respeito dela. Isso não significa que Ele vai dar a você uma espécie de revelação, sinal, ou impressão sobrenatural. A sabedoria envolve o discernimento, envolve o julgamento saudável”.


O capítulo final é excelente onde ele explica a diferença entre o cristão de mente fraca, o de mente forte e o legalista. O de mente fraca não tem conhecimento e acredita que tudo é pecado; o de mente forte por ser mais maduro consegue não ofender a consciência com coisas básicas; já o legalista criou um padrão de moralidade pra si mesmo e quer obrigar todos a seguir dizendo ser o único correto. Gostei muito porque ano passado (2016) estudamos isso na escola bíblica aqui da igreja.


“Há muitas coisas que não são pecaminosas, mas também não são espirituais. Moralmente falando, são neutras aos olhos de Deus”.


Quanto a historia da linha do trem e do pátio de estacionamento creio que a Vontade de Deus está mais para um labirinto ou uma escada. Há o caminho direto e perfeito, mas se desviarmos dele ainda há volta. Com a orientação do Espírito Santo podemos retornar e se houver boa disposição, de uma forma ou de outra, o que Deus começou será completado.

O CRISTAO ATEU

Posted by aventuradeaprender on August 9, 2017 at 9:40 PM Comments comments (0)

RESENHA DE LIVRO




O cristão ateu – Crendo em Deus, mas vivendo como se Ele não existisse (lido em 2017)

Autor: Craig Groeschel



Os cristãos ateus estão por toda parte. Frequentam igrejas católicas, batistas, pentecostais, não denominacionais, entre outras. Frequentam grandes seminários, as melhores universidades e faculdades. Há de todas as idades, raças e profissões — alguns até leem a Bíblia todos os dias.

Nas igrejas, sempre se fala de cristãos e não cristãos, mas nunca ninguém comenta sobre quem está no meio-termo. A maioria dos homens e mulheres parece se encaixar nesse grupo intermediário dos que creem em Deus, mas vive como se Ele não estivesse por perto, não se importasse ou não tivesse importância.

Em O cristão ateu, o pastor Craig Groeschel se volta diretamente para esse público, expondo as próprias dúvidas e receios, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para centenas de discussões fundamentais sobre quem é Deus e como Ele age.

Este livro foi escrito para todo aquele corajoso o bastante para admitir a própria hipocrisia. Liberte-se da hipocrisia e leve uma vida que de fato glorifique a Cristo.



O autor começa o livro contando sobre duas conversas que teve em uma viagem recente de avião. No primeiro voo, ele conversou com um ateu típico que não acredita em Deus; no segundo conversou com uma jovem que se dizia cristã, mas sabia que não vivia como deveria viver. Por essa razão, Craig Groeschel formulou a expressão “cristão ateu” e decidiu escrever para ajudar outros a lidar com a hipocrisia assim como ele tem aprendido a lidar com a sua.



Apesar de o título ser incomum, e no mínimo provocativo a leitura é bem agradável. Ele conta vários testemunhos. Alguns alegres, outros tristes, uns engraçados... Mas todos super edificantes. Ficou claro que ele não estava falando apenas do que leu, estudou ou ouviu dizer e sim do que realmente vive.



Não vou contar nenhum dos testemunhos para não estragar as surpresas de quem ainda quer ler. Entretanto, postarei os títulos dos capítulos que por si só já nos confrontam:



Um cristão ateu em recuperação

Quando você crê em Deus, mas não O conhece de verdade.

Quando você crê em Deus, mas tem vergonha do seu passado.

Quando você crê em Deus, mas não tem certeza de que Ele o ama.

Quando você crê em Deus, mas não na oração.

Quando você crê em Deus, mas não O considera justo.

Quando você acredita em Deus, mas se recusa a perdoar.

Quando você acredita em Deus, mas não se acha capaz de mudar.

Quando você acredita em Deus, mas ainda vive o tempo todo preocupado.

Quando você acredita em Deus, mas busca a felicidade a qualquer preço.

Quando você crê em Deus, mas confia mais no dinheiro.

Quando você crê em Deus, mas não compartilha sua fé

Quando você crê em Deus, mas não na igreja d’Ele

Fé para a terceira linha



“Crer em Cristo o suficiente para se beneficiar d’Ele é, na melhor das hipóteses um cristianismo raso. Na pior, religião vazia, enganadora, que leva muitos pelo caminho largo rumo à destruição eterna. Dê um passo além da primeira linha, mas não pare aí.

A segunda linha transmitirá uma sensação muito melhor que a primeira. Crer em Cristo o suficiente para contribuir sem ser incomodado pode dar a impressão de estar certo, mas até isso é um cristianismo centrado no humano. Siga em frente.

Veja a terceira linha. Pergunte-se o que o separa de uma vida inteiramente entregue, cheia do Espírito, dirigida para o Reino. Pese suas opções. A vida como ela é... Ou a vida como poderia ser.


Rss_feed

REDES SOCIAIS